Porquê este blogue?

Num tempo muito inquietante, marcado por uma forte ofensiva ideológica, com a qual os média dominantes fazem chegar todos os dias a milhões de pessoas a desinformação organizada com o objectivo de servir e defender os interesses do grande capital, a leitura e divulgação de informação progressista e revolucionária é crucial para todos os que assumem como referência maior os valores e ideais de ABRIL!

A LUTA CONTINUA!

Mostrar mensagens com a etiqueta Comemorações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comemorações. Mostrar todas as mensagens

domingo, 16 de junho de 2013

COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE ÁLVARO CUNHAL




Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, Beja,

 Espectáculo musical comemorativo 

do Centenário de Álvaro Cunhal -

 -Reforma Agrária, Terra, Luta, Arte e Futuro-                       

"Vivemos hoje um dia grande nas iniciativas comemorativas do centenário no Alentejo"                                      

As nossas primeiras palavras são para expressar, em nome do Partido Comunista Português, a nossa gratidão à Comissão promotora das iniciativas Álvaro Cunhal, Alentejo, Terra, Luta, Arte e Futuro, integradas nas comemorações do seu centenário e manifestar a imensa alegria de ver reunidas nesta homenagem um significativo conjunto de instituições, em particular a Casa do Alentejo, a Associação Povo Alentejano, a Cooperativa Cultural Alentejana, mas também importantes estruturas autárquicas e sindicais desta vasta Região.

Manifestar o nosso agradecimento aos artistas e a todos os que garantem o espectáculo musical que em breve se iniciará e que, estamos certos, se traduzirá não apenas num momento de prazer, mas também de comunhão e exaltação colectiva dos nossos poetas e dos nossos cantores que se identificam com a luta do seu povo e se revêem nos solidários valores de Abril!

Agradecer a todos os presentes nesta Casa da Cultura de Beja, cuja participação engrandece e amplia a dimensão humana e popular das comemorações do Centenário do nascimento de Álvaro Cunhal.
Vivemos hoje um dia grande nas iniciativas comemorativas do centenário no Alentejo.
Vivemos já esse momento magnífico que foi o desfile de Grupos Corais Alentejanos que nos trouxeram a arte do “Cante” que o trabalho, a vivência colectiva e a lonjura dos caminhos moldaram e que foi, em si, uma expressiva homenagem a quem, como Álvaro Cunhal, tanto se ligou e viveu os problemas da terra e dos que à falta dela viveram vidas de exploração, opressão e miséria. Essa arte que é marca de água de uma identidade cultural, construída por um proletariado agrícola sedento de liberdade e justiça, que se revela cantando em colectivo e, hoje, é património de todo um povo.

Colectivo, esta palavra tão natural no cante, como para nós comunistas e que, em Álvaro Cunhal, nos remete para a dimensão do homem político e dirigente do PCP, construtor de um Partido concebido, exactamente, como um grande colectivo, activo e participante para servir os trabalhadores, o povo e o país.
Partido que, como nunca nos cansaremos de afirmar, não seria o que é, com as suas características e identidade, sem o contributo de Álvaro Cunhal, nem Álvaro Cunhal seria o que foi sem este Partido Comunista Português.

Aqui também ficou patente a Exposição evocativa “Álvaro Cunhal e o Alentejo”. Uma exposição que mostra o percurso do revolucionário corajoso e íntegro que foi Álvaro Cunhal, comunista de toda a vida, na sua relação com esta terra alentejana e as suas gentes. Uma terra que sentia e amava como se fosse a sua e porque suas eram também as mais profundas aspirações de libertação e vida digna de um povo de coragem, trabalho e luta, resistente como o aço, que nunca cedeu perante a besta fascista!

Dessa luta de onde emerge, com uma força e simbolismo singulares a figura e o exemplo de Catarina Eufémia que dão força à luta que hoje travamos contra as injustiças e as desigualdades!
A vida, o pensamento e a luta de Álvaro Cunhal justificam a homenagem que lhe prestamos.
Personalidade fascinante e maior da nossa história contemporânea, homem de invulgar inteligência, de firmes convicções, inteireza de carácter, Álvaro Cunhal, foi um político de acção e autor de uma obra notável que se afirmou como uma referência na luta pela liberdade, a democracia, a emancipação social e humana no nosso país e no mundo.

Dirigente político experimentado e perseverante, estudioso e conhecedor da realidade portuguesa e das relações internacionais, Álvaro Cunhal, dedicou toda a sua vida à solução dos problemas da sociedade portuguesa e à concretização de um projecto de desenvolvimento ao serviço do país e do povo, por uma sociedade nova e pela independência nacional.
Isso vê-se em toda a sua extensa e diversificada obra e em toda a sua acção e intervenção política, partidária e institucional, e na capacidade que Álvaro Cunhal revela de olhar ao mesmo tempo para o passado e para o futuro, tendo sempre a realidade do presente e a ideia que o futuro se constrói com a luta de hoje.

