Porquê este blogue?

Num tempo muito inquietante, marcado por uma forte ofensiva ideológica, com a qual os média dominantes fazem chegar todos os dias a milhões de pessoas a desinformação organizada com o objectivo de servir e defender os interesses do grande capital, a leitura e divulgação de informação progressista e revolucionária é crucial para todos os que assumem como referência maior os valores e ideais de ABRIL!

A LUTA CONTINUA!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O DESPERTAR DOS MÁGICOS, vulgo TARDE PIASTE, PASSARINHO



   
O Despertar dos Mágicos, vulgo Tarde Piaste Passarinho

                                     
  Texto por José Veloso                                 
                
Afinal, não é só no futebol que os incensados heróis passam num ápice a vilões, culpados de todos os males, conforme os resultados que apresentam. Também os até agora sacrossantos mercados livres e auto-regulados, com a economia a mandar na política, ditos heróis do bem estar público, foi num foguete que passaram a maus da fita, culpados de todos os males que estão escaqueirando o belo mundo em que viviam.                            
De facto, havia tempo que não se via aplicar com tanta justeza como nestes nossos dias, o velho dito dum rei em desespero “É FARTAR, VILANAGEM!”
Pois cá estão, esganiçados, em bicos de pés, esfalfados a correr para chegar mais à frente, a ver quem mais alto grita, quem mais se destaca na claque, a amaldiçoar as tais agências de rating, a reclamar uma cruzada contra esses infiéis.
A começar pelo eterno (esperemos que isso também não) inefável Jardim da Madeira e Cª., bem acolitado, entre outros, por esse génio de seu nome Rio, que fazia a Câmara do Porto pagar às tais agencias e agora, tarde e más horas, berra que descobriu que são malandros, é um corrupio dos que não querem perder o comboio de já terem um bode expiatório para as suas próprias malfeitorias. Grandes patriotas, agora só lhes faltam exigir a mobilização geral para assestar um correctivo aos energúmenos sem vergonha dessas agências. Os de cá, com idêntica sem vergonha, não se importam de estar a atraiçoar os antigos sócios, e rapidamente esquecem como tão venerados eles eram, nas suas ditas indispensáveis e impecáveis classificações, apesar de bem se saber que, e por quem, elas são encomendadas, e regiamente pagas, e como pretendem dirigir, sem apelo e com chantagens, as politicas nacionais.
Tudo isto seria apenas triste e lamentavelmente patético, se não fosse tão grave para o nosso povo, se tudo se tratasse apenas lá de mais uma guerrilha entre os do costume pelo grande bolo das espoliações do bem público. Se não fosse isso, pois que apetecia dizer que é bem feito, e que se me perdoe o populismo de mau gosto, mas não resisto, fraqueza minha, a verdade é que se puseram a jeito.
As vozes realmente preocupadas, e tão vituperadas que por isso foram, do PCP, que desde sempre denunciaram e levantaram contra o caminho das políticas que estavam a ser seguidas, de cócoras diante dessas agências e seus mercados, e que conduziram a este desastre, não foram ouvidas, foram execradas por antipatrióticas.
E agora? Claro que, não negando a sua natureza, os executores das tais políticas dos mercados, servilmente obedientes às análises das ditas agencias de rating, não sabem sequer o que é ter um mínimo de dignidade, e vir a público reconhecer a justeza das posições do PCP.
Agora? Pois, como sempre se soube, essas políticas conduziriam ao problema em que estamos, e que se vai agravar, mas que vai ser pago pelo povo ludibriado. Coisa que não os preocupa nada.
Tão ladrão é aquele que rouba, como o que deixa roubar. É verdade, mas, sabe-se bem, o roubado é sempre o povo, pelo menos enquanto deixar que isto dure, deixar que sejam os mesmos, só trocando os nomes e os lugares, a dirigir a política nacional, mandados pelos lá de fora, Bruxelas, Wall Street e equiparados sem rosto.
As propostas do PCP para Governo, e para resolver esta crise evitando sacrifícios escusados ao povo, com uma política patriótica, têm cada vez mais força e razão.
Para começar, RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA e OBEDIENCIA À CONSTITUIÇÃO DA REPUBLICA.
Julho, 2011
 


