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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

COMÍCIO EM FARO

Comício em Faro 
com a presença de Jerónimo de Sousa 
Secretário Geral do PCP

                                             
Há autocarro de Lagos
Contacto 966515203

sábado, 14 de dezembro de 2013

JORNADAS PARLAMENTARES DO PCP NO ALGARVE




CONCLUSÕES DAS VISITAS E REUNIÕES EFECTUADAS NO AMBITO DAS JORNADAS PARLAMENTARES DO PCP
                                
FARO, 2 e 3 DE DEZEMBRO

O direto com a realidade, com as instituições e as populações são uma das características do trabalho do Grupo Parlamentar do PCP e estiveram bem presentes nas Jornadas Parlamentares realizadas aqui, no Algarve. A atividade económica mereceu a nossa especial atenção, procurando ter uma visão abrangente, incorporando a atividade agrícola, piscatória, turismo, indústria naval e transportes.

A recente iniciativa do Governo de promover a desclassificação de zonas de produção de moluscos bivalves, na Ria Formosa e em diversas outras zonas estuarino-lagunares e litorais do país, criou uma situação dramática para muitos milhares de mariscadores e viveiristas que, de um dia para o outro, veem a sua atividade seriamente comprometida. A classificação de extensas áreas da Ria Formosa como zonas de produção de bivalves de nível B ou C implicará um imediato aumento dos custos de produção, insustentável para muitos mariscadores e viveiristas, que, desse modo, se verão forçados a abandonar a sua atividade. Tal situação, além dos óbvios prejuízos para a economia regional, privará milhares de mariscadores e viveiristas e respetivas famílias do seu ganha-pão. Esta é uma situação inaceitável, quer do ponto de vista social, quer do ponto de vista económico, resultante da inação de sucessivos governos do PS ou do PSD/CDS que foram adiando os investimentos necessários à promoção do imenso potencial económico da Ria Formosa.

Em reunião com citricultores em S. Bartolomeu de Messines, foram colocados um conjunto importante de problemas que afetam o setor. Problemas que envolvem os custos de produção, em que o aumento da eletricidade e do IVA da mesma oneram grandemente as explorações, custos que nalguns casos duplicaram em relação a 2009. Aos custos da eletricidade acresce a cobrança da contribuição audiovisual associada a cada contrato (há agricultores com mais de dez contratos), em que as isenções legalmente previstas e concedidas não são reconhecidas pela EDP.

O escoamento da produção de citrinos faz-se essencialmente para a grande distribuição que continua a asfixiar os produtores nos preços e nos prazos de pagamento, problemas velhos que não se resolveram com a Plataforma de Acompanhamento das Relações da Cadeia Agroalimentar (PARCA). A transformação também não se revela uma solução viável. A entrega de citrinos para a produção de concentrados é paga a 7 cêntimos a laranja e a 1 cêntimo a clementina, muito inferiores aos custos do aterro. Assim, a transformação joga com os valores pagos pelos produtores para entrega dos citrinos em aterro, o que faz com que lhe compense vender a muito baixo custo.

Há preocupações sobre o acesso à terra, existindo interesse em investir em terras abandonadas cujos proprietários não querem vender ou arrendar. Esta situação não tem qualquer solução através da Bolsa de Terras, uma vez que não existem incentivos/imposições à disponibilização em bolsa de terra abandonadas.

Foi ainda transmitida a preocupação com a Lei que estabelece a titularidade dos recursos hídricos, que pode retirar aos pequenos agricultores da Serra, a estreita faixa de margem dos cursos de água que utilizam para fazer agricultura.

O encontro com a Entidade Regional de Turismo do Algarve veio confirmar os alertas e preocupações do PCP quanto às políticas que têm sido seguidas nesta área. A ausência de uma verdadeira estratégia de desenvolvimento integrado, de articulação entre os agentes do sector para a qualificação da oferta e sua promoção, só vem agravar os problemas do caráter sazonal da atividade. A quebra da procura interna, resultante da perda do poder de compra na população portuguesa e da degradação dos seus direitos e condições de vida, retira ao sector do turismo uma importantíssima base do seu potencial de desenvolvimento. Por outro lado, o abandono a que a TAP tem votado este destino, reduzindo-o apenas à ligação a Lisboa, acentua a dependência do Algarve face às companhias “low cost”, que exigem apoios públicos cada vez maiores. Ao manter a 23% o IVA na restauração e bebidas, ao manter as portagens na Via do Infante e o estado de degradação da EN-125, ao acentuar a asfixia financeira às autarquias (com destaque para os territórios que são confrontados com as maiores exigências e pressões populacionais na época alta), ao prosseguir com uma política ruinosa e penalizadora para a Região e o País, o Governo agrava as perspetivas de um Algarve mais dependente, mais vulnerável, mais marcado pela precariedade e o desemprego.

Em visita aos Estaleiros da Empresa Nautiber confirmaram-se os efeitos negativos da dependência extrema que a economia regional tem da monoatividade turística desligada de atividades produtivas a montante, nomeadamente a pesca. O fim dos apoios à renovação da frota pesqueira, concentrando-os na modernização de motorizações e equipamentos eletrónicos conduz a que, na prática, os fundos comunitários dirigidos ao sector das pescas em Portugal seja transferido para os grandes grupos económicos dos principais países do centro e norte da Europa. Apesar de a empresa continuar a laboral, apostando na diferenciação da produção, a crise económica e a destruição do sector produtivo nacional tem intensificado a degradação da construção e reparação naval. A realidade vivida por esta pequena e média empresa da construção naval demonstra a necessidade de uma política de desenvolvimento dos sectores produtivos, não discriminando as pequenas e médias empresas nacionais através do investimento público, nomeadamente na aquisição de meios navais encomendados à indústria naval nacional.