Essa capacidade de olhar para o passado para a profundidade da história, como Álvaro Cunhal o fez em “A luta de Classes em Portugal nos fins da Idade Média” e onde encontra e mostra nesse combate decisivo para a nossa independência como povo, o heróico proletariado rural do Alentejo, tomando o partido pelo progresso, contra a aristocracia agrária e feudal, travando essa luta que é secular pela terra e pela justiça social. Esse olhar que encontramos também na “Contribuição para o Estudo da Questão Agrária”, onde está a mesma preocupação de denunciar o papel do latifúndio como obstáculo ao progresso, ao desenvolvimento da agricultura e ao melhoramento das condições de vida do povo.

A mesma capacidade para olhar e projectar o futuro como o fez em “Rumo à Vitória” essa obra notável onde se define o Programa para a “Revolução Democrática e Nacional” e se traçam os caminhos para a sua realização. Caminhos que passaram pela multiplicação e generalização da luta. Dessa luta que o proletariado rural do Alentejo vinha travando e que o conduziu à vitória na conquista das 8 horas de trabalho.
Uma obra notável que, inquestionavelmente, criou condições para a Revolução de Abril, a sua defesa e consolidação, e para as profundas transformações revolucionárias operadas na sociedade portuguesa.
Transformações que se traduziram em importantes conquistas dos trabalhadores e do povo português, em defesa das quais Álvaro Cunhal dedicou o melhor do seu saber, da sua experiência e da sua intervenção.
Transformações onde se destacava a Reforma Agrária, esse processo original, conduzido pelo proletariado agrícola alentejano e ribatejano, que nasceu do povo e da imaginação criadora dos trabalhadores e que a Revolução Democrática e Nacional assumia como um dos seus grandes objectivos.
Essa Reforma Agrária tinha atrás de si uma longa luta sob a consigna “a terra a quem a trabalha” e que Álvaro Cunhal afirmava ser “A mais bela Conquista da Revolução”!

Bela e empolgante, porque pela primeira vez na História do nosso país, os trabalhadores tomaram a decisão de tomar as terras do latifúndio e com elas nas suas próprias mãos o seu destino, concretizando um inovador programa de transformações económicas e de justiça social que iria resolver os problemas da produção e do emprego nos campos do Sul do país. A mais bela conquista, porque demonstrou não apenas a capacidade de realização do povo trabalhador, apesar dos boicotes, das calúnias, das dificuldades, dos sucessivos ataques de que foi alvo por parte do poder político, mas essencialmente porque os trabalhadores se revelaram inteiramente capazes de conduzir o seu destino, o destino das suas vidas e da economia do país.

A Reforma Agrária foi destruída, por uma ofensiva que durou 14 anos, que pôs o Alentejo a ferro e fogo e o latifúndio restaurado, trazendo novamente ao Alentejo as terras abandonadas, a desertificação e o desemprego.
Destruição que não pôs fim ao sonho secular que colhe agora também a experiência vivida dessa capacidade realizadora e que é um valor que as gerações que a realizaram projectam no futuro.
Um futuro que não é um sonho longínquo mas uma necessidade de agora, porque a Reforma Agrária que garanta a terra a quem a trabalha, não só mantém toda a actualidade, como é, nas actuais circunstâncias, a alavanca imprescindível para garantir o desenvolvimento destas terras de todo o Alentejo.

Essa alavanca que tem também no aproveitamento integral do Empreendimento do Alqueva uma imediata exigência. Um aproveitamento que se impõe ser a favor das populações e da criação de emprego, e não da especulação, dando o indispensável passo na criação de um banco de terras do Estado, que permita o acesso à terra regada a jovens agricultores, a trabalhadores e a pequenos agricultores com terra insuficiente.
Álvaro Cunhal interligou a sua intervenção revolucionária no plano político com um apaixonado interesse por todas as esferas da vida, nomeadamente na actividade de criação artística.

Autor de uma arte comprometida e assumida, como elemento participante na modificação da sociedade, e movida por ideais de fraternidade, justiça social e liberdade. Uma obra que nos fala ou mostra o povo que sofre e luta. Na sua obra literária, emergem, entre outros, o romance “Até Amanhã, Camaradas” e a novela “Cinco Dias, Cinco Noites”, “Fronteiras”, onde se contam histórias da resistência e da vida de gentes simples dos campos e das aldeias. Histórias que se reconhecem também nas vivências desta terra de resistência, como o confirma o camarada António Gervásio, quando respondia a um jornalista, falando na obra literária de Álvaro Cunhal “quando estou a ler reconheço o Álvaro, o país, o Alentejo e identifico figuras reais que ele captou”.