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Subida da taxa de juro pelo BCE prejudica o povo e o país




Subida da taxa de juro do BCE prejudica o povo e o país
                                                                                                   
Face à decisão do Banco Central Europeu de subir a sua taxa de juro de referência em 25 pontos base de 1,25% para 1,5% – encarecendo desta forma as condições em que os Bancos se financiam junto do BCE e provocando a curto prazo uma aceleração na subida na Euribor, a qual desde o início do ano vem registando nos seus vários prazos um movimento ascendente – o PCP considera o seguinte:

Esta decisão do BCE, que invoca a necessidade de controlar a inflação na zona Euro – em linha, aliás, com os interesses de grandes potências da UE como a Alemanha – e que ignora as taxas de referência noutras zonas – Reino Unido (0,5%), EUA (0,5%), Japão (0,10%) -, é contrária aos interesses do povo português e da economia nacional.

A subida da taxa de juro de referência do BCE, a segunda no presente ano (passou de 1% para 1,25% a 13 de Abril), traduzir-se-á no nosso país: na diminuição do rendimento disponível das famílias e no agravamento do custo de vida sobretudo dos empréstimos à habitação; no aumento do incumprimento bancário (que atinge já 14,2% das famílias e 22% das empresas); na limitação do acesso ao crédito, no definhamento da actividade económica e no aprofundamento da recessão.

Uma nova subida nas taxas de juro, conjugada com os efeitos dramáticos que a política do Governo PSD/CDS pretende impor – de que é exemplo a tentativa de roubo no subsídio de Natal – contribuirá objectivamente para o aprofundamento da crise em que o país se encontra.

Para o PCP, Portugal não pode estar sujeito à arbitrariedade destas decisões, sem que os interesses nacionais sejam devidamente acautelados. Tal como temos afirmado, a defesa dos interesses e da soberania nacional reclama uma política económica e monetária que privilegie o crescimento económico e a defesa do emprego.




07.7.2011
O Gabinete de Imprensa do PCP

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Sardinhada/Convívio

     Sardinhada/Convívio 
                         

Parque de merendas da 
Mata  Nacional
 de Barão São João
                                                     
Domingo, 10 de Julho 13H





terça-feira, 5 de julho de 2011

Evitar o afundamento do País



  
Urgência para debate de negociação da divida            
Evitar o afundamento do País                                             
                     
O PCP requereu segunda-feira no Parlamento o  agendamento potestativo do seu projecto de resolução para a renegociação da dívida.                                
                                                                      


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Os deputados comunistas, cumprindo o seu compromisso eleitoral, querem assim que este debate se realize o mais rapidamente possível, como revelou o seu líder parlamentar, Bernardino Soares.
«Entendemos que esse debate tem que ser feito o mais cedo possível, porque é agora que se toma essa decisão sobre se o País deve ou não, como nós propomos, fazer a renegociação da dívida, ou afundar-se num programa que tem tudo para nem a dívida poder pagar ao fim de uns anos de aplicação», sublinhou Bernardino Soares aos jornalistas.
Estas declarações foram proferidas na sequência da  conferência de líderes parlamentares realizada segunda-feira que, tendo marcado a discussão do programa do Governo - a realizar hoje (quinta-feira) e amanhã -, deixou contudo por definir o dia exacto para o início «normal» dos trabalhos parlamentares. O que em princípio poderia ter ocorrido ontem, quarta-feira, dado que estava agendada nova conferência de líderes parlamentares.