Na visita ao Porto Comercial de Portimão verificou-se uma grande identificação com a proposta do PCP, nomeadamente sobre a administração dos portos do Algarve e o investimento nos portos, designadamente de Portimão e Faro. Foram evidenciadas reservas quanto ao modelo de administração defendido por este Governo e preocupações quanto ao papel dos portos comerciais de Portimão, Faro e Vila Real de Santo António neste contexto. Numa situação de falta de financiamento que se tem vindo a agravar ao longo de 2013 os trabalhadores portuários estão preocupados, receando que a separação das atividades portuárias comerciais, das de recreio e das pescas, torne difícil o seu enquadramento profissional e até a salvaguarda dos seus postos de trabalho, prejudicando os seus direitos e o eficaz funcionamento da operação portuária. Face ao anúncio pelo Governo de um investimento de 10 milhões de euros no porto de Portimão e 4 milhões no porto de Faro, no seguimento das propostas apresentadas pelo PCP, torna-se indispensável que seja calendarizado o compromisso de efetivação desses investimentos.

Na reunião com a Refer, foi apurado, que na falta de uma política de desenvolvimento da linha ferroviária do Algarve, a Refer, nos últimos 4 anos optou por uma ação de substituição de equipamentos e melhoramento de sistemas de apoio, ramal a ramal. Foi afirmada pelo PCP a opção estratégica da valorização da ferrovia e a importância da eletrificação da linha ferroviária do Algarve, em toda a sua extensão, com possibilidade técnica dessa operação ser efetuada por fases. Reafirmada a perspetiva da duplicação da via face às necessidades futuras, que em alguns troços como por exemplo Tavira ou Olhão/Faro pode ser mais urgente, ficou claro que a atual linha ferroviária tem condições e disponibilidade suficiente, no imediato, para aumentar a frequência da circulação, garantir a ligação direta entre Lagos e Vila Real de Santo António e melhorar de forma mais geral o serviço de transporte ferroviário.

A sessão pública realizada na sede da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines sobre os serviços públicos permitiu auscultar vários testemunhos que manifestaram preocupação com a desertificação do território, que a escassos quilómetros da costa sofre de todos os problemas da interioridade. Foram referidos exemplos de uma estação dos CTT entregue a um florista e da falta de transportes ferroviários e rodoviários, que coloca as populações numa grave situação de isolamento.

No encontro com a Comissão de Trabalhadores da ANA Aeroportos ficaram patentes as preocupações quanto ao futuro dos trabalhadores da empresa e do Aeroporto de Faro. Depois do desmantelamento da Escala de Faro na TAP, depois da privatização da gestora aeroportuária, subsistem as incertezas e ameaças de uma reestruturação não assumida, do aprofundamento das estratégias de “externalização” e abandono de serviços e áreas de intervenção, cortando postos de trabalho, numa linha de favorecimento de interesses privados à custa dos trabalhadores e do interesse nacional.

Destacamos ainda as questões que se colocam no âmbito dos direitos dos trabalhadores, da saúde e da educação.

Aos problemas económicos próprios da região (afunilamento da economia no sector do turismo) acrescem todos os problemas nacionais. Degradação económica e social, elevado desemprego, desregulação dos horários de trabalho, salários em atraso, salários abaixo da média nacional e a baixar, encerramento de empresas, precariedade e encerramento de serviços públicos marcam a região.

É visível na região do Algarve o processo de concentração da riqueza que tira cada vez mais riqueza a quem a produz para a entregar a meia dúzia de grupos económicos. A título de exemplo no sector do turismo, as dormidas e os lucros aumentam mas a exploração agrava-se por via da precariedade, do desemprego e pela desregulação e aumento da jornada de trabalho.

Na reunião com o Executivo Municipal de Silves, onde estiveram representados, para além da Presidente da Câmara (CDU), vereadores da CDU, do PS e do PSD, foi manifestado o apreço pela realização das Jornadas Parlamentares do PCP no Algarve e foi dado conta da preocupação dos autarcas de Silves com a degradação das condições de prestação de cuidados de saúde que se tem verificado no Hospital do Barlavento Algarvio.

Do encontro com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve sublinham-se os problemas relacionados com o subfinanciamento crónico, que impede a realização de alguns investimentos, nomeadamente na aquisição de equipamentos para a realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica; a carência de profissionais de saúde, nomeadamente de médicos (mais grave nas especialidades de obstetrícia, pediatria, anestesiologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia), enfermeiros e assistentes operacionais (faltam 80 enfermeiros e 60 assistentes operacionais); o recurso à subcontratação de profissionais através de empresas de trabalho temporário, designadamente para assegurar serviços de urgências; e os impactos da criação do Centro Hospital do Algarve na acessibilidade dos utentes à saúde, avolumando-se as preocupações quanto à manutenção das valências e serviços do Hospital de Portimão, tendo em conta as deslocações de médicos entre unidades hospitalares.

Não se conhece nenhum plano concreto sobre a reorganização de serviços decorrente da criação do Centro Hospitalar do Algarve, o que está a gerar uma grande instabilidade junto dos profissionais de saúde e dos utentes. A construção do Hospital Central do Algarve assume neste contexto uma grande importância no reforço da prestação dos cuidados de saúde às populações, de qualidade e no tempo adequado. Apesar de ter sido considerado um investimento prioritário pelo Governo, não existe um programa de execução.