O mesmo poderíamos dizer dos seus desenhos e das suas pinturas. Os seus desenhos da prisão são um hino à alegria de viver e de lutar, onde caberiam todas as Catarinas e os seus quadros têm as cores da terra fecunda, dessa terra que queria ver repartida e entregue a quem a ama verdadeiramente, àqueles que a trabalhavam para que se pudesse repartir o pão entre os que ansiavam vê-la livre da servidão.
Desenhos e pinturas da prisão que apenas podiam prender o seu corpo, mas não o seu pensamento, o sonho, a imaginação, nem tão pouco a confiança nos seus companheiros de projecto e na luta do seu povo.
Sabemos que este não foi nem é um tempo fácil. Os que anunciam que o capitalismo é o fim da história conseguiram, por momentos, conter, pelo arbítrio e a intolerância, o avanço da roda da história, dessa mesma história que lhes anuncia o fim. Álvaro Cunhal construiu com o seu Partido um projecto para Portugal. Um projecto onde os valores de Abril cabem inteiros e são a retoma de um caminho que quer ir longe na incessante procura de um mundo mais humano e melhor.

De um mundo que, como se extrai do exemplo de vida de Álvaro Cunhal, não acontece, constrói-se e conquista-se!

Bem hajam pela vossa homenagem e presença!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

1º DE MAIO EM FARO



Faro - Um grande 1º de Maio
contra a exploração e o empobrecimento
                                              
Foram bem mais de mil pessoas, aquelas que responderam ao apelo da CGTP-IN e da USAL, participando na manifestação do 1º de Maio em Faro. Uma iniciativa que tendo começado logo pela manhã no Jardim da Alameda com um convívio sindical, percorreu as ruas da cidade afirmando a determinação dos trabalhadores algarvios de todos os sectores em prosseguir a luta pela demissão do governo e por uma outra política que responda às aspirações do povo português. Esta acção, que contou com a solidariedade do PCP, constituiu uma importante jornada de uma luta que continuará.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

1º DE MAIO EM FARO

TODOS AO 1º DE MAIO EM FARO
                              
10:00 Manhã Infantil          
13:00 Piquenique       
16:00 Manifestação/Intervenção Sindical   
                               
"MUDAR DE POLÍTICA E DE GOVERNO"
                                                
autocarro de Lagos
 saída da rotunda das cadeiras ás 9:00





25 DE ABRIL - SESSÃO SOLENE - INTERVENÇÃO DA CDU

INTERVENÇÃO DA CDU NA SESSÃO SOLENE COMEMORATIVA DO 39º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL
                  
Exmo. senhor presidente da Assembleia Municipal de Lagos            
Exmo. senhor presidente da Câmara Municipal de Lagos                    
Demais autarquas             
Exmo. representante da Associação 25 de Abril                          



E, numa saudação muito especial, porque nos dirigimos aos representantes do futuro da nossa terra, saudamos os eleitos da Assembleia da Juventude, e, por seu intermédio, todos os jovens.


Mais uma vez, comemoramos Abril. E, mais uma vez, o fazemos em festa e em luta.
Em festa, recordando os dias luminosos da revolução de Abril, com as suas conquistas que transformaram profundamente Portugal, conferindo aos trabalhadores e ao povo os direitos fundamentais a que todo o ser humano, pelo simples facto de existir, tem direito de usufruir.
Em luta, erguendo bem alto a bandeira dos valores e dos ideais de Abril, que constituem referências dominantes para a luta das massas trabalhadoras e populares nos tempos que hoje vivemos.
Em festa, porque Abril foi a maior e mais bela festa da nossa vida colectiva, desde o inesquecível dia 25 e, depois, com os que se lhe seguiram e que, porque foram tempos de iniciação de um País novo, ficaram para sempre marcados na memória colectiva do nosso povo.
Em luta, porque é necessário derrotar os que, desde há 39 anos, tudo têm tentado para cerrar as portas que Abril abriu. E que se preparam, agora, para mais perigosos passos nesse sentido.
Nunca como hoje o Poder Local sofreu um ataque tão profundo e diversificado, nunca o pilar do Estado Democrático, tecido de proximidade e participação, foi tão fortemente atacado.
Sob um manto de loas e incenso às suas realizações concretas e por detrás de uma cortina farisaica de discursos sobre modernidade, emergem propósitos de amputar o Poder Local de características que lhe são essenciais, de recursos financeiros e de meios humanos e técnicos necessários à sua acção.
Esta escalada contra o Poder Local pretende legitimar a destruição de mais de um milhar de freguesias no País, como seja, no Município de Lagos, a extinção das freguesias de Santa Maria e de Barão de S. João, de que resulta a criação de duas freguesias com os espúrios nomes de União das Freguesias de Bensafrim e Barão de S. João e de União das freguesias de S. Sebastião e Santa Maria. Tudo isto contra a vontade expressa das populações e de todos os órgãos autárquicos, tendo sido dado conhecimento oportuno desta oposição à Assembleia da República, ao Presidente da República e ao Governo.
A pretexto do controlo da dívida pública, pretende-se controlar, de facto, a acção, as opções e as políticas das autarquias locais ao serviço das populações. Além disso, pretende-se a criação de estruturas supra-municipais destinadas a retirar alguns dos poderes dos municípios e a exercer tutela efectiva sobre eles, em claro desrespeito pela Constituição da Republica.
Reduzem-se os efectivos em pessoal, degradam-se a qualidade técnica dos serviços e a
capacidade de enquadramento e direcção do trabalho autárquico.
E prosseguem estes objectivos com a asfixia financeira, com a diminuição do montante da participação nos recursos públicos, a afectação de acréscimos de receita a fundos e outras formas de os retirar às autarquias, a elevação dos encargos existentes e a criação de novos encargos.
Tudo isto enquanto aumenta exponencialmente a carga tributária sobre as populações e se degradam os serviços que lhes deviam ser prestados.
Mas regressemos à grande referencia, ao espírito combativo, de esperança e confiança, que o 25 de Abril nos trouxe, e que conduziu a todos os passos dados no sentido de justiça social, de instituição da escola para todos, do serviço nacional de saúde, dos direitos e garantias dos trabalhadores, do acesso a condições de vida dignas, de fruição da cultura e do desporto, de progresso e liberdade. Em suma, duma sociedade de justiça e direitos, duma sociedade democrática.
Afirmamos que existe a alternativa ao rumo a que o governo quer conduzir o País, de tentativa de reposição da situação que o 25 de Abril destruiu. O povo já exprimiu claramente, em grandes manifestações e nas mais diversas formas de luta, o seu repúdio por estas políticas de direita, e sua exigência em retomar os caminhos de Abril.  