Agressão ao povo


Numa primeira reacção ao programa do Governo, que ficou concluído segunda-feira e foi entregue anteontem na AR, o PCP considera que o seu conteúdo confirma o propósito da coligação PSD/CDS de levar a cabo uma «política de submissão e agressão ao povo e ao País».
Alertando para a gravidade das medidas preconizadas - sem falar das que não estando explicitadas é possível antever face às orientações em várias áreas, todas sob o signo das imposições da União Europeia e do FMI -, o PCP aponta desde já como novos e negativos anúncios o aprofundar da ofensiva contra os direitos dos trabalhadores, com o aumento do recurso ao trabalho temporário ou a possibilidade de não remuneração do trabalho suplementar,  para além das matérias já anunciadas de facilitação dos despedimentos e ataque à contratação colectiva.
Bernardino Soares, nesta primeira avaliação ao programa no próprio dia em que ele foi tornado público, chamou ainda a atenção para a inclusão de novas privatizações em empresas públicas. São designadamente os casos do Metro , Carris e STCP, na modalidade de concessão de carreiras e linhas, ou seja, «mantendo a despesa de investimento estrutural para o Estado e deixando a exploração lucrativa para o privado».
Alvo de crítica é também o avanço explícito para a privatização da gestão de centros de saúde e de mais hospitais, para além dos que já estão sujeitos ao regime de parcerias público-privadas.
Visto com preocupação pelos comunistas é igualmente o aumento imediato do IVA, penalizando bens e serviços até aqui sujeitos à taxa reduzida para bens essenciais, cuja incidência é muito mais acentuada junto dos trabalhadores e das camadas mais desfavorecidas da população.


Fazer frente


Depois de considerar que as medidas agora anunciadas e antes não contidas no memorando da troika só agravam «o rumo de desastre nacional» que nele já estava presente, o PCP sublinha que, à semelhança do que já aconteceu com governos anteriores, aos grandes grupos económicos nenhum sacrifício é exigido, tendo as portas escancaradas para «poderem acentuar a apropriação da riqueza nacional, aumentar a exploração dos trabalhadores e beneficiar de uma ainda maior transferência de recursos públicos».
Antes de reiterar a sua firme determinação em combater «todas e cada uma das medidas negativas», o PCP faz ainda notar que o Programa de Governo inclui em muitas áreas políticas «um conjunto de princípios e intenções vagas e pouco concretizadas, completamente incompatíveis com o programa da troika e com os aspectos fundamentais das políticas que agora se anunciam, em particular tendo em conta a restrição acentuada do investimento público ou das prestações sociais».


http://www.avante.pt/pt/1961/pcp/115266/ 


domingo, 3 de julho de 2011

O TEMPO DOS CHACAIS


O Tempo dos Chacais                                                                  

 (opinião por José Veloso)                           

Não estamos em tempos de linguagens polidas, na classificação do que está já em curso para o nosso País.  É preciso ser claro, vão haver vencidos e vencedores, nesta batalha implacável contra os que querem a sociedade neoliberal, sem regras, sem ética, do cada um por si. A sociedade da violência material, que conduz à violência social. Onde se faz desaparecer a solidariedade, inerente à natureza humana, substituída pela competitividade sem freio, desde os bancos da escola até ao local de trabalho, na ferocidade do objectivo do sucesso pessoal, expresso na imagem exterior, igual à do vizinho que espelha e exibe o sucesso.                 

E trouxe o tempo dos chacais, os que, embora tendo os mesmos objectivos de sobrevivência, não têm a clareza dos lobos, que se assumem, na frente dos ataques a que a fome os conduz. 

Não, esses, os chacais, aparecem atrás, manhosos, rasteiros, cobardes, em busca dos restos, na gula com que se contentam, das sobras que os lobos já não querem, e dizendo, a si próprios, que assim conseguem o mesmo que os lobos, que invejam.

Pois isto, é o que vemos, hoje, neste nosso vulnerável País, feito terreno de caça livre para os lobos, onde actua uma lúcida alcateia esfomeada, que sabiamente soube esperar pelo momento propício para atacar vítimas previamente identificadas. Com eficazes meios de não deixar margem de defesa aos alvos escolhidos, sempre os melhores num pacífico e indefeso grupo que se julgava tranquilo e protegido. 
 
E vemos perfilados, nos seus impiedosos apetites, prontos a sugar até ao limite os restos das vítimas, os chacais aproveitadores do festim dos lobos, mas que o povo vai pagar. 
  