A realidade do Centro de Saúde de Vila Real de Santo António, pese embora as especificidades e particularidades, não é alheia à realidade que é vivida pelos cuidados de saúde primários, nomeadamente a falta de profissionais de saúde, nomeadamente, assistentes técnicos e operacionais e técnicos de saúde, como fisioterapeutas - existe apenas um na unidade de cuidados na comunidade – e a insuficiência das instalações decorrentes de problemas existentes há vários anos e nunca solucionados, sendo por isso necessário obras de remodelação/ requalificação do edifício. Constatámos também a dificuldade de articulação entre os cuidados de saúde de primários e os cuidados hospitalares, evidenciado no número de utentes em lista de espera para a primeira consulta.

No tocante ao Serviço de Urgência Básica (SUB) de Vila Real de Santo António há notícias que dão conta do possível encerramento deste serviço, embora não haja conhecimento oficial dessa intenção. No passado, foi a luta dos profissionais de saúde e das populações que impediram o encerramento do SUB como estava previsto. Nem a Administração Regional de Saúde do Algarve, nem o Centro Hospitalar do Algarve assumem a tutela da SUB, procurando empurrar responsabilidades entre si, em prejuízo das populações.

O PCP continuará a exigir o financiamento necessário para que o Serviço Nacional de Saúde seja dotado de recursos materiais e humanos que permitam a prestação de cuidados de saúde com qualidade.

O subfinanciamento crónico agravado pelos cortes recentes nas transferências do Orçamento do Estado para a Universidade do Algarve, constituem a maior constrangimento ao seu desenvolvimento, colocando em causa o normal funcionamento da instituição e comprometendo o seu futuro. A asfixia financeira da Universidade do Algarve tem efeitos na degradação da qualidade pedagógica, na gestão corrente, nas condições de trabalho e vínculos laborais dos seus funcionários docentes e não docentes, assim como nos apoios sociais indiretos aos estudantes, agravando as taxas de abandono escolar. O PCP continuará a exigir do Governo o financiamento que responda às necessidades específicas de funcionamento, investimento e desenvolvimento da Universidade do Algarve.

Na visita à Escola Secundária João de Deus em Faro comprovámos, uma vez mais, o efeito das políticas de destruição da escola pública levadas a cabo pelo Governo. Dum enorme conjunto de preocupações assinaladas pela Direção da Escola, salientam-se a constituição de mega agrupamentos e as consequências para o funcionamento das escolas, falta de pessoal não docente e o recurso aos contratos emprego inserção para responder a necessidades permanentes, agravando a precarização das relações laborais.

Esta escola representa um exemplo das críticas que o PCP tem apontado ao processo de requalificação efetuado pela Empresa Parque Escolar, quer na fase inicial de conceção do projeto, quer agora nesta fase, devido ao atraso nas obras. Com um prazo inicialmente previsto de 18 meses, passados 4 anos não existe neste momento a certeza do prazo de conclusão das obras. As aulas decorrem em contentores onde chove; a cantina não tem capacidade de resposta; não há sala de convívio e há problemas de climatização, enfim, é uma escola que pode equiparar-se a um estaleiro de obras. O PCP exige que o Governo PSD/CDS tome as medidas necessárias para a conclusão imediata das obras.

Na reunião com o Agrupamento de Escolas Paula Nogueira (Olhão), onde existem duas unidades de multideficiência e surdo cegueira, confirmámos os impactos gravíssimos da redução dos apoios humanos e materiais no apoio a todos os alunos, e em particular aos alunos com necessidades educativas especiais. Este Agrupamento integra 170 alunos com necessidades educativas especiais. A redução do número de professores de educação especial impediu o funcionamento a tempo inteiro da unidade, e até 30 de novembro muitas crianças foram mesmo obrigadas a ficar em casa. Ao não assegurar o número necessário de professores de educação especial, funcionários, psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas da fala o Governo PSD/CDS nega condições de inclusão e aprendizagem. O recurso ilegal à precariedade para necessidades permanentes das escolas é inaceitável e coloca em causa a Escola Pública Inclusiva para todos.

No Conservatório Regional de Vila Real de Santo António, verificámos uma situação de extrema dificuldade por parte da escola para cumprir a sua missão no âmbito do Ensino Especializado da Música. A escola tem sofrido o atraso das transferências correspondentes ao Contrato de Patrocínio com o Ministério da Educação e Ciência, que se vem sentindo anualmente desde 2009, bem como a não transferência das verbas correspondentes a contratos programas com a autarquia de anos passados.

Em geral por todo o país e também no Algarve, a política de conservação e valorização de património é o reflexo dos efeitos de uma política de desfiguração do Estado que se traduz no abandono do património e na gradual incapacitação das estruturas, nomeadamente dos museus, para o cumprimento da sua missão fundamental.