Reafirmamos os valores de Abril no futuro de Portugal.

VIVA O 25 DE ABRIL.
25 DE ABRIL SEMPRE.

Lagos, 25 de Abril de 2013

sexta-feira, 26 de abril de 2013

DEFENDER ABRIL E OS SEUS VALORES

Defender Abril e os seus valores
                             

Declaração de Jerónimo de Sousa,

 Secretário-Geral do PCP, 

Lisboa, Desfile do 25 de Abril

                                                                     
No dia que o país saiu à rua para comemorar Abril, Jerónimo de Sousa, presente no desfile em Lisboa, afirmou que "apesar desta ideologia das inevitabilidades e da resignação, da procura que o medo prevaleça, esta avenida demonstra que o povo português não está vencido, não está derrotado", demonstrando confiança para continuar a lutar por Abril e pelos seus valores.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

25 DE ABRIL


25 de ABRIL 2013
                           
JANTAR COMEMORATIVO 
da REVOLUÇÃO DE ABRIL
                              
Dia 24 de Abril 
ás 20:00 no Restaurante "A Varanda" 
                           
com a presença de António Rodrigues do CC 

 

segunda-feira, 11 de março de 2013

92º ANIVERSÁRIO DO PCP

Almoço/Comemorativo do 92º Aniversário do Partido Comunista Português
                                             
 Foi no Domingo, dia 10 de Março, no Restaurante "A Varanda" no Chinicato, que Comissão Concelhia de Lagos do PCP, organizou um almoço comemorativo do 92º aniversário do PCP.
 Almoço que juntou dezenas de camaradas e amigos do Partido, e que contou com a presença de Manuela Pinto Angelo do Secretariado do Comité Central.

                                                    

 No final do almoço, por parte da Comissão Concelhia, Celso Costa agradeceu a presença dos camarada no almoço comemorativo, e divulgou algumas iniciativas a acontecer em breve, como a manifestação da Administração Pública no dia 15 de Março em Lisboa, ou o debate no dia 23 de Março, no Clube Artístico Lacobrigense integrado na campanha nacional do PCP " Por uma política alternativa, patriota e de esquerda". Sendo 2013 ano de eleições autárquicas, foi feito o apelo a todos os camaradas e amigos na ajuda da preparação da campanha eleitoral da CDU em Lagos, e foi também divulgado um Ciclo de 5 Debates promovidos pela CDU sobre questões locais, a começar no dia 6 de Abril no Clube Artístico Lacobrigense, e que servirá para a ajuda da elaboração do programa eleitoral. 

A segunda intervenção, ficou a cargo de Gilberto Travessas, que  fez uma apresentação do trabalho autárquico desenvolvido na Assembleia Municipal de Lagos, neste mandato corrente, até Fevereiro 2013, pelo nosso eleito na Assembleia.

Na última intervenção, Manuela Pinto Ângelo, saudou o colectivo partidário de Lagos pela iniciativa, e de seguida fez a caracterização da situação económica e social do Algarve e do país, apontando a responsabilidade da situação de desastre ás políticas de direita praticadas por PS, PSD, CDS que nos governam há 36 anos, agravada com a assinatura do Pacto de Agressão.

Foi referido o XIX Congresso do PCP, que nos tornou um partido mais forte, coeso, unido, e preparado, e da importância do estudo e divulgação do programa: "Uma Democracia Avançada, Os Valores de Abril no Futuro de Portugal".

Na caracterização política nacional, Manuela Pinto Ângelo, destacou o facto do PCP ser uma verdadeira alternativa ás desastrosas políticas de direita, e como tal, e perante a imperiosa exigência de derrube do governo, o PCP afirma que só a luta consegue atingir esse objectivo, abrindo caminho a uma política alternativa e de esquerda , ao serviço dos trabalhadores, do povo, e do país.
    