Que ninguém se iluda, principalmente os de boa-fé. Que ninguém deixe de reparar que ninguém explica a necessidade da espoliação dos bens públicos pelos privados. Que ninguém está a explicar qual é a vantagem dos serviços públicos deixarem de servir o interesse colectivo, e passarem a dar lucro aos privados. Que não se explica como é que, assim, vai diminuir o imenso fosso entre ricos e pobres. Que ninguém explica como é que o povo vai beneficiar com os despedimentos na função pública, e nos organismos do Estado que vão ser vendidos aos privados. Ou ainda com a perda de direitos dos trabalhadores, o pagamento de horas extraordinárias não em dinheiro, mas em horas de férias. E muito mais fica por explicar, como as burlas no BPN e BPP serem pagas pelo povo. 

Não explicam, só dizem que é preciso, que é o deficit (o quê?), que é a crise, coisa que também não explicam (pudera, foram eles que a fizeram, para agora lucrarem com ela!). 

É preciso?  
Não, não é, isso é mentira.  

Os trabalhadores da função pública, são gente séria, competente, dedicada e atenciosa, no seu trabalho para o bem público. Com as privatizações, vão passar a sofrer as arbitrariedades, as prepotências, os despedimentos aos 40 anos, as exigências abusivas de patrões capitalistas, agora chamados empresários. E o povo vai passar a suportar serviços piores, caros, e menos acessíveis. O Serviço Nacional de Saúde vai ser o mais terrível exemplo.

Os responsáveis ao mais alto nível, mentem sem vergonha, para manter a seráfica imagem de impolutos e preocupados com o bem-estar material e social dos que produzem as mais valias de que os lobos se apropriam como lucros. Basta ver como já começou a limpeza dos incómodos e dos indesejáveis em meios de comunicação social, enquanto ambiciosos serventuários lá fazem o trabalho sujo da mistificação e ludíbrio público. E ver a pressa pública de excitadas personagens a transitar para o “menos Estado” que execravam, incensando, agora, o neoliberalismo coveiro do Estado Social ao serviço do povo, que exaltavam.

Os lobos atacam, é o tempo dos chacais.
Há que combater.


José Veloso, Julho 2011


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Discurso de abertura da Exposição do Aniversário do Partido


Por Rui Fernandes membro Comité Central do PCP                         

Camaradas e amigos,                            

Juntamo-nos aqui hoje para um acto singular: inaugurar a exposição alusiva aos 90 anos do Partido Comunista Português. Singular porque é singular a existência de um Partido com tal idade. Singular também pela coincidência de 20 anos depois e no ano dos 90 anos do PCP, ter sido de novo eleito um deputado do PCP pelo Algarve em resultado das últimas eleições legislativas.                                                                        

Comemoramos assim, os 90 anos do Partido honrando a sua grandiosa história mas com os olhos postos no futuro. Uma história de luta ao serviço dos trabalhadores e do povo. Uma história cujos ensinamentos servem para a luta do presente, no quadro da agudização da crise do capitalismo e do objectivo de que Portugal, retomando os valores de Abril, reencontre o rumo para o seu desenvolvimento, tendo por objectivo o vivermos numa terra sem amos.

Camaradas e amigos,

Foi num clima de ascenso revolucionário em resultado das grandes lutas dos trabalhadores portugueses e do impacto da Revolução de Outubro que o Partido se funda em 1921. Com a reorganização de 1940/41 e a realização dos III e IV Congressos, o Partido consolida-se e adopta um conjunto de princípios e praticas que melhor o protegem da repressão e asseguram regularidade à edição clandestina da imprensa do Partido, bem como avança de forma mais decidida para o seu enraizamento na classe operária e nos trabalhadores.
Com o VI Congresso e o Programa para a Revolução Democrática e Nacional, cujas orientações surgem com o Rumo À Vitória, parte-se para uma outra fase da luta que haveria de ter expressão na Revolução de Abril.
Ligado à vida, aos problemas concretos dos trabalhadores e do povo, lutando pela unidade dos trabalhadores e dando corpo a estruturas onde essa unidade ganhasse expressão, fosse no movimento sindical, fosse no campesinato, fosse na área da cultura, na luta pela Paz, ou em torno de outros problemas concretos, o Partido sempre se empenhou na criação de uma ampla frente social contra o fascismo. 