É necessária uma política de valorização e investimento no Ensino Especializado da Música e da Dança, em articulação com os conservatórios regionais, verdadeiros promotores da democratização do acesso à criação e fruição artística. Da mesma forma, é urgente o reforço do papel do Estado, diretamente ou através das autarquias, na conservação e valorização do património cultural do país.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

DORAL - RESULTADOS ELEITORAIS

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
                               
Direcção da Organização Regional do Algarve
                                                                     
Resultado eleitoral expressa exigência de mudança e confiança no projecto autárquico da CDU

No passado dia 29 de Setembro, milhares de eleitores – no Algarve e no país - foram chamados a pronunciarem-se sobre as escolhas a realizar para as autarquias locais. Face aos resultados alcançados pela CDU e pelas restantes forças políticas a DORAL do PCP considera o seguinte:

1- O resultado alcançado pela CDU no Algarve – mas também no país – traduz uma assinalável progressão eleitoral face a 2009, expressa numa subida de 71% no número de votos obtidos para as Câmaras Municipais (passando de 1 para 8 vereadores em 6 concelhos da região), em cerca de 22 mil votos obtidos para as Assembleias Municipais passando de 18 para 34 mandatos e na obtenção de 66 mandatos para as Assembleias de Freguesia face aos 41 obtidos há 4 anos atrás.

A CDU para além de ser a única força política que subiu a sua votação quer em percentagem, quer em votos, quer também em número de mandatos (de 60 para 108), manteve ainda a presidência das juntas de Freguesia de Santa Bárabara de Néxe, de São Bartolomeu de Messines e de Silves, recuperou vereadores nas câmaras municipais de Vila Real de Santo António, de Olhão, de Faro, de Portimão e Lagos e reconquistou, 16 anos depois, a Presidência da Câmara Municipal de Silves.

Esta votação da CDU traduz de forma expressiva não só uma exigência de mudança na política autárquica regional e uma clara condenação à política de direita deste e de outros governos, mas também, um reconhecimento da combativa e persistente intervenção política do PCP na região, e do projecto autárquico da CDU, baseado no trabalho, na honestidade e competência que o caracterizam.

2- A contundente derrota obtida pelos partidos que suportam o governo – PSD e CDS - nestas eleições, com a perda de várias maiorias em Câmaras Municipais, assim como, a perda de mais de 20 mil votos da parte do PS (apesar de face aos resultados do PSD ter aumentado o número de câmaras municipais) traduz, para além de uma expressiva condenação por parte da população à política do Governo de Passos Coelho e Paulo Portas uma clara redução da base social de apoio aos partidos da política de direita (incluíndo o PS) que nos últimos dois anos entregaram o país aos braços da troika.

3- Face a estes resultados que envolvem uma ainda maior responsabilidade do PCP e dos eleitos da CDU perante as populações, a DORAL do PCP saúda todos os militantes do PCP, assim como as centenas de candidatos da CDU (muitos deles independentes) pela intensa intervenção desenvolvida ao longo dos últimos meses, em múltiplas tarefas, incluíndo a campanha eleitoral.

Conscientes que estes resultados deram mais força à justa aspiração de uma ruptura com o rumo de desastre nacional que está em curso, o PCP reafirma uma vez mais o seu compromisso para com os trabalhadores e as populações do Algarve em defesa da melhoria das suas condições de vida, do poder local democrático, do emprego com direitos, dos salários e das pensões, do aparelho produtivo, dos direitos dos trabalhadores, dos serviços públicos, da justiça social, do desenvolvimento da região, dos ideais de Abril.

Uma intervenção que irá prosseguir e intensificar-se nos próximos tempos, designadamente por via do desenvolvimento da luta pela derrota deste governo e desta política e que terá no próximo dia 19 de Outubro, na “Marcha por Abril, contra a exploração e o empobrecimento” que a CGTP-IN marcou para a ponte 25 de Abril, um momento de grande vigor, na qual os comunistas se empenharam para uma grande mobilização a partir do Algarve.

O Secretariado da DORAL do PCP

terça-feira, 27 de agosto de 2013

COMÍCIO CDU EM FARO


Comício em Faro 
              
Largo do Mercado 
              
30 de Agosto - 21:30 horas
            
com Jerónimo de Sousa    
há autocarro de Lagos
saída da rotunda das cadeiras ás 19:00

sábado, 10 de agosto de 2013

JERÓNIMO DE SOUSA NO ALGARVE


Jerónimo de Sousa em iniciativas 
no Algarve a 11 de Agosto

                                        
Inserido na intervenção geral do PCP e na preparação das eleições autárquicas do próximo dia 29 de Setembro, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, participará em duas iniciativas da CDU que se realizarão no próximo dia 11 de Agosto.
                     
No parque de merendas de Monte Gordo, concelho de Vila Real de Santo António, Jerónimo de Sousa participará pelas 13 horas num almoço/convívio da CDU e à noite, na Escola EB1 de Silves, pelas 20:30, participará num jantar da CDU neste concelho.


Ambas as iniciativas decorrem num momento em que se avoluma o descrédito e a insustentabilidade de um governo que, servindo os mais ricos e poderosos, age contra os interesses da região, do país e do povo português e onde, as próximas eleições autárquicas constituem uma dupla oportunidade para eleger no plano local homens e mulheres da CDU – que concorrrem a todos os concelhos e a todas as freguesias do Algarve - comprometidos com os interesses das populações e para afirmar no plano mais geral uma inequívoca vontade de mudança no país.


O Secretariado da Direcção da Organização Regional do Algarve

sábado, 27 de julho de 2013

PS, PSD E CDS CHUMBAM PROPOSTAS DO PCP NA AR



PS, PSD e CDS votam contra a 
proposta do PCP de abolição 
de portagens na Via do Infante
                                                                          
Ontem, em sessão plenária da Assembleia da República, foram votados os Projetos de Resolução do PCP  sobre a abolição das portagens na Via do Infante e sobre a conclusão urgente das obras de requalificação da EN 125. Votaram contra a abolição das portagens o PSD e o CDS (incluindo os deputados destes partidos eleitos pelo Algarve) e ainda o PS. Contra o segundo projeto de resolução votaram o PSD e o CDS (incluindo os deputados destes partidos eleitos pelo Algarve).