De referência ás tarefas do partido, o destaque foi para as comemorações do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal, assim como a preparação da campanha eleitoral autárquica, e o reforço do partido: a ligação ás massas; a impressa; o reforço financeiro; mais recrutamento; a presença nos locais de trabalho, apontado o reforço do partido como factor determinante, é que quanto mais forte o PCP está, melhor fica preparado para atingir os seus objectivos.

sábado, 9 de março de 2013

92º ANIVERSÁRIO DO PCP

Comemoração do 92º Aniversário
 do Partido Comunista Português

Comissão Concelhia de Lagos do PCP


domingo, 20 de janeiro de 2013

COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DE ÁLVARO CUNHAL


Abertura das Comemorações 

do Centenário de Álvaro Cunhal

                                                                   

Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, Lisboa, 

 Sessão Pública de Abertura 

das Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal

                                                                        


Iniciamos aqui, o ano das comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, figura maior do Portugal contemporâneo, referência incontornável da luta do nosso povo pela liberdade, a democracia, a emancipação social e humana dos trabalhadores e dos povos, assumido protagonista da história e do desbravar dos caminhos da construção de uma “terra sem amos”.

Comemorações que serão um momento de reconhecida homenagem ao homem de coerência, de firmes convicções humanistas, inteireza de carácter, ao comunista – militante abnegado, dirigente político experimentado e estadista –, ao intelectual, criador multifacetado e ao artista produtor e teorizador do belo na arte e na vida dos homens e do seu povo.
Com um pensamento e visão do país e do mundo que se projectam no futuro, Álvaro Cunhal, deixou-nos há pouco tempo. Ecoam muito vivas na nossa memória e perto das nossas vidas a força das suas palavras, da sua intervenção e acção no tempo presente, vivendo os problemas, as tarefas, os combates centrais que hoje travamos em defesa dos trabalhadores, do nosso povo e do país, e que eram os seus combates e do seu Partido de sempre – o PCP – que ajudou a construir, com um contributo inestimável, com a identidade que nos orgulhamos de possuir, preservar e afirmar.

Por isso, Álvaro Cunhal, não é apenas fonte de inspiração, de ensinamento, de exemplo que nos mobiliza e referencial teórico para os combates que hão-de vir, é mais do que isso, é um combatente que nos acompanha com a sua opinião e análise muito concretas de resposta a problemas reais do nosso país e do nosso povo e no rasgar de novos horizontes para Portugal, hoje tão necessários para libertar o país do rumo para o declínio e de uma vergonhosa sujeição e dependência a que a política de direita, de recuperação capitalista e latifundista, conduziu e continua a conduzir o país.
As comemorações que agora se abrem não visam promover qualquer culto da personalidade. Culto que Álvaro Cunhal sempre combateu e ao qual dedicou em o “Partido com Paredes de Vidro” avisadas palavras quer sobre o fenómeno da deificação dos vivos, mas igualmente dos mortos e em relação aos quais, a prestação de uma justa homenagem jamais se poderia traduzir numa “desencorajadora subestimação do papel dos vivos” da sua luta e acção, aos quais cumpre, como afirmava, com a sua “ investigação, a análise e o espírito criativo, o estudo e a interpretação dos novos fenómenos” que o devir da sociedade sempre coloca.

Uma homenagem, portanto, não para incensar e endeusar – utilizando as suas próprias palavras –, mas de reconhecimento do seu valor e para aprender com os seus ensinamentos, o seu exemplo e que neste momento de mistificação e generalizações grosseiras, pode e deve servir também para demonstrar que a política é uma actividade nobre e imprescindível na vida dos homens.
Uma homenagem que é indissociável da identificação de Álvaro Cunhal com o PCP e o seu projecto. Temos afirmado que Álvaro Cunhal não era o que foi sem o PCP e o PCP não seria o que é, com as suas características, sem o contributo de Álvaro Cunhal.

A sua intensa e diversificada intervenção política, a riqueza, diversidade e profundidade do seu trabalho teórico, que resultou do estudo atento e aprofundado da realidade, do seu domínio das teorias e método de análise do marxismo-leninismo que assimilou de forma criativa e lhe permitiu conhecer a sociedade portuguesa nos seus processos globais, responder aos seus problemas, apontar os caminhos do seu desenvolvimento, numa perspectiva de defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do país.
Um abundante e válido património que mantém toda a actualidade e que não é apenas um precioso legado do PCP, mas do país e de todos os que aspiram ao conhecimento e à concretização de um mundo melhor e mais justo.

A melhor prova do reconhecimento da validade e actualidade do seu pensamento e da sua obra está bem patente na recente confirmação pelo XIX Congresso do PCP da manutenção dos objectivos e propostas fundamentais do Programa do PCP, hoje denominado: «Uma Democracia Avançada – Os valores de Abril no futuro de Portugal», na concepção do qual, Álvaro Cunhal, deu um importante e singular contributo.
Num Congresso onde esteve presente o país real, o país devastado pela intervenção estrangeira e pela actual política de ruína nacional. Um Congresso que apontou os caminhos para resgatar Portugal e devolver ao país o que é do país, e ao povo a sua soberania e o seu direito ao desenvolvimento, ao crescimento, ao emprego e o direito dos trabalhadores e do povo a uma vida digna.
Um Congresso que assumiu a tarefa do enriquecimento desse Programa que se revelou de uma grande profundidade e sentido de futuro e que é a resposta alternativa dos comunistas portugueses à crescente colonização económica pelas grandes potências da União Europeia e ao domínio do capital monopolista nacional e internacional sobre o nosso país e a vida dos portugueses.