Tal política de unidade nunca foi confundida com diluição do Partido e muito menos com menor atenção às questões do seu reforço orgânico. E foi por isso que com a Revolução de Abril, o Partido, as suas organizações, tiveram a capacidade de imediato passarem a acção visando o objectivo de consolidação da Revolução mas também o seu avanço no caminho progressista – nacionalizações, reforma agrária, direito à saúde, à educação e à protecção social, controlo operário, poder local democrático, foram, entre outras, marcas fundas do processo revolucionário e no regime democrático que a Constituição de Abril consagrou.

Tal história, acção e intervenção foi possível pelo acerto da linha política, pela ligação do Partido às massas, pelos princípios ideológicos de que somos portadores, pelas regras que nos regem enquanto Partido, pelo esforço abnegado de muitas centenas de militantes que nas mais duras condições lutaram, resistiram e não perderam a confiança nos resultados da luta.
De entre todos esses valiosos militantes, e justo destacar o camarada Álvaro Cunhal pelas marcas indeléveis que deixou no nosso Partido, pela obra teórica e o exemplo inspirador que deixou para luta dos comunistas.
Exemplo, marca e obra teórica que ganha nos tempos que correm particular importância face à ofensiva que se abate sobre os trabalhadores e o povo português. Ofensiva que tem a marca do sistema opressor e desumano do capitalismo.

Camaradas,

Vivemos um momento marcado por uma intensa luta de classes e pela mais profunda crise do capitalismo desde 1921, crise que este pretende resolver à custa da intensificação da exploração, da concentração e centralização do capital, impondo enormes retrocessos e enormes sacrifícios aos trabalhadores e outras camadas da população.

O grande capital sabe que as medidas que tem vindo a tomar, e outras que estão a caminho, gerarão mais desemprego e mais pobreza. Fazem o discurso das inevitabilidades, que o FMI ajuda, que era o FMI ou o caos. Mas é falso! Nem o FMI ajuda, como se vê pela Grécia, como há outro caminho. E para esse caminho há um eixo estratégico: Produção Nacional. Não há saída sem revitalizar a agricultura, as pescas, a indústria transformadora e a potenciação de outras virtualidades do nosso país e do Algarve. Hoje muitos falam em Produção Nacional. Até organizam PICNICs com o patrocínio de quem suga até ao tutano os produtores, aumentando assim os seus lucros. Mas nós nunca nos cansámos de falar, de alertar de avisar para o desastre para onde caminhava Portugal em virtude de uma adesão à União Europeia e posteriormente à Moeda Única em condições desgraçadas para os interesses nacionais. 
A vida está a trazer à luz do dia, com todo o seu esplendor, a nossa razão.  

Desafios imensos estão e vão estar colocados aos comunistas, mas também a muitos outros progressistas, na luta contra as medidas de retrocesso social em preparação, mas também de retrocesso político, económico e cultural. Continua cada vez mais válida a Tese do nosso Partido de que o ataque a uma das componentes do nosso sistema democrático se traduz em ataques às restantes componentes desse sistema. Querem atacar ainda mais os direitos dos trabalhadores, mas também os pilares sociais do Estado saído de Abril, alterar leis eleitorais, rever a Constituição da República, alienar mais fatias danossa soberania. Responder a esses desafios coloca como ainda mais necessário o reforço da nossa coesão e a intensificação da nossa intervenção, do esclarecimento, do contacto com os trabalhadores e as populações.
Sim! Ao contrário do que é dito e redito, há um Partido diferente, o nosso Partido, o PCP.