O Projeto de Resolução n.º 777/XII/2.ª recomenda ao Governo a imediata abolição da cobrança de taxas de portagem em toda a extensão da Via Infante de Sagres - A22, desde a Ponte Internacional do Guadiana até Lagos/Bensafrim.

O Projeto de Resolução n.º 778/XII/2.ª recomenda ao Governo que:
· Adote as medidas necessárias para que, no âmbito da subconcessão do Algarve Litoral, sejam retomadas rapidamente as obras de requalificação da EN 125;
· Incumba a empresa Estradas de Portugal de proceder à construção dos lanços retirados da subconcessão Algarve Litoral em outubro de 2012, nomeadamente, variante de Odiáxere, variante de Olhão, variante de Luz de Tavira e variante à EN 2 entre Faro e S. Brás de Alportel;
· Proceda à renegociação do contrato da subconcessão do Algarve Litoral, de modo a reduzir a taxa interna de rendibilidade da subconcessionária, garantindo, por essa via, uma diminuição dos encargos do Estado ao longo da vida da subconcessão.

O PS, o PSD e o CDS, preocupados apenas em defender os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros que exploram as concessões rodoviárias, não hesitaram, uma vez mais – recorde-se que foi a 5ª vez que o PCP apresentou esta proposta –, em castigar o Algarve e os algarvios.

No Algarve, estes três partidos da troica interna manifestam a sua preocupação pelos efeitos profundamente negativos que a introdução de portagens na Via do Infante, assim como o atraso nas obras de requalificação da EN 125, têm na economia regional e na qualidade de vida dos cidadãos, mas em Lisboa, na Assembleia da República, votam sistematicamente contra todas as propostas que visam resolver estes problemas.

O PCP não pode deixar de denunciar veementemente a hipocrisia política de quem no Algarve diz uma coisa, mas na Assembleia da República faz o seu oposto.

O PCP reafirma a sua determinação na luta pela abolição das portagens na Via do Infante e pela conclusão das obras de requalificação da EN 125, confiante que a luta dos trabalhadores e das populações derrotará – mais cedo do que tarde – uma política de direita que não serve os interesses do Algarve e dos algarvios.


Faro, 25 de julho de 2013


terça-feira, 16 de julho de 2013

COMUNICADO DA DORAL



PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
                               
Direcção da Organização Regional do Algarve
                          
A única saída digna e democrática é a convocação de eleições
                                 
1- Com mais de 37 anos de política de direita, com um país submetido ao processo de integração capitalista da União Europeia, com a aplicação do Pacto de Agressão que PS, PSD e CDS assinaram com o FMI, o país encontra-se mergulhado numa profunda crise económica, social e também política. O saldo das políticas de austeridade e de concentração de riqueza é assim avassalador: desemprego brutal; recessão agravada; destruição de milhares de empresas; uma dívida esmagadora; aumento da exploração do trabalho; aumento dos impostos; corte dos salários, reformas e prestações sociais; degradação dos serviços públicos.

Entretanto o Governo está em desagregação acelerada. Desde logo pela própria natureza da política que tem vindo a concretizar que, servindo os interesses da banca e dos grupos económicos nacionais e estrangeiros, está a transformar a vida de milhões de portugueses num verdadeiro inferno. Mas também porque ao longo de sucessivos meses, tem crescido a corrente de indignação, protesto e de luta que, com a Greve Geral do passado dia 27 de Junho, provocou um abalo irreparável no Governo.

E quando se exigiam, como única saída digna e democrática, a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições legislativas antecipadas, eis que o Presidente da República, rompendo com as suas responsabilidades de cumprir e fazer cumprir a Constituição, não só nega o direito ao povo português de se pronunciar por um novo rumo para o país, como procura impor o prolongamento da política de direita por via de um chamado compromisso de salvação nacional que envolve os mesmos Partidos que nos trouxeram à actual situação: PS, PSD e CDS. Para o PCP tal decisão de Cavaco Silva é não só anti-democrática, como o torna ainda mais responsável por todas as consequências da acção deste governo.

Perante um governo ilegítimo e derrotado, perante um Presidente da República que se assume como promotor da política destruição nacional, perante um PS comprometido com o Pacto de Agressão, perante a inaceitável pressão e ingerência externa, aos trabalhadores e às populações do Algarve e do país não resta outro caminho que não seja o de prosseguir a luta para que, mais cedo que tarde, se abra caminho à ruptura com a política de direita e a uma politica patriótica e de esquerda.

2- A DORAL do PCP saúda os trabalhadores e as populações do Algarve pela sua corajosa resistência à ofensiva do governo e do grande patronato. Uma saudação especial aos milhares de trabalhadores que no passado dia 27 de Junho fizeram uma das maiores greves gerais no Algarve – com grande impacto nos sectores da hotelaria, do comércio, das pescas, da banca, dos transportes, da saúde, da educação, da justiça, da área social; mas também para os trabalhadores do Intermarché de Messines, da cadeia Moviflor, ou do Hotel Montechoro cujas lutas em defesa dos postos de trabalho e pelo pagamento de salários em atraso prosseguem; no quadro da Administração Pública têm particular significado as lutas desenvolvidas por professores e enfermeiros contra os despedimentos e em defesa dos serviços públicos; lutas para onde convergiram outras camadas da população como os reformados com várias concentrações realizadas na região, e as populações, em defesa dos correios e do serviço postal.