Um programa estratégico para a concretização de um verdadeiro programa de desenvolvimento do país para a actual etapa histórica, parte integrante e constitutiva da luta pelo socialismo e cuja realização é igualmente indissociável da luta que hoje travamos pela concretização da ruptura com a política de direita e da materialização de uma política patriótica e de esquerda.
Um Programa que define um projecto de Democracia Avançada que assenta na definição básica de que a democracia é simultaneamente política, económica, social e cultural, e que Álvaro Cunhal perspectivava e caracterizava como um “regime democrático que proceda a realizações progressistas de carácter não capitalista” para realizar cinco objectivos fundamentais:

- Um regime de liberdade no qual o povo decida do seu destino e um Estado democrático representativo e participado;
- Um desenvolvimento económico assente numa economia mista, liberta do domínio dos monopólios, ao serviço do povo e do país;
- Uma política social que garanta a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo;
- Uma política cultural que assegure o acesso generalizado à livre criação e fruição culturais;
- Uma pátria independente e soberana com uma política de paz e cooperação com todos os povos.

Um programa que surge no seguimento da Revolução Democrática e Nacional e das análises às características do capitalismo português que Álvaro Cunhal estudou e cujas teses essenciais estão expressas na obra “Rumo à Vitória”. Nessa obra marcante na qual se definem a estratégia e as tarefas do Partido que haviam de ajudar a construir o caminho que conduziu à Revolução de Abril e contribuir para determinar a sua natureza, numa resultante onde a teoria se assumia como força material na acção impetuosa das massas populares e na acção dinâmica da aliança Povo-MFA que Álvaro Cunhal, antes de todos, caracterizou e apontou como o motor da Revolução.
Foi a partir da investigação aprofundada da realidade portuguesa, que Álvaro Cunhal mostrou que a formação dos monopólios em Portugal tinha a particularidade de não ser o resultado da livre concorrência capitalista, com a consequente concentração e centralização da riqueza, mas uma construção forçada e determinada pela utilização do poder coercivo do Estado para favorecer o grande capital e os grandes agrários, através dos mais variados métodos de espoliação e empobrecimento das camadas e classes populares e da usurpação dos recursos do país.
Um processo assente na mesma lógica e com os mesmos propósitos que estiveram presentes no processo de recuperação capitalista e restauração monopolista dos últimos anos em Portugal, cujo domínio sobre a economia e a vida do país é, tal como no passado, a principal causa do trajecto de regressão económica e social do país, da crise e da dimensão que esta mesma crise atingiu no quadro da crise sistémica do capitalismo internacional.

Crise nacional que Álvaro Cunhal previa e com uma premonitória visão anunciava, em consequência da ofensiva da política de direita que se vinha desenvolvendo contra Abril e as suas conquistas.
Desde muito cedo, já nos idos anos 80 e tendo como horizonte o ano 2000, Álvaro Cunhal, num célebre colóquio de horas, com centenas de jovens na Faculdade de Direito, em diálogo com esses mesmos jovens a quem sempre dedicou uma particular atenção, para valorizar o seu papel e da sua luta na solução dos seus próprios problemas e do país, nos confrontava com as consequências das opções de uma política que não só renunciava às novas perspectivas de desenvolvimento que a Revolução de Abril com as transformações operadas nas estruturas socio-económicas abriam, como pelo contrário seguiam o rumo inverso da sua destruição.

Dizia então “segundo o curso da política nacional, podemos chegar ao ano 2000 em duas situações e duas perspectivas completamente diferentes. Se continua a política que tem sido seguida … (de destruição das transformações democráticas), podemos chegar ao ano 2000 com Portugal ainda mais atrasado (...) mais atrasados relativamente aos países da Europa do que hoje estamos e eventualmente mesmo mais atrasados em termos absolutos.” Trata-se, afirmava, de uma perspectiva sombria de desenvolvimento.
Por isso, contrapunha e afirmava a existência de outra perspectiva, operada na base da Constituição da República e de quatro pressupostos indispensáveis, à cabeça dos quais se encontrava o fim da ofensiva contra as transformações verificadas com a Revolução de Abril, a dinamização de todas as formações económicas indistintamente e da consideração de três grandes linhas orientadoras, que então, Álvaro Cunhal e o seu Partido colocavam para a tarefa prioritária da recuperação económica do país: o aumento da produção nacional (questão vital e eixo fundamental de toda a política de desenvolvimento); o saneamento financeiro ( que hoje, por maioria de razão, implica a renegociação da dívida) e o melhoramento das condições de vida do povo (onde se incluía o aumento do seu poder compra) – três linhas que não se excluem, antes se consideravam compatíveis, complementares e interdependentes. Três linhas que hoje se deviam continuar a considerar inseparáveis, apesar das alterações verificadas e que impõem e exigem outras políticas e medidas de reversão do actual domínio dos poderosos grupos económicos.