Viva os 90 anos do Partido Comunista Português!


terça-feira, 28 de junho de 2011

Inauguração da Exposição do 90º Aniversário do PCP



 Lagos, 27 de Junho de 2011
                                                                                              


Abriu ao público a exposição comemorativa do “90º aniversário do Partido Comunista Português” organizada pela Concelhia de Lagos do PCP, exposição patente no Edifício Antigos Paços do Concelho-sala 2 (2º piso), estará aberta de 27 de Junho a 22 de Julho.                                                           



A inauguração realizou-se pelas 18.00 horas, e contou com a presença de Rui Fernandes do Comité Central do PCP, Joaquina Matos Vice Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Rui Loureiro Director de Departamento da Cultura da CM Lagos, assim como muitos camaradas e amigos estiveram presentes.




Depois das intervenções, que ficaram a cargo da Sr.ª Vice-presidente por parte da Câmara e de Rui Fernandes por parte do PCP, efectuou-se uma demonstração de como funcionava a impressa clandestina do Partido no tempo de repressão do fascismo.


            
                      

sábado, 25 de junho de 2011

Oportunidade perdida para os agricultores portugueses!


         Nota de Imprensa           
                                                                         
Aprovação do relatório Dess PAC no horizonte 2020
                                                               
 - oportunidade perdida para responder
aos problemas dos agricultores portugueses!
                                                                   
                                                                                         
Foi votado, hoje, em Bruxelas o relatório Dess, sobre o futuro da PAC pós 2013.  Os deputados do PCP ao PE consideram lamentável que o conjunto das alterações que apresentaram tenham sido rejeitadas pela maioria deste Parlamento, sobretudo pelos grupos políticos onde se inserem PS, PSD e CDS, inviabilizando a aprovação:

1) de um regime de ajudas à produção devidamente moduladas, com fixação de limites máximos de atribuição e isenção para a agricultura familiar e cooperativas de produção agrícola;

2) da possibilidade de reutilização pelos Estados-membros das verbas obtidas através da modulação e do plafonamento, sem necessidade de co-financiamento para majorar as ajudas às pequenas explorações;

3) de um rendimento mínimo anual enquanto contributo para a estabilização do desenvolvimento rural;

4) da retirada das espécies de OGM já introduzidas na UE, do estabelecimento de uma moratória entre os Estrados-membros, defendendo a reintrodução do princípio da precaução - posição que tem vindo a ser defendida por muitas organizações de consumidores e de produtores, com um claro apoio das populações;

5) da defesa da existência de instrumentos de regulação dos mercados e de mecanismos de intervenção que garantam preços justos à produção, como forma de permitir a evolução dos Estados-Membros mais deficitários;

6) de um seguro agrícola público, financiado por fundos comunitários, que permita garantir um rendimento mínimo aos agricultores em casos de catástrofes, como a seca, temporais, granizo, incêndios, epizootias, entre outros;

7) da manutenção das ajudas à destilação do álcool de boca e a destilação de crise, para além de 2012;

8) da clara oposição à liberalização do sector do leite exigindo a manutenção das quotas enquanto garantia do direito a produzir, na protecção dos agricultores dos países como Portugal evitando, assim, a concentração e intensificação da produção;

Os deputados do PCP colocaram no centro da discussão princípios que visam uma justa orientação da política agrícola, voltando-a para uma agricultura social e ambientalmente sustentável. Consideram que o documento aprovado constitui uma clara continuação das más políticas que a UE tem vindo a desenvolver nas anteriores revisões da PAC, na qual se reitera e aprofunda a desregulação e a liberalização dos mercados, a "orientação para o mercado" da produção, pondo em causa o direito dos países a produzirem, comprometendo a sobrevivência da pequena e média agricultura, sujeitando-a às regras da OMC, e promovendo modelos de produção intensiva, de cariz exportador, em detrimento da produção e do consumo locais.
 Este é, sem dúvida, um documento que representa mais uma agressão aos agricultores portugueses, pelo que os deputados do PCP ao PE o votaram contra, não só porque não responde aos desafios futuros que o próprio título enuncia - desafios "em matéria de alimentação, recursos naturais e territoriais" - mas também porque continua a pôr em causa princípios, como o direito à soberania e segurança alimentares dos povos.

 
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