3- Numa região particularmente devastada pelo desemprego, pela destruição do aparelho produtivo, pela precariedade e pelos baixos salários, pela degradação, concentração e encerramento de serviços públicos, pelo abandono do investimento público, pela crescente pobreza, pela sazonalidade e vulnerabilidade da sua principal actividade económica – o turismo, as eleições autárquicas de 29 de Setembro assumem um duplo significado: por um lado a oportunidade para dar mais força à CDU nas autarquias, consolidando-se como verdadeira alternativa à política que PS e PSD assumem nos 16 concelhos da região; por outro, a possibilidade de, pelo voto na CDU, se afirmar uma vontade inequívoca de mudança na vida do país, de ruptura com a política de direita, de projecção de uma política patriótica e de esquerda que abra caminho a uma vida melhor.

Com centenas de comunistas, ecologistas, e também muitos independentes, que integram as listas, a CDU vai concorrer a todos os órgãos autárquicos no Algarve. Numa altura em que está em fase de conclusão a apresentação pública das candidaturas, a CDU está a intensificar o contacto directo com as populações que, de uma forma crescente, reconhecem o seu papel na defesa dos seus interesses. Foi com a CDU e os seus eleitos que nos concelhos da região se lutou coerentemente contra as portagens na Via do Infante, o aumento das taxas e tarifas municipais, o aumento do preço e a privatização da água, a extinção de freguesias, a privatização do espaço público, o encerramento de escolas, centros de saúde, de estações de correios e outros serviços. Foi com a CDU e os seus eleitos que a voz das populações e dos trabalhadores, incluíndo os das autarquias, chegou às Câmaras e Assembleias Municipais, às Juntas e Assembleias de Freguesia. Com trabalho, honestidade e competência, enquanto marcas de um projecto e de uma opção distinta entre todas as outras forças em presença, a CDU parte para estas eleições com confiança de que alcançará o objectivo de ter mais votos e mais mandatos nos órgãos autárquicos.

4- A DORAL do PCP sublinha ainda o extraordinário empenho que os militantes e as organizações do Partido têm tido nas múltiplas e exigentes tarefas que se colocam nesta fase da vida da região e do país, designadamente:

  • No desenvolvimento da luta dos trabalhadores e das populações;
  • Na afirmação da CDU, construção das listas autárquicas e preparação da campanha eleitoral.
  • Na concretização da campanha nacional – Por uma alternativa política patriótica e de esquerda – que culminou no desfile realizado em Faro no passado dia 21 de Junho.
  • Na apresentação de propostas concretas, nomedamente na Assembleia da República, para a resolução dos problemas da região como sejam: a abolição de portagens na Via do Infante e a conclusão das obras de requalificação da EN 125; a requalificação dos portos algarvios e a criação de uma entidade pública regional que assuma a sua administração; a revogação da fusão dos hospitais de Lagos, Portimão e Faro; a valorização dos equipamentos de regadio no apoio à agricultura regional; a construção da ponte internacional sobre o Guadiana em Alcoutim; o fim das restrições e a valorização do Parque Natural da Costa Vicentina;
  • Na preparação da Festa do Avante! que se realizará a 6, 7 e 8 de Setembro no Seixal e que contará com a presença de largas centenas de visitantes oriundos do Algarve.
  • Nas comemorações do Centenário de Álvaro Cunnhal, seja nas dezenas de iniciativas que já decorreram, seja nas muitas das que se seguirão até ao final do ano, em particular no período que envolve o 10 de Novembro – data do nascimento de Álvaro Cunhal.
  • No reforço da organização do PCP, particularmente na sua intervenção junto da classe operário e dos trabalhadores e no recrutamento e integração de dezenas de novos militantes que têm aderido ao Partido.

A Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP


terça-feira, 2 de julho de 2013

PCP- INICIATIVAS LEGISLATIVAS



PCP apresenta iniciativas legislativas sobre a abolição de portagens na Via do Infante e a conclusão das obras de requalificação da EN 125
                                            

O Grupo Parlamentar do PCP apresentou na Assembleia da República, no passado dia 26 de junho, dois projetos de resolução: um sobre as portagens na Via do Infante e outro sobre as obras de requalificação da EN 125 (em anexo).
                                      
O Projeto de Resolução n.º 777/XII/2.ª recomenda ao Governo a imediata abolição da cobrança de taxas de portagem em toda a extensão da Via Infante de Sagres - A22, desde a Ponte Internacional do Guadiana até Lagos/Bensafrim.

O Projeto de Resolução n.º 778/XII/2.ª recomenda ao Governo que adote as medidas necessárias para que, no âmbito da subconcessão do Algarve Litoral, sejam retomadas rapidamente as obras de requalificação da EN 125, que incumba a empresa Estradas de Portugal de proceder à construção dos lanços retirados da subconcessão Algarve Litoral em outubro de 2012, e que proceda à renegociação do contrato da subconcessão do Algarve Litoral, de modo a reduzir a taxa interna de rendibilidade da subconcessionária, garantindo, por essa via, uma diminuição dos encargos do Estado ao longo da vida da subconcessão.