A realidade do país que se apresenta nestes primeiros anos do século XXI – regressão acentuada da capacidade produtiva, mais de uma década de prática estagnação e recessão económica, desemprego brutal e regressão social acentuada, aumento inconsiderado da dívida privada e pública, forte e crescente empobrecimento dos portugueses, aumento das desigualdades e da exploração do trabalho – não só confirmam as previsões de Álvaro Cunhal, como são um libelo acusatório contra uma política de desastre nacional, conduzida pelos governos do PSD, PS e CDS.
Uma política que haveria de acabar por entregar os destinos do país à intervenção estrangeira, concretizada num Pacto com o FMI/UE/BCE, a que justamente chamamos de Agressão, promovido pelos mesmos interesses e os mesmos protagonistas que conduziram Portugal à crise que hoje enfrenta. Pacto de Agressão que não só está a levar o país para o abismo, como a arruinar a vida dos portugueses.
Uma evolução desastrosa que não está desligada das opções tomadas de adesão à CEE (hoje União Europeia) e das condições em que tal adesão se realizou.

Uma adesão que tinha como principal objectivo dos seus promotores forçar e justificar a recuperação capitalista em Portugal, como denunciava Álvaro Cunhal e o PCP, e não as proclamadas promessas de ajuda e de vantagens do acesso da nossa economia a um mercado de milhões de pessoas que os seus promotores anunciavam.
Nesta matéria, registemos a justeza das advertências de Álvaro Cunhal “É uma visão idílica imaginar que o Mercado Comum é uma associação de países ricos filantrópicos prontos a «ajudar» os países mais atrasados” e para afirmar depois “Quanto mais se aprofunda o estudo e a análise mais se fortalece a certeza de que a integração de Portugal (..) representaria, a par da restauração dos monopólios, um verdadeiro desastre para a economia portuguesa tal como para a própria independência nacional.”
Os impactos negativos e a acção destruidora desencadeada com a adesão, nos sectores produtivos e nos sectores estratégicos nacionais e as graves limitações e condicionamentos ao desenvolvimento do país, que se tornaram ainda mais perniciosos e trágicos com a adesão ao Euro, aí estão para comprovar a exactidão de tais análises.

Os incessantes aprofundamentos da integração capitalista da União Europeia de expropriação crescente de áreas de soberania, nomeadamente com o Tratado de Lisboa, mas também os novos instrumentos de domínio político como a governação económica e o tratado orçamental, que estão a transformar Portugal num país colonizado e que confirmam igualmente as preocupações e os perigos crescentes para o país e, particularmente para a soberania e independência nacionais.
Perigos que se ampliam com a política de venda do país - do seu património, das suas empresas, dos seus recursos naturais - ao estrangeiro e que é bem a expressão da política de submissão nacional das classes dominantes nacionais.
Independência nacional que assume nas preocupações e pensamento de Álvaro Cunhal um papel destacado, com uma contribuição inestimável na elaboração das orientações do PCP para uma política consequente e de princípios de defesa da soberania e da independência nacionais.
Uma política não isolacionista que defende a cooperação internacional em que decisões internacionais sejam obtidas em pé de igualdade, com reciprocidade de vantagens, com respeito pela independência e soberania dos Estados e povos.

A política nacional e europeia ao serviço do capital monopolista assume hoje, com o actual governo do PSD/CDS e o Pacto de Agressão, uma preocupante dimensão que está a tornar insustentável a vida dos trabalhadores e do povo.
O ano de 2012 saldou-se em mais um ano de profunda recessão que destruiu vidas e emprego, numa dimensão sem precedentes e por uma ofensiva, também ela sem antecedentes contra os rendimentos do trabalho e pensões de reforma, os direitos e prestações sociais que atingiram de forma severa a vida de milhões de portugueses.
Também o ano de 2013 que agora se inicia está já marcado pela perspectiva da concretização, com as medidas previstas no Orçamento de Estado, pelo maior saque fiscal de sempre em democracia, e por novas e ainda mais gravosas medidas de austeridade com cortes e mais cortes nos direitos sociais, nos salários e pensões, nos serviços públicos, dando mais um passo no empobrecimento de milhões de trabalhadores e pensionistas.

Estamos perante uma espiral de medidas de austeridade que seguem umas atrás das outras e que tem, na operação em curso da chamada “reforma do Estado social”, a concretização de levar ainda mais longe a política de empobrecimento generalizado e a liquidação das conquistas sociais do povo português.
Numa lógica que nos traz à memória aquela metáfora que Álvaro Cunhal utilizou, a partir do romance de Jack London que descrevia uma luta entre cães – entre um buldogue e um cão-lobo – para caracterizar o papel do FMI face aos países que lhes caem nas mãos. Ao princípio, o lobo, ágil e agressivo, esquiva-se e assesta várias vezes os dentes no buldogue. Entretanto o buldogue, rápido consegue apanhar com os dentes o pescoço do lobo. Apanha apenas um pouco de pele, mas não o larga mais. O lobo salta, tenta libertar-se, mas o buldogue não o larga e a pouco e pouco avança, apanha mais e mais pêlo do pescoço do lobo, até o estrangular. É assim o FMI, dizia Álvaro Cunhal, hoje dizemos, é assim que age a Troika do FMI e da União Europeia e que tem como ajudante de campo um governo submisso a quem falta a dignidade do cão-lobo e que tudo faz para apressar tal desfecho.

