Porquê este blogue?

Num tempo muito inquietante, marcado por uma forte ofensiva ideológica, com a qual os média dominantes fazem chegar todos os dias a milhões de pessoas a desinformação organizada com o objectivo de servir e defender os interesses do grande capital, a leitura e divulgação de informação progressista e revolucionária é crucial para todos os que assumem como referência maior os valores e ideais de ABRIL!

A LUTA CONTINUA!

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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

COMÍCIO EM FARO

Comício em Faro 
com a presença de Jerónimo de Sousa 
Secretário Geral do PCP

                                             
Há autocarro de Lagos
Contacto 966515203

domingo, 29 de dezembro de 2013

MENSAGEM DE ANO NOVO DE JERÓNIMO DE SOUSA



Mensagem de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral        

Mensagem de Ano Novo de Jerónimo de Sousa

                                  

Num momento em que o governo executa uma política destrutiva, de confisco de salários, reformas e pensões, de ataques a direitos fundamentais, Jerónimo de Sousa deixa na sua mensagem de Ano Novo, «uma palavra de confiança, de esperança, dessa esperança que não fica à espera, que ganha nova dimensão com a luta dos trabalhadores e do povo».

O Secretário-Geral do PCP destaca que em 2014 se assinala «o ano 40 da Revolução de Abril, desse Abril que se transformou no acto e no processo mais avançado da nossa história contemporânea», e reafirma o compromisso de que «o PCP, nas horas boas e nas horas más, estará do lado certo, do lado dos trabalhadores e do povo português».

terça-feira, 27 de agosto de 2013

COMÍCIO CDU EM FARO


Comício em Faro 
              
Largo do Mercado 
              
30 de Agosto - 21:30 horas
            
com Jerónimo de Sousa    
há autocarro de Lagos
saída da rotunda das cadeiras ás 19:00

sábado, 10 de agosto de 2013

JERÓNIMO DE SOUSA NO ALGARVE


Jerónimo de Sousa em iniciativas 
no Algarve a 11 de Agosto

                                        
Inserido na intervenção geral do PCP e na preparação das eleições autárquicas do próximo dia 29 de Setembro, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, participará em duas iniciativas da CDU que se realizarão no próximo dia 11 de Agosto.
                     
No parque de merendas de Monte Gordo, concelho de Vila Real de Santo António, Jerónimo de Sousa participará pelas 13 horas num almoço/convívio da CDU e à noite, na Escola EB1 de Silves, pelas 20:30, participará num jantar da CDU neste concelho.


Ambas as iniciativas decorrem num momento em que se avoluma o descrédito e a insustentabilidade de um governo que, servindo os mais ricos e poderosos, age contra os interesses da região, do país e do povo português e onde, as próximas eleições autárquicas constituem uma dupla oportunidade para eleger no plano local homens e mulheres da CDU – que concorrrem a todos os concelhos e a todas as freguesias do Algarve - comprometidos com os interesses das populações e para afirmar no plano mais geral uma inequívoca vontade de mudança no país.


O Secretariado da Direcção da Organização Regional do Algarve

terça-feira, 23 de julho de 2013

PRESIDENTE DA REPÚBLICA MANTÉM ACTUAL GOVERNO



Sobre a decisão do Presidente da República 

de manter o actual governo em funções

                              

Conferência de Imprensa, Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Lisboa

                                                                         

A decisão anunciada pelo Presidente da República de prolongar a vida a um governo e a uma maioria agonizantes confirma a inteira cumplicidade com que Passos Coelho e Paulo Portas têm contado para suportar os seus projectos de destruição nacional.

Ao contrário do que o Presidente da República invoca, não há na Constituição limitação ao poder que tem e devia exercer de dissolução da Assembleia da República. Ao não a assumir, Cavaco Silva confirma a sua opção estratégica: a de uma intervenção ao serviço dos interesses do grande capital (os chamados mercados) e do directório de potências que têm em curso um processo de exploração, extorsão dos recursos nacionais e dos rendimentos dos portugueses. Ficou claro que o chamado compromisso de “salvação nacional” não foi mais que um exercício para tentar aprisionar o País ao caminho da política de direita, do Pacto de Agressão que o afunda e da submissão externa.

O inaceitável espectáculo de degradação política, os repetidos atropelos à lei fundamental do país, a manifesta situação de não funcionamento regular das instituições, a descredibilização ética do governo e da maioria, o seu isolamento social não justificam outra decisão para uma saída digna e democrática da actual crise politica e institucional que não seja a da dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições antecipadas. Ao não o fazer, o Presidente da República assume, mais do que antes, a inteira responsabilidade de todas as consequências do prosseguimento da acção do governo e do rumo para o abismo económico e social. O passo dado por Cavaco Silva significa, não um passo para vencer os problemas nacionais, mas sim no agravamento da crise política, institucional, económica e social em que o País se encontra.

Não é a invocação de falsas incertezas e instabilidades que justificam o comprometimento do Presidente da República com este governo e a sua manutenção, mas sim a deliberada atitude de criar as condições para que este possa prosseguir já no Orçamento de Estado o roubo nos salários e rendimentos dos trabalhadores e do povo, novos cortes nas funções sociais do Estado, na protecção social, milhares de despedimentos na Administração Pública, novos passos na ruinosa política de privatizações.

O PCP rejeita as manobras de incitação ao medo com que o Presidente da República tenta justificar o injustificável. Não são as eleições que podem criar problemas na vida política nacional. Bem pelo contrário, é a permanência em funções do governo PSD/CDS que se assumirá como factor de agravamento dos problemas do país. As eleições assumem-se assim como um imperativo nacional e um contributo para uma clarificação da actual situação, uma oportunidade para o povo português poder afirmar a sua vontade de inverter o caminho de exploração, empobrecimento e declínio nacional. Não há remodelações que disfarcem a falta de legitimidade de um governo e de uma maioria que são já passado e que estão derrotados pela luta dos trabalhadores e do povo.

Há muito que o actual governo perdeu a sua legitimidade política. Invocar a verificação de uma maioria desesperada e obcecadamente agarrada que lhe dá suporte não é mais que a recusa por parte do Presidente da República do exercício das suas funções e responsabilidades.
O anúncio de uma moção de confiança encenando uma pretensa legitimidade do Governo sustentada numa maioria em decomposição, sem base de apoio social e político, só acentua a necessidade e a urgência da dissolução da Assembleia da República e a realização eleições antecipadas.