O PCP já havia apresentado, ao longo da presente legislaturas, várias propostas no sentido da abolição de portagens na Via do Infante, nomeadamente em junho e dezembro de 2011 e em maio e junho de 2012, tendo todas estas iniciativas legislativas sido rejeitadas com os votos conjugados do PSD, PS e CDS. Não se resignando com uma medida com consequências tão negativas para a economia regional e para os algarvios, o Grupo Parlamentar do PCP torna a levar este assunto ao Parlamento, convicto que a introdução de portagens na Via do Infante foi um clamoroso erro, que urge corrigir.



A cobrança de portagens na Via do Infante tem suscitado um generalizado repúdio por parte das populações, das autarquias e das associações empresariais do Algarve. Perante esta realidade, alguns setores da sociedade algarvia têm avançado, esporadicamente, com propostas de alteração do modelo de cobrança, de redução dos valores portagens ou de suspensão da cobrança de portagens nos períodos de maior movimento turístico. Para o PCP, a única solução que defende os interesses do Algarve e dos algarvios é a abolição de portagens na Via do Infante.


As obras de requalificação da EN 125, atribuídas em abril de 2009 à empresa Rotas do Algarve Litoral, deveriam ter sido concluídas em 2011/2012. Contudo, estas obras sofreram grandes atrasos, tendo sido suspensas em março de 2012. Esta circunstância, aliada ao facto de a introdução de portagens na Via do Infante ter provocado um aumento muito significativo do tráfego na EN 125, degradou a qualidade de vida das populações cujas povoações são atravessadas por esta estrada, prejudicou gravemente a economia regional e, em particular, o setor da construção civil e o turismo, contribuindo para agravar ainda mais a profunda crise que assola o Algarve.

Em outubro de 2012, a Estradas de Portugal renegociou com a empresa Rotas do Algarve Litoral o contrato da subconcessão Algarve Litoral. Desta renegociação não resultou qualquer alteração da taxa interna de rendibilidade da subconcessionária Rotas do Algarve Litoral, limitando-se o Governo a reduzir os encargos com a subconcessão à custa da eliminação de obras inicialmente previstas e da transferência de futuros trabalhos de manutenção e reparação para a empresa Estradas de Portugal. Esta renegociação não serviu o interesse público! O que se impunha era uma renegociação que, mantendo as todas obras inicialmente previstas, reduzisse a taxa de rendibilidade do subconcessionária, poupando, desta forma, muitas centenas de milhões de euros ao longo da vida da subconcessão.

Em maio de 2012, o Grupo Parlamentar do PCP questionou o Governo sobre a suspensão das obras de requalificação da EN 125 (pergunta n.º 2896/XII/1ª), tendo o Governo, na sua resposta, informado que "a conclusão das obras de requalificação da EN 125 e da ligação S. Brás de Alportel está prevista para Abril de 2013". Abril de 2013 chegou e passou e as obras de requalificação da EN 125 continuam suspensas, mantendo o Governo um silêncio de chumbo sobre o assunto. Assim, o Grupo Parlamentar decidiu levar este assunto a discussão na Assembleia da República, exigindo ao Governo que concretize todas as obras inicialmente previstas na EN 125 e nas respetivas estradas de acesso/ligação, assim como diligencie para a rápida conclusão das obras neste importante eixo rodoviário.





sábado, 29 de junho de 2013

GREVE GERAL NO ALGARVE

Dados sobre a Greve Geral no Algarve
                                     
Trabalhadores e população do Algarve 
dizem não a esta política e este governo
                          


quinta-feira, 27 de junho de 2013

GREVE GERAL 27 DE JUNHO 2013

GREVE GERAL
27 de JUNHO
                                     

Acompanhar aqui a evolução da Greve
 no Algarve: 
                            
no País: 
                          
Concentração em Portimão ás 15:30
na Alameda - Praça da República

segunda-feira, 24 de junho de 2013

DESFILE DO PCP EM FARO




Direcção da Organização Regional do Algarve 

                  
 Desfile do PCP exige demissão do Governo 

e apela à Greve Geral
                                        
No dia em que se assinalaram dois anos de Governo PSD/CDS, cerca de duas centenas de comunistas e de outros democratas, desfilaram na baixa de Faro exigindo a demissão do Governo, eleições antecipadas e a concretização de uma política patriótica e de esquerda que responda aos problemas e às aspirações dos trabalhadores e do povo português.

Na capital do desemprego – o Algarve é a região do país com a mais elevada taxa de desemprego – foi exigido o fim das portagens na Via do Infante (medida que uniu e une o PS, o PSD e o CDS), o aumento dos salários e das pensões, a defesa da produção regional e nacional rompendo com uma política que, na região, apenas apostou no turismo e na especulação imobiliária. Foi ainda denunciada a situação de crescente exploração dos trabalhadores Algarvios – particularmente na hotelaria e no comércio -, a perseguição aos mariscadores e viveiristas que ganham o pão na Ria Formosa, a destruição de serviços públicos como nos correios e na saúde, a extinção de várias freguesias, o empobrecimento de milhares de idosos, a ruína de muitos micro e pequenos empresários que são também vítimas da política de direita.

Saudou-se ainda, nas duas intervenções realizadas – por Botelho Agulhas do Comité Central e por Vasco Cardoso da Comissão Política e responsável pela DORAL – as muitas lutas travadas no Algarve ao longo deste ano, apelando-se simultâneamente a uma ampla e combativa participação na Greve Geral do próximo dia 27 de Junho, convocada pela CGTP-IN. Assinalados que foram estes dois desastrosos e penosos anos de Governo PSD/CDS, ficou claro que, com excepção do grande capital que tem enchido os bolsos à conta desta política, é impensável para o povo português suportar mais dois anos com este governo e com esta política.