Desfecho que não podemos permitir, com a nossa luta e com a luta do nosso povo!
É por isso que é justa a batalha que travamos pela exigência de ruptura com o Pacto de Agressão e pela renegociação da dívida para libertar o país de tal ameaça!
Mas o que desta evolução ressalta igualmente é a confirmação como verdadeira da tese que afirmava que são inseparáveis e complementares as quatro vertentes principais da democracia: a económica, a social, a política e a cultural, em relação à qual Álvaro Cunhal chamava à atenção. Uma tese que se vulgarizou na expressão “ atacada uma, atacam-se todas”, mas que o rigor de Álvaro Cunhal mostrava, também a partir da nossa própria experiência, ser a económica a determinante. Atacada esta como foi atacada, seguir-se-iam todas as outras, como o têm sido. Veja-se a profundidade do ataque à democracia social – leis laborais, direito à saúde, à educação, à protecção social - , mas também à democracia cultural, tal como à democracia política, que tem no ataque à Constituição da República que hoje assume com o governo de Passos e Portas uma dimensão preocupante e perigosa, quer pela deliberada acção da sua violação na prática, quer pela ofensiva ideológica visando a sua completa subversão.

A grave situação que o país enfrenta e o rumo de declínio e ruína nacional que está em curso com este governo do PSD/CDS e a sua política, coloca como um imperativo da hora presente a ruptura com tal caminho.
Ruptura que implica dar força à luta pela demissão do governo e a devolução da palavra ao povo, em eleições antecipadas.
Luta que assume hoje, tal como no passado, um papel decisivo e determinante.
Luta que, como afirmava Álvaro Cunhal, é o motor que faz avançar os acontecimentos e a roda da história. Difícil, sem dúvida, enfrentando poderosos meios, naturalmente, mas sempre o único caminho para levar de vencida a realização de um Portugal de progresso e de futuro.
Do valioso e imenso legado que nos deixou, está esse combate central de denúncia do capitalismo como sistema explorador e opressor e a convicção com que afirmava o socialismo como a alternativa e a mais sólida perspectiva de evolução da Humanidade

Aqui no país e no movimento comunista internacional, cujas experiências e processos acompanhava com atenção, solidariedade e reflexão independente.
Isso está patente na concepção de socialismo que o nosso Programa consagra.
Uma concepção que é produto do pensamento próprio do Partido, mas que tem o seu valioso contributo e que está expresso na definição do conjunto de características que o projecto socialista deve assumir e na sua e nossa afirmação de sempre que não há “modelos” de revolução, nem “modelos” de socialismo.
Uma concepção de socialismo que responde às especificidades nacionais e leva também em conta as lições da experiência revolucionária mundial.
Uma concepção que parte das leis gerais de edificação socialista e dessas experiências, para afirmar um projecto socialista para Portugal.

Esse projecto onde se expressam como objectivos fundamentais da revolução socialista, a abolição da exploração do homem pelo homem, a democracia em todas suas vertentes, a intervenção permanente e criadora das massas populares, a elevação constante do bem-estar material e espiritual dos trabalhadores e do povo em geral, o desaparecimento das discriminações, desigualdades, injustiças, a concretização de uma vida de igualdade de direitos do homem e da mulher e a inserção da juventude na vida do país, entre outras, e se definem em cinco grandes áreas - no sistema político, no sistema económico, no sistema social, na plano da cultura e no plano ético - as características desse projecto.
Num momento em que o capitalismo está mergulhado numa das mais profundas crises da sua história, a necessidade e actualidade do ideal e projecto socialista afirma-se como a solução no futuro dos povos, também a obra e o pensamento de Álvaro Cunhal se projecta como um contributo inestimável na conquista desse horizonte de realização e emancipação humana.

Figura notável do nosso tempo, em todo o seu exemplo de combatente transparece um desejo de futuro e de confiança. Desejo de futuro de realização desse sonho milenar da construção de uma sociedade liberta da exploração do homem por outro homem. De confiança nos trabalhadores, no povo, na sua capacidade de construir a história com a sua luta e dar corpo ao sonho que continua a alimentar e dar sentido às nossas vidas!

Ver aqui: http://www.pcp.pt/abertura-das-comemora%C3%A7%C3%B5es-do-centen%C3%A1rio-de-%C3%A1lvaro-cunhal

 
Design por Free WordPress Themes | Adaptado para Blogger por Lasantha - Premium Blogger Themes | Amostras gratuitas por Mail