Perante um Governo e uma maioria que sofreram um abalo irreparável, a questão que se coloca já não é a de se serão derrotados, mas sim a do desenvolvimento e intensificação da luta dos trabalhadores e do povo para acelerar a sua derrota.

No actual momento, o PCP reafirma o seu apelo às forças sociais e políticas, a todos os democratas e patriotas para a convergência e mobilização capaz de romper com a actual política e assegurar um rumo de desenvolvimento, soberania e progresso social.
O país precisa do PCP e da CDU, dos seus valores de trabalho, honestidade e competência, e da sua entrega e dedicação aos interesses e aspirações dos trabalhadores e do povo. O povo português tem no reforço da CDU, a começar nas eleições para as autarquias locais, um importante momento para afirmar a sua determinação em dar força e expressão à ruptura com a política de direita e à afirmação de uma alternativa política patriótica e de esquerda.

Na actual situação está ainda mais nas mãos dos trabalhadores e do povo, com o uso de todos os direitos que a Constituição consagra, a possibilidade de impedir o desastre nacional e de abrir caminho a um Portugal com futuro.

domingo, 21 de julho de 2013

JERÓNIMO DE SOUSA - SITUAÇÃO POLÍTICA NACIONAL



Sobre os últimos desenvolvimentos 

da situação política

                            

Conferência de Imprensa, Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral, Lisboa

                                   



Perante o inadiável imperativo de interromper o caminho de ruína e destruição para o qual o país tem sido arrastado, o PCP reafirma que, na actual situação, não há nenhuma outra saída digna e democrática que não seja a da demissão do governo, a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições antecipadas.

Uma decisão tão mais urgente quanto se encontra comprometida a operação patrocinada pelo Presidente da República para salvar um governo e uma maioria ilegítimos, que agem à margem da lei e contra a Constituição. Uma exigência democrática que não autoriza posicionamentos ambíguos nem silêncios comprometedores.

Não são as eleições que podem criar problemas na vida política nacional. Bem pelo contrário. As eleições serão um contributo para uma clarificação da actual situação, uma oportunidade para o povo português poder afirmar a sua vontade de inverter o caminho de exploração, empobrecimento e declínio nacional. Não há remodelações que disfarcem a falta de legitimidade de um governo e de uma maioria que são já passado. Não são aceitáveis mais manobras, chantagens ou incitamentos ao medo que mais não visam do que perpetuar este governo e esta política. Após uma intervenção que só acrescentou crise à crise, o Presidente da República assume, mais do que antes, a inteira responsabilidade de todas as consequências do prosseguimento da acção do governo e do rumo para o abismo económico e social.

O crescente isolamento social e político do governo decorrente da natureza da sua política e da dimensão da luta de resistência e oposição à sua concretização, o reconhecimento da degradação económica e do inevitável recurso a um segundo resgate (assuma ele a designação que assumir) explicam as manobras destinadas a ampliar a base política para a continuação e agravamento da política de direita. A campanha de intoxicação pública que Cavaco Silva, PSD, CDS e PS alimentaram sobre uma alegada “salvação nacional” tem como objectivo salvaguardar o projecto de destruição do País e da vida dos portugueses destinada a fazer sobreviver o actual rumo de desastre nacional.

Num momento em que todos e cada um dos patrocinadores desta operação se atropelam a passar culpas e responsabilidades, o PCP sublinha que deste processo resulta nítido aos olhos de milhões de portugueses que o grande capital e o directório de potências europeias têm nestes três partidos instrumentos para prosseguir a sua agenda de exploração, liquidação de direitos e expropriação de soberania.
Independentemente de palavras mais ou menos inflamadas de que o PS agora se socorra, o que resulta claro, incluindo para muitos milhares de apoiantes socialistas é, a par da admissão do prolongamento da vida deste governo por mais um ano, a reafirmação do seu compromisso com o memorando da Troika e a aplicação desse Pacto de Agressão inscrito como um dos três pilares propostos pelo Presidente da República para este processo de negociações.

Acresce o facto de, nas bases de discussão entre os três partidos da troika nacional, o PS ter assumido explicitamente o compromisso com a política orçamental de cortes determinada pela União Europeia e a intenção de viabilizar novos programas de submissão externa.
Tais opções são um sinal de que, para lá de reposicionamentos ditados pela conjuntura, não é a ruptura com a política de direita que ambiciona, mas sim poder dar continuidade, com este ou aquele acerto, a eixos estruturantes da actual política.

O necessário compromisso de salvação nacional que se impõe é em torno dos interesses e direitos dos trabalhadores, do povo e do País, da Constituição da República e dos valores que corporiza.
É esse compromisso e essa política patriótica e de esquerda que corresponde à aspiração das centenas de milhares de desempregados, dos trabalhadores e reformados espoliados dos seus salários e pensões de reforma, dos portugueses a quem está a ser negada a protecção social, o acesso à saúde ou à educação, os milhares de pequenos empresários arruinados pelos definhamento da economia, os jovens e menos jovens forçados a sair do país.

Com inteira confiança nos dirigimos aos trabalhadores e ao povo português para afirmar que há um outro caminho e uma outra política que respeite os seus direitos e a sua dignidade.
Está nas mãos, na intervenção e nas opções de cada um assegurar uma mudança na vida nacional que abra caminho à construção de uma política alternativa, patriótica e de esquerda, enquanto imperativo nacional e condição para assegurar um Portugal com futuro, de justiça social e progresso, soberano e independente. Uma política que seja capaz de libertar Portugal da dependência e da submissão, recuperar para o país o que é do país, devolver aos trabalhadores e ao povo os seus direitos, salários e rendimentos.

Uma política que se baseie em seis opções fundamentais:

- a rejeição do Pacto de Agressão e a renegociação da dívida nos seus montantes, juros, prazos e outras condições de pagamento;

- a defesa e o aumento da produção nacional, a recuperação para o Estado do sector financeiro e de outras empresas e sectores estratégicos;

- a valorização efectiva dos salários e pensões, e o explícito compromisso de reposição de salários, rendimentos e direitos roubados;

- a opção por uma política orçamental baseada numa componente fiscal de aumento da tributação dos dividendos e lucros do grande capital e de alívio dos trabalhadores e das pequenas e médias empresas;

- uma política de defesa e recuperação dos serviços públicos, em particular nas funções sociais do Estado;

- a assunção de uma política soberana e a afirmação do primado dos interesses nacionais.

Não faltarão as manobras para tentar perpetuar, com Passos Coelho e Portas ou sem eles, com os actuais ou com outros promotores da política de direita, a mesma política de exploração dos trabalhadores. Mas o povo português falará mais alto, tomará em suas mãos a construção de uma política que corresponda aos seus interesses e direitos, inseparável da ampliação e fortalecimento da luta de massas, com todas as expressões que ela possa vir a assumir. No actual momento, o PCP reafirma o seu apelo às forças sociais e políticas, a todos os democratas e patriotas, para ampliar a convergência e mobilização capaz de romper com a actual política e assegurar um rumo de desenvolvimento, soberania e progresso social.

O país precisa do PCP e da CDU, dos seus valores de trabalho, honestidade e competência, e da sua entrega e dedicação aos interesses e aspirações dos trabalhadores e do povo. O povo português tem no reforço da CDU, a começar nas eleições para as autarquias locais, um importante momento para afirmar a sua determinação em dar força e expressão à ruptura com a política de direita e à afirmação de uma alternativa política patriótica e de esquerda vinculada aos valores de Abril.

domingo, 14 de julho de 2013

O GOVERNO ESTÁ MORTO E FOI A LUTA QUE O MATOU


"O Governo está morto

 e foi a luta que o matou"

                                         

Intervenção de Jerónimo de Sousa na Assembleia de República

                                                                     
Sra. Presidente
Srs. Deputados
Sr. Primeiro-Ministro

O estado da Nação que aqui hoje debatemos é deplorável. É esse o resultado de dois anos de governo do PSD/CDS-PP e de aplicação do Memorando de Entendimento/Pacto de Agressão, que agora o Presidente de Republica quer prolongar.

O saldo das políticas de austeridade e de concentração de riqueza é avassalador: desemprego brutal; recessão agravada; destruição de milhares de empresas; uma dívida esmagadora; aumento da exploração do trabalho; aumento dos impostos; corte dos salários, reformas e prestações sociais; degradação dos serviços públicos.
Os portugueses sabem bem que não estamos melhor; estamos pior. Sabem que a sua vida está feita num inferno pelos modelos económicos pseudo-científicos, construídos para servir os grandes interesses e onde as não cabem pessoas que pensam, trabalham e lutam.

Temos um país dependente, destruído, desigual.
Um País com um governo em confronto com a Constituição da República e um Presidente que quer perpetuar o massacre do povo. Um País onde as tendências antidemocráticas se manifestam de forma preocupante.
Um País onde é hoje absolutamente claro que não há nenhuma outra saída digna e democrática para a degradação que vivemos que não seja a demissão do Governo, a dissolução da Assembleia da República e a convocação de eleições.

A degradação a que assistimos nos últimos dias, com o Governo em convulsão interna, não é o resultado de qualquer divergência de fundo entre PSD e CDS. É apenas o efeito do profundo desgaste que a luta dos trabalhadores e do povo provocou neste Governo. É o resultado desse clamor nacional, que por todo o lado se exprime em lutas, em manifestações, em greves, como a decisiva Greve Geral do passado dia 27, e que não só rejeita esta política, como exige outro caminho para o País.
Pode o Governo fazer arrumações de pastas entre ministros, anunciar um novo ciclo ou fazer conferências de propaganda diárias. O Governo está morto e foi a luta que o matou. E tanto está morto que até o Presidente da República já lhe passou a certidão de óbito.

Sra. Presidente
Srs. Deputados

A questão que se coloca não é contudo apenas a da saída do Governo; é também e sobretudo a da mudança de política. A situação que estamos a viver não é mais do que uma réplica agravada de 37 anos de política de direita, de alternância no Governo sem alternativa na política.
Ao longo destes 37 anos mudaram os Governos, mas pouco mudaram as políticas. Destruiu-se a produção nacional pagando-se para não pescar e para não cultivar e permitindo a destruição do tecido industrial; restauraram-se os monopólios nos setores fundamentais da economia à custa da penalização das famílias e do esmagamento das micro e pequenas empresas; afundou-se a economia com uma moeda única ao serviço dos grandes interesses da União Europeia; retiraram-se direitos e cresceu a desigualdade; alienou-se a soberania nacional.

Com o pacto de agressão assinado e aceite por PSD, PS e CDS-PP, aprofundaram-se todas estas políticas e procurou-se caminhar mais rápido ainda no empobrecimento e na exploração. É o prosseguimento deste caminho que o Presidente da República quer garantir, mesmo com o total desrespeito pelo regular funcionamento das instituições, mesmo juntando ao apodrecimento do Governo uma profunda degradação do regime democrático.
Para o Presidente da República ou não há eleições ou, quando as houver, elas não podem mudar nada no rumo do País. O Presidente da República rejeita a convocação de eleições porque teme que o povo possa escolher outro caminho, porque sente que cada vez mais portugueses percebem que é preciso alterar a correlação de forças entre os partidos da política de direita e os sectores e forças políticas e sociais que, lado a lado com tantos democratas e patriotas, exigem a rutura com esta política. E que a alteração dessa correlação de forças torna mais difícil a continuação da mesma política e abre a esperança a uma verdadeira mudança. Essa é a clarificação que Cavaco Silva não quer.

É por isso que o Presidente da República propõe este compromisso, não para a salvação, mas para a continuação da destruição nacional. É por isso que, esquecendo as suas obrigações constitucionais, resume o debate sobre o futuro do país aos três partidos da troica interna, pondo aliás à evidência o alinhamento destes partidos com a política em curso.
Com essa atitude o que procura é o condicionamento das opções do povo português, é esconder que existe outro caminho, é persistir na estafada propaganda de que não há alternativa à política de direita.
Mas se não há novo ciclo com o mesmo Governo, também não há novo rumo para Portugal com a mesma política!

Sra. Presidente
Srs. Deputados

Rejeitamos em absoluto a ameaça com que a direita, o Presidente da República e o grande capital pretendem enganar os portugueses. A mentira de que com as eleições viria o caos; a patranha de que a chamada crise política levou o país a perder mais de mil milhões de euros, como se as variações da bolsa fossem pagas pelo Orçamento do Estado; a chantagem de que viria o segundo resgate, há muito em preparação e à espera do pretexto adequado; a falsa ideia de que realizar eleições desperdiçaria os sacrifícios feitos pelo povo.

Trata-se apenas de manipular o receio com que muitos portugueses olham para o seu futuro, o dos seus filhos, o do seu País, para os convencer a aceitar uma vida cada vez pior.
Mas a vida não tem de ser cada vez pior e o País não está condenado ao empobrecimento. É preciso resgatar o País desta política, das mãos deste Governo, da troica e do Presidente da República. Com este Governo não há esperança; com esta política não há futuro!
Portugal precisa de uma política patriótica e de esquerda que dê resposta aos problemas do País. Sabemos que este Governo e os anteriores deixaram o País numa grave situação. Mas também sabemos que Portugal não é um País pobre e que com outra política poderemos devolver ao povo os direitos que lhe foram roubados e começar a inverter o declínio nacional.

Uma política patriótica e de esquerda que tem de partir da rutura com o Pacto de Agressão. Que ninguém queira enganar outra vez os portugueses; não há mudança efetiva de política, sem rejeição do memorando da troica.
Uma política que exige a imediata renegociação da dívida nos seus montantes, juros, prazos e condições de pagamento e com redução do serviço da dívida para um nível compatível com o crescimento económico e a melhoria das condições de vida;
Uma política que aposte decisivamente na produção nacional, que defenda e desenvolva o aparelho produtivo, aproveitando os recursos do país e tenha como objetivo o pleno emprego.
Uma política que melhore as condições de vida dos portugueses, aumentando os seus rendimentos, contribuindo também para a dinamização da nossa economia.
Uma política que garanta o direito à educação, à saúde, à segurança social, à justiça, salvaguardando o carácter público dos seus serviços e eliminando as restrições de acesso por razões económicas e que contribuam para combater as desigualdades.

Uma política que defenda a soberania nacional e os interesses do País, designadamente face à União Europeia.
Uma política alternativa que exige um governo que a concretize. Um governo capaz de romper com a lógica e o círculo vicioso que se instalou no país do sistema de alternância sem alternativa. Podem contar com o PCP para assumir todas as responsabilidades que o povo lhe queira atribuir e para fazer a diferença no futuro de Portugal.

Não se iludam os que julgam poder a continuar a enganar para todo o sempre o nosso povo. Nós temos confiança de que o povo português será capaz de abrir o caminho novo de esperança de que Portugal precisa!

Disse.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

ENCONTRO DO PCP COM O PRESIDENTE DA REPÚBLICA



Sobre o encontro do PCP

 com o Presidente da República

                        



A pedido do Presidente da República, realizou-se hoje um encontro com uma delegação do PCP, composta pelo seu Secretário-geral, Jorge Cordeiro e Fernanda Mateus (membros da Comissão Política do CC).

No final do encontro, em declarações à comunicação social, Jerónimo de Sousa afirmou que foi transmitida a posição de fundo do PCP, perante a crise social, económica e política, perante um governo inevitavelmente enfraquecido e derrotado, de exigência e necessidade de demitir o Governo, convocar eleições e dissolver a Assembleia da República.

O Secretário-geral do PCP sublinhou que “Esta proposta parte da realidade nacional, dos problemas que estão colocados ao nosso país, ao nosso povo”, relembrando o Presidente da República que, há sete meses atrás, o PCP afirmou, no encontro de então, que “estaríamos a caminhar para o desastre, a continuar esta política, este Pacto de Agressão, e passados sete meses, a vida deu razão ao PCP. Vivemos uma situação insustentável, no plano económico e social, agravada agora com estes últimos acontecimentos”. 

O Secretário-geral do PCP referiu que não se trata da mera demissão de Vítor Gaspar ou de Paulo Portas, mas “da afirmação do falhanço desta política”, salientando a cumplicidade do Presidente da República, caso permita o prosseguimento desta política e das suas consequências, lembrando que é no povo que reside a soberania. Jerónimo de Sousa terminou com a afirmação de que é urgente uma nova política, patriótica e de esquerda.

sábado, 29 de junho de 2013

DECLARAÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA



Greve Geral de 27 de Junho de 2013:  

 abalo irreparável no Governo PSD/CDS-PP

                                                                               
1. A grande Greve Geral de hoje, com uma extraordinária adesão dos trabalhadores e uma convergência e apoio generalizado, expressos na opinião e nas ruas, constitui uma indiscutível manifestação da vontade de mudança e uma enorme demonstração de força dos trabalhadores e do povo português.

2. A Greve Geral de hoje evidencia quatro aspectos fundamentais:

Primeiro. A Greve Geral constitui um abalo irreparável no Governo PSD/CDS-PP e na sua política, um governo e uma política fora da lei, à margem e contra a Constituição da República, sem legitimidade e desacreditados. A partir de hoje a questão não é se o Governo vai ser derrotado. É a de prosseguir e intensificar a luta para acelerar o momento da sua derrota, libertando o País da sua política desastrosa.

Segundo. A Greve Geral constitui uma indesmentível exigência da rejeição da política de direita, dos PEC, do Pacto de Agressão subscrito pelo PS, PSD e CDS-PP com a União Europeia, o BCE e o FMI, do rumo de desastre nacional, de agravamento da exploração, empobrecimento, recessão, desemprego, ataque às funções sociais do Estado, aos serviços públicos, à democracia e à soberania nacional.

Terceiro. A Greve Geral constitui uma demonstração inequívoca de rejeição e de determinação, para enfrentar e derrotar o programa de medidas que visa uma nova diminuição dos salários e de outras remunerações, o aumento da precariedade, a facilitação dos despedimentos, incluindo a tentativa de dezenas de milhares de despedimentos na Administração Pública, o aumento do horário de trabalho, o aumento da idade da reforma, novas penalizações na protecção social, com menos apoio na doença e no desemprego, uma redução ainda maior do valor das reformas e pensões.

Quarto. A Greve Geral constitui uma inquestionável afirmação de participação, elevação de consciência social e de classe, força, dignidade e vontade de mudança, de quem não se resigna, nem se cala, perante a destruição das suas vidas e do país, de exigência de um futuro digno para as gerações actuais e para as gerações futuras, pelo emprego, os salários, os direitos, a contratação colectiva, a segurança social e os serviços públicos, pela demissão do Governo, a realização de eleições antecipadas, por uma política alternativa, por um Portugal com futuro.

3. A Greve Geral de hoje, uma das maiores de sempre, teve uma grande adesão e uma profunda repercussão na vida nacional, em todo o País e nos diversos sectores de actividade, na indústria, nos serviços, no sector privado e no sector público.

Na indústria com a paralisação de muitas empresas, total ou quase total, como o Arsenal do Alfeite, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Lisnave Mitrena, a Browning, a Sakthi, a Autoeuropa e o respectivo parque industrial, a Visteon, a Exide/Ex-Tudor, a Kemet, a Jadoibéria, a Grosbecker, a Mitsubishi, a Petrogal (Sines), a Dyrup, a Inapal, a Renault/Cacia, a Centralcer, a Kraft, a Parmalat, a Renoldi, a Cofinca, a Paulo Oliveira, a S. Gobain, cerâmica da Abrigada, a Valorsul, a INCM, entre tantas outras.

Nas Pescas com a paralisação generalizada das lotas e frotas de pesca.

Nos transportes com a paralisação total ou praticamente total da CP, CP Carga, Refer, EMEF, do Metropolitano de Lisboa, do Metro Sul do Tejo, do Metro do Porto, da Soflusa, da Transtejo, da Atlantic Ferries, dos STCP, dos transportes urbanos, em particular, de Braga, Guimarães, Coimbra e Barreiro, elevadíssimas adesões na Carris, nos TST, Transdev e, em geral, nos transportes privados de passageiros. Verificou-se a paralisação da generalidade dos portos marítimos nacionais. Nos transportes aéreos significativas adesões, designadamente nos sectores de terra (manutenção e handling) e impacto na operação aeroportuária.

Nos Correios, traduzida em particular por uma massiva adesão dos trabalhadores dos CTT e forte incidência em outras empresas.

Na Administração Pública verificou-se uma muito forte participação. Na saúde com expressões na generalidade dos hospitais e centros de saúde. Na educação em geral e no ensino superior. Na segurança social, na justiça, nas finanças e em outros serviços.

Na administração local nas diversas áreas desde a paralisação total ou quase total na recolha dos resíduos sólidos, à muito forte adesão nos serviços municipalizados e conjunto da actividade das autarquias.
Nos serviços são de salientar a dimensão das adesões verificadas na grande distribuição comercial, numa clara progressão de adesões neste sector, como é exemplificado pela cadeia Moviflor, e um significativo número de superfícies comerciais e lojas, na hotelaria e cantinas, no sector financeiro com centenas de balcões encerrados ou fortemente afectados, e na área de equipamentos e estruturas sociais designadamente das IPSS e Misericórdias.

Uma greve com forte expressão em muitas outras áreas como se verifica no sector das artes e do espectáculo, na comunicação social, evidenciado com adesões diversificadas e uma expressiva participação dos trabalhadores da Lusa.

Relevante é o facto de muitos trabalhadores com vínculos precários terem feito greve pela primeira vez.
Destaca-se desta jornada de luta a participação de muitos milhares de pessoas nas mais de 50 manifestações e concentrações realizadas, revelando um grande apoio e participação do povo português.

4. O PCP saúda os trabalhadores portugueses pela sua participação nesta jornada de luta, tanto mais significativa quanto se verifica numa situação marcada pelo desemprego, com um milhão e quinhentos mil trabalhadores desempregados, pela precariedade, pelas dificuldades económicas, por inúmeras ameaças e acções repressivas. Os trabalhadores afrontaram o medo, aderiram massivamente à Greve Geral, numa enorme demonstração de coragem e determinação, na defesa dos seus interesses e direitos, dos anseios do povo português, do futuro de Portugal.

O PCP saúda a CGTP-IN, a grande central sindical dos trabalhadores portugueses, que tomou a iniciativa de convocar a Greve Geral, as mais diversas estruturas e organizações que a ela se associaram, os milhares de dirigentes e activistas que com a sua consciência de classe, a sua dedicação, persistência, combatividade e coragem, no trabalho de esclarecimento e mobilização prévio, em piquetes de greve nas suas empresas e locais de trabalho e junto delas, criaram condições para o êxito desta grande jornada de luta dos trabalhadores e do povo português.

5. Portugal falou. Os trabalhadores, os desempregados, os reformados e pensionistas, as jovens gerações, o povo português, fizeram ouvir a sua voz face ao grande capital nacional e transnacional e aos seus representantes políticos no País e no mundo.

O PCP reafirma a necessidade e a urgência de pôr fim à política de direita que sucessivos governos têm aplicado e ao rumo de desastre nacional para que estão a empurrar o País. O PCP reafirma a sua confiança na necessidade e possibilidade de concretização de uma política patriótica e de esquerda e de um governo que a concretize.

O futuro do País está nas mãos dos trabalhadores e do povo, usando todos os direitos que a Constituição da República Portuguesa consagra, com o prosseguimento e intensificação da luta pelos seus interesses e direitos, pelos valores de Abril no futuro de Portugal.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

VISITA À FEIRA NACIONAL DE AGRICULTURA



Visita à Feira Nacional de Agricultura

                    



Uma delegação do PCP, com a presença de Jerónimo de Sousa, esteve na feira nacional da agricultura, em Santarém. Nesta visita, o Secretário-Geral do PCP afirmou que "sendo uma importante montra do que de positivo se faz no sector agrícola, a feira não é, nem pretende ser, um biombo para esconder as graves dificuldades por que atravessam milhares de produtores, designadamente pequenos e médios produtores".

Lembrando que "nem tudo o que luz é ouro", sublinhou o exemplo da pecuária em que o governo contínua a dever milhões de euros às organizações de produtores para a sanidade animal. "O governo de Sócrates atrasou-se nos pagamentos, o governo do PSD/CDS deixou mesmo de pagar, criando enormes constrangimentos", referiu.

Questionado sobre o discurso do Presidente da República, a propósito do sector agrícola, Jerónimo de Sousa lembrou que "ainda há poucos meses, Cavaco Silva apelava ao regresso à terra e falava das dificuldades, não se percebe o que mudou tanto. Porque as dificuldades, como o preço especulativo dos factores de produção, os baixos preços pagos à produção, a que se acrescentam agora as imposições fiscais aos pequenos agricultores, essas mantém-se todas".

O Secretário-Geral do PCP, que foi confrontado por um produtor de flores, com os juros altíssimos que a banca cobra e com o valor demasiado elevado do IVA, como factores impeditivos do crescimento da produção, defendeu ainda que uma nova reforma agrária faz falta ao país, designadamente para aproveitar as potencialidades da zona de regadio de Alqueva.

domingo, 16 de junho de 2013

COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE ÁLVARO CUNHAL




Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, Beja,

 Espectáculo musical comemorativo 

do Centenário de Álvaro Cunhal -

 -Reforma Agrária, Terra, Luta, Arte e Futuro-                       

"Vivemos hoje um dia grande nas iniciativas comemorativas do centenário no Alentejo"                                      

As nossas primeiras palavras são para expressar, em nome do Partido Comunista Português, a nossa gratidão à Comissão promotora das iniciativas Álvaro Cunhal, Alentejo, Terra, Luta, Arte e Futuro, integradas nas comemorações do seu centenário e manifestar a imensa alegria de ver reunidas nesta homenagem um significativo conjunto de instituições, em particular a Casa do Alentejo, a Associação Povo Alentejano, a Cooperativa Cultural Alentejana, mas também importantes estruturas autárquicas e sindicais desta vasta Região.

Manifestar o nosso agradecimento aos artistas e a todos os que garantem o espectáculo musical que em breve se iniciará e que, estamos certos, se traduzirá não apenas num momento de prazer, mas também de comunhão e exaltação colectiva dos nossos poetas e dos nossos cantores que se identificam com a luta do seu povo e se revêem nos solidários valores de Abril!

Agradecer a todos os presentes nesta Casa da Cultura de Beja, cuja participação engrandece e amplia a dimensão humana e popular das comemorações do Centenário do nascimento de Álvaro Cunhal.
Vivemos hoje um dia grande nas iniciativas comemorativas do centenário no Alentejo.
Vivemos já esse momento magnífico que foi o desfile de Grupos Corais Alentejanos que nos trouxeram a arte do “Cante” que o trabalho, a vivência colectiva e a lonjura dos caminhos moldaram e que foi, em si, uma expressiva homenagem a quem, como Álvaro Cunhal, tanto se ligou e viveu os problemas da terra e dos que à falta dela viveram vidas de exploração, opressão e miséria. Essa arte que é marca de água de uma identidade cultural, construída por um proletariado agrícola sedento de liberdade e justiça, que se revela cantando em colectivo e, hoje, é património de todo um povo.

Colectivo, esta palavra tão natural no cante, como para nós comunistas e que, em Álvaro Cunhal, nos remete para a dimensão do homem político e dirigente do PCP, construtor de um Partido concebido, exactamente, como um grande colectivo, activo e participante para servir os trabalhadores, o povo e o país.
Partido que, como nunca nos cansaremos de afirmar, não seria o que é, com as suas características e identidade, sem o contributo de Álvaro Cunhal, nem Álvaro Cunhal seria o que foi sem este Partido Comunista Português.

Aqui também ficou patente a Exposição evocativa “Álvaro Cunhal e o Alentejo”. Uma exposição que mostra o percurso do revolucionário corajoso e íntegro que foi Álvaro Cunhal, comunista de toda a vida, na sua relação com esta terra alentejana e as suas gentes. Uma terra que sentia e amava como se fosse a sua e porque suas eram também as mais profundas aspirações de libertação e vida digna de um povo de coragem, trabalho e luta, resistente como o aço, que nunca cedeu perante a besta fascista!

Dessa luta de onde emerge, com uma força e simbolismo singulares a figura e o exemplo de Catarina Eufémia que dão força à luta que hoje travamos contra as injustiças e as desigualdades!
A vida, o pensamento e a luta de Álvaro Cunhal justificam a homenagem que lhe prestamos.
Personalidade fascinante e maior da nossa história contemporânea, homem de invulgar inteligência, de firmes convicções, inteireza de carácter, Álvaro Cunhal, foi um político de acção e autor de uma obra notável que se afirmou como uma referência na luta pela liberdade, a democracia, a emancipação social e humana no nosso país e no mundo.

Dirigente político experimentado e perseverante, estudioso e conhecedor da realidade portuguesa e das relações internacionais, Álvaro Cunhal, dedicou toda a sua vida à solução dos problemas da sociedade portuguesa e à concretização de um projecto de desenvolvimento ao serviço do país e do povo, por uma sociedade nova e pela independência nacional.
Isso vê-se em toda a sua extensa e diversificada obra e em toda a sua acção e intervenção política, partidária e institucional, e na capacidade que Álvaro Cunhal revela de olhar ao mesmo tempo para o passado e para o futuro, tendo sempre a realidade do presente e a ideia que o futuro se constrói com a luta de hoje.

Essa capacidade de olhar para o passado para a profundidade da história, como Álvaro Cunhal o fez em “A luta de Classes em Portugal nos fins da Idade Média” e onde encontra e mostra nesse combate decisivo para a nossa independência como povo, o heróico proletariado rural do Alentejo, tomando o partido pelo progresso, contra a aristocracia agrária e feudal, travando essa luta que é secular pela terra e pela justiça social. Esse olhar que encontramos também na “Contribuição para o Estudo da Questão Agrária”, onde está a mesma preocupação de denunciar o papel do latifúndio como obstáculo ao progresso, ao desenvolvimento da agricultura e ao melhoramento das condições de vida do povo.

A mesma capacidade para olhar e projectar o futuro como o fez em “Rumo à Vitória” essa obra notável onde se define o Programa para a “Revolução Democrática e Nacional” e se traçam os caminhos para a sua realização. Caminhos que passaram pela multiplicação e generalização da luta. Dessa luta que o proletariado rural do Alentejo vinha travando e que o conduziu à vitória na conquista das 8 horas de trabalho.
Uma obra notável que, inquestionavelmente, criou condições para a Revolução de Abril, a sua defesa e consolidação, e para as profundas transformações revolucionárias operadas na sociedade portuguesa.
Transformações que se traduziram em importantes conquistas dos trabalhadores e do povo português, em defesa das quais Álvaro Cunhal dedicou o melhor do seu saber, da sua experiência e da sua intervenção.
Transformações onde se destacava a Reforma Agrária, esse processo original, conduzido pelo proletariado agrícola alentejano e ribatejano, que nasceu do povo e da imaginação criadora dos trabalhadores e que a Revolução Democrática e Nacional assumia como um dos seus grandes objectivos.
Essa Reforma Agrária tinha atrás de si uma longa luta sob a consigna “a terra a quem a trabalha” e que Álvaro Cunhal afirmava ser “A mais bela Conquista da Revolução”!

Bela e empolgante, porque pela primeira vez na História do nosso país, os trabalhadores tomaram a decisão de tomar as terras do latifúndio e com elas nas suas próprias mãos o seu destino, concretizando um inovador programa de transformações económicas e de justiça social que iria resolver os problemas da produção e do emprego nos campos do Sul do país. A mais bela conquista, porque demonstrou não apenas a capacidade de realização do povo trabalhador, apesar dos boicotes, das calúnias, das dificuldades, dos sucessivos ataques de que foi alvo por parte do poder político, mas essencialmente porque os trabalhadores se revelaram inteiramente capazes de conduzir o seu destino, o destino das suas vidas e da economia do país.

A Reforma Agrária foi destruída, por uma ofensiva que durou 14 anos, que pôs o Alentejo a ferro e fogo e o latifúndio restaurado, trazendo novamente ao Alentejo as terras abandonadas, a desertificação e o desemprego.
Destruição que não pôs fim ao sonho secular que colhe agora também a experiência vivida dessa capacidade realizadora e que é um valor que as gerações que a realizaram projectam no futuro.
Um futuro que não é um sonho longínquo mas uma necessidade de agora, porque a Reforma Agrária que garanta a terra a quem a trabalha, não só mantém toda a actualidade, como é, nas actuais circunstâncias, a alavanca imprescindível para garantir o desenvolvimento destas terras de todo o Alentejo.

Essa alavanca que tem também no aproveitamento integral do Empreendimento do Alqueva uma imediata exigência. Um aproveitamento que se impõe ser a favor das populações e da criação de emprego, e não da especulação, dando o indispensável passo na criação de um banco de terras do Estado, que permita o acesso à terra regada a jovens agricultores, a trabalhadores e a pequenos agricultores com terra insuficiente.
Álvaro Cunhal interligou a sua intervenção revolucionária no plano político com um apaixonado interesse por todas as esferas da vida, nomeadamente na actividade de criação artística.

Autor de uma arte comprometida e assumida, como elemento participante na modificação da sociedade, e movida por ideais de fraternidade, justiça social e liberdade. Uma obra que nos fala ou mostra o povo que sofre e luta. Na sua obra literária, emergem, entre outros, o romance “Até Amanhã, Camaradas” e a novela “Cinco Dias, Cinco Noites”, “Fronteiras”, onde se contam histórias da resistência e da vida de gentes simples dos campos e das aldeias. Histórias que se reconhecem também nas vivências desta terra de resistência, como o confirma o camarada António Gervásio, quando respondia a um jornalista, falando na obra literária de Álvaro Cunhal “quando estou a ler reconheço o Álvaro, o país, o Alentejo e identifico figuras reais que ele captou”.

O mesmo poderíamos dizer dos seus desenhos e das suas pinturas. Os seus desenhos da prisão são um hino à alegria de viver e de lutar, onde caberiam todas as Catarinas e os seus quadros têm as cores da terra fecunda, dessa terra que queria ver repartida e entregue a quem a ama verdadeiramente, àqueles que a trabalhavam para que se pudesse repartir o pão entre os que ansiavam vê-la livre da servidão.
Desenhos e pinturas da prisão que apenas podiam prender o seu corpo, mas não o seu pensamento, o sonho, a imaginação, nem tão pouco a confiança nos seus companheiros de projecto e na luta do seu povo.
Sabemos que este não foi nem é um tempo fácil. Os que anunciam que o capitalismo é o fim da história conseguiram, por momentos, conter, pelo arbítrio e a intolerância, o avanço da roda da história, dessa mesma história que lhes anuncia o fim. Álvaro Cunhal construiu com o seu Partido um projecto para Portugal. Um projecto onde os valores de Abril cabem inteiros e são a retoma de um caminho que quer ir longe na incessante procura de um mundo mais humano e melhor.

De um mundo que, como se extrai do exemplo de vida de Álvaro Cunhal, não acontece, constrói-se e conquista-se!

Bem hajam pela vossa homenagem e presença!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

DEFENDER ABRIL E OS SEUS VALORES

Defender Abril e os seus valores
                             

Declaração de Jerónimo de Sousa,

 Secretário-Geral do PCP, 

Lisboa, Desfile do 25 de Abril

                                                                     
No dia que o país saiu à rua para comemorar Abril, Jerónimo de Sousa, presente no desfile em Lisboa, afirmou que "apesar desta ideologia das inevitabilidades e da resignação, da procura que o medo prevaleça, esta avenida demonstra que o povo português não está vencido, não está derrotado", demonstrando confiança para continuar a lutar por Abril e pelos seus valores.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O GOVERNO ESTÁ A AFUNDAR O PAÍS



Dados do PIB reforçam a urgência 

de pôr fim ao desastre

                                      

Nota do Gabinete de Imprensa do PCP                       



Hoje foram tornados públicos os primeiros dados preliminares da evolução do PIB em 2012, a apontar para uma queda de 3,2%, e com sinais preocupantes já visíveis nas Contas Trimestrais de que a economia poderá estar prestes a entrar num período de deflação, em que todas as decisões de investimento e consumo são adiadas.  
                               
Confirma-se ainda que o Governo subestimou, ou quis deliberadamente iludir, o impacto negativo da política de direita e do Pacto de Agressão na economia e na vida do país, provando-se que o PCP tinha razão nas denúncias e propostas que sucessivamente tem feito.

Ontem foram os dados do Emprego e do Desemprego a revelarem a situação calamitosa em que se encontra o nosso mercado de trabalho com uma destruição de empregos, desde a assinatura do Pacto de Agressão e a tomada de posse deste Governo, de 361 200 postos de trabalho e de mais 248 200 trabalhadores no desemprego, num total de mais de 1 milhão e 400 mil desempregados.

Anteontem foram os dados do Comércio Externo de Mercadorias a mostrarem que as nossas Exportações, depois de desacelerarem de trimestre para trimestre ao longo de 2012, terminaram o ano com uma queda em volume. O único motor da nossa economia que ainda funcionava apresenta sinais preocupantes de cansaço e esgotamento.

Todos estes sinais indiciam o fracasso da execução orçamental mensal em 2013 e do não cumprimento das metas orçamentais em 2012 e 2013, confirmando que o desastre das políticas que têm vindo a ser prosseguidas é completo. 

É urgente pôr fim ao desastre, rejeitando o Pacto de Agressão, derrotando este Governo e a sua política, abrindo o caminho a uma política alternativa, patriótica e de esquerda.


Declaração de Jerónimo de Sousa,

 Secretário-Geral do PCP,

acerca dos dados divulgados: 

Ver aqui:http://www.pcp.pt/o-governo-esta-afundar-o-pa%C3%ADs


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

COMÍCIO EM FARO



Intervenção de Jerónimo de Sousa,


 Secretário-Geral do PCP, Faro,


 Comício «Por uma Alternativa Patriótica e de Esquerda. Um futuro digno para o Povo e o País»

                                                 

Dar força à luta pela demissão do governo do PSD/CDS e a devolução da palavra ao povo

                                                                      

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

COMÍCIO DO PCP EM FARO - 2 DE FEVEREIRO


Direcção da Organização Regional do Algarve
                   
2 de Fevereiro - PCP realiza comício com Jerónimo de Sousa em Faro
                                        
No próximo dia 2 de Fevereiro, pelas 16 horas, realizar-se-á um comício em Faro – instalações da Cooperativa COOBITAL – com a participação do Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa.
                                                            
Esta iniciativa de âmbito regional, surge integrada na campanha nacional que o PCP está a realizar contra a política de exploração e empobrecimento que está em curso, pela demissão do governo e por uma política e um governo patriótico e de esquerda.

Num momento em que se assiste no Algarve a uma escalada sem precedentes nos níveis de desemprego, no encerramento de empresas, na redução dos salários, no aumento da pobreza, da exploração e da emigração, a realização deste comício constitui, não apenas uma inequívoca afirmação da necessidade de uma ruptura e uma mudança na vida nacional, mas também, um apelo à intensificação da luta dos trabalhadores e das populações, designadamente à mais ampla participação na jornada nacional de luta convocada pela CGTP-IN para 16 de Fevereiro e que, no Algarve, terá expressão em Vila Real de Santo António, Faro e Portimão.

Um comício que integra um vasto conjunto de acções do PCP que decorrerão ao longo do ano de 2013 e das quais se destacam as comemorações do Centenário do nascimento de Álvaro Cunhal e que terão neste dia 2 uma primeira expressão no Algarve.

O Secretariado da DORAL do PCP



quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

COMÍCIO EM FARO


Comício em Faro, 2 de Fevereiro 
   
com Jerónimo de Sousa     
              
                 
"RESGATAR PORTUGAL DA DEPENDÊNCIA,
RECUPERAR PARA O PAÍS O QUE É DO PAÍS,
DEVOLVER AOS TRABALHADORES E AO POVO OS SEUS DIREITOS,
SALÁRIOS E RENDIMENTOS!"

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

MENSAGEM DE ANO NOVO




Mensagem de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP

                                       

Mensagem de Ano Novo de Jerónimo de Sousa

                                             
O Secretário-Geral do PCP, na Mensagem de Ano Novo, transmite uma palavra de confiança num tempo que tantos portugueses vivem momentos de dificuldade e são vítimas de tantas injustiças, "confiança na determinação e na luta dos trabalhadores e do povo português para travar este caminho para o desastre resultante desta política e deste governo".
                                       

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

XIX CONGRESSO DO PCP

XIX CONGRESSO DO PCP
                
ALMADA  30 Nov, 1 e 2 de Dezembro 

               
Democracia e Socialismo - 
Os valores de Abril no futuro de Portugal
     
-Proposta de alteração ao Programa do PCP  
-Proposta de Resolução Política do XIX Congresso do PCP 
               

Ver aqui:http://www.pcp.pt/xix-congresso-pcp

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DE ÁLVARO CUNHAL


 Sessão Pública de apresentação do Programa das Comemorações do Centenário de Álvaro Cunhal 

                                      
" Vida, pensamento e luta:
exemplo que se projecta na actualidade e no futuro"
                    

Um vasto programa de iniciativas nas comemorações do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal

                                                        

domingo, 4 de novembro de 2012

REUNIÃO DE QUADROS DO PCP DO ALGARVE DEBATE XIX CONGRESSO



Centena e meia de militantes
reúnem-se em Faro para 
debater XIX Congresso do PCP
                                                              

Numa reunião regional de quadros que contou com a participação de Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do Partido cerca de 150 militantes reuniram-se na noite de 2 de Novembro, no CT de Faro, para discutir o projecto de alterações ao Programa do Partido e o projecto de Resolução Política/Teses a submeter ao XIX Congresso do PCP.

Jerónimo de Sousa abriu o debate expondo os elementos centrais que orientam os documentos aprovados pelo Comité Central, designadamente o projecto de alterações ao Programa do Partido que se pretende que passe a designar - Uma Democracia Avançada – Os valores de Abril no futuro de Portugal, e que se aponta como etapa integrante da luta dos comunistas portugueses pelo socialismo. Realizando uma caracterização da actual crise do capitalismo e da situação internacional, identificando os principais eixos da política de exploração e empobrecimento que está em curso, apontando o caminho da luta de massas e do reforço do PCP para travar e derrotar a ofensiva e abrir caminho a uma outra política, patriótica e de esquerda, o Secretário-geral do PCP sublinhou o papel do Partido e da intervenção dos militantes comunistas nas duras e exigentes tarefas que têm pela frente, mas também a sua inabalável confiança no futuro.

O rumo de desastre nacional e o roubo nos salários e pensões, os ataques à Constituição e as medidas inscritas no Orçamento do Estado e a necessidade de, mesmo num quadro de preparação do XIX Congresso do máximo empenhamento para o êxito da Greve Geral do próximo 14 de Novembro dominaram muitas das intervenções.

Também a realidade regional, indissociável da caracterização feita nos documentos em discussão, esteve presente, designadamente em torno do gravíssimo problema dos salários em atraso, particularmente no sector da hotelaria e na criminosa destruição do aparelho produtivo na região promovida ao longo de décadas por PS, PSD e CDS.

No debate apareceram preocupações sobre a necessidade de reforço do Partido, as dificuldades existentes mas também as potencialidades, de onde emergiu uma nota para a necessidade de um grande empenhamento na campanha “Um dia de salário para o Partido”, num quadro em que apesar de se acentuarem as dificuldades dos trabalhadores e do povo, e por essa via, também dos