Nesta iniciativa participaram ainda vários independentes, que estão empenhados na afirmação da CDU como a alternativa à desastrosa gestão autárquica que PS, PSD e CDS têm promovido nas 16 câmaras municipais do Algarve e deu-se força a essa importante batalha política e eleitoral que será determinante para derrotar um governo ilegítimo e cada vez mais isolado.


O Secretariado da Direcção da Organização Regional do 
Algarve do PCP

quarta-feira, 19 de junho de 2013

DESFILE DO PCP EM FARO


Partido Comunista Português
                                 
Direcção da Organização do Algarve

                                                               
PCP realiza a 21 de Junho desfile em Faro pela      demissão do Governo PSD/CDS

No dia 21 de Junho, assinalam-se dois anos de governo PSD/CDS de Paulo Portas e Passos
Coelho. São dois anos de uma política que, na continuidade de governos anteriores,
acelerou a exploração e o empobrecimento dos trabalhadores e do povo português, o saque
dos recursos nacionais, o agravamento da dependência e da dívida externa. Dois anos onde,
não só todos os problemas se agravaram, como não foi cumprida nenhuma das promessas
realizadas.

Concretizando uma política contra a Constituição da República e contra o povo português,
este é um governo ilegítimo e cada vez mais isolado. Uma situação em que cada dia que
passa, na sua obra de destruição do país e de submissão aos interesses do capital, é um dia
em que está a mais.

Neste sentido, a Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP irá realizar no
próximo dia 21 de Junho, às 17:30, um desfile em Faro, com partida da Rua de Portugal sob
o lema "Pela demissão do Governo. Por uma política patriótica e de esquerda". Uma acção
que mobilizando os comunistas, é aberta a outros democratas e patriotas, e convergente
com os objectivos da Greve Geral de 27 de Junho.

O Secretariado da DORAL do PCP

segunda-feira, 3 de junho de 2013

ENCONTRO REGIONAL DO PCP SOBRE ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

Encontro Regional do PCP 
sobre Eleições Autárquicas
                                         
Encontro regional do PCP aponta para a continuação da luta pela demissão do governo e reafirma a confiança num bom resultado autárquico da CDU
                                         
No encontro regional do PCP no Algarve sobre a preparação das eleições autárquicas os mais de 150 participantes - comunistas, ecologistas e independentes - reafirmaram a sua determinação na luta pela demissão do governo e por uma mudança de políticas, discutiram o conjunto diversificado de tarefas que estão colocadas nos próximos meses – onde se inclui a preparação da Greve Geral de 27 de Junho - com vista ao reforço eleitoral da CDU nas próximas eleições autárquicas.

Neste encontro, que foi encerrado por Jorge Cordeiro do Secretariado do Comité Central do PCP, foi ainda aprovada uma resolução onde se inscreveu o objectivo de obter nessas eleições mais votos e mais mandatos da CDU, ou seja, melhores condições para defender os interesses dos trabalhadores e das populações do Algarve.

Ver aqui a resolução:http://www.algarve.pcp.pt/

sexta-feira, 31 de maio de 2013

AUTÁRQUICAS - ENCONTRO REGIONAL DO PCP EM FARO

AUTÁRQUICAS 2013 
 ENCONTRO REGIONAL DO PCP EM FARO
                                                           1 de JUNHO
                                                                                     

No âmbito da preparação das eleições autárquicas que se realizarão dentro de alguns
meses, a Direcção da Organização Regional do Partido Comunista Português no Algarve realizará no próximo sábado, dia 1 de Junho, pelas 15 horas, no Centro de Trabalho do PCP em Faro, um encontro regional com vista à preparação deste acto eleitoral.

Um encontro que procurará contextualizar esta importante batalha eleitoral numa fase da vida nacional e local, marcada por uma grave crise económica, social e política, de onde emerge a urgente necessidade de – pelo desenvolvimento da luta de massas - pôr fim ao Governo de Passos e Portas e à política de direita que concretizam, de rejeitar o Pacto de Agressão que PS, PSD e CDS assumiram com a União Europeia e o FMI, de abrir caminho a uma política patriótica e de esquerda que responda às aspirações dos trabalhadores e do povo português.

Para o PCP, as próximas eleições autárquicas, para além de constituírem uma
oportunidade para dar expressão à rejeição da política de exploração e empobrecimento, serão sobretudo um momento para dar força à CDU, ou seja, àqueles que no plano local dão voz à luta contra o aumento de taxas e tarifas municipais, a privatização da água, o desrespeito pelos direitos dos trabalhadores das autarquias locais, a extinção de freguesias ou o favorecimento da especulação imobiliária, que PS, PSD e CDS promovem nas 16 câmaras municipais da região.

Numa iniciativa que será também aberta à participação de independentes que integram as listas da CDU, será feita uma avaliação sobre o estado de preparação desta batalha
eleitoral na região, e serão ainda traçados objectivos de trabalho com vista ao reforço da CDU, em número de votos e de mandatos nas próximas eleições autárquicas. Esta
iniciativa contará ainda com a presença de Jorge Cordeiro, do secretariado do Comité
Central do PCP e responsável pela frente das autarquias que encerará o encontro.

O Secretariado da DORAL do PCP

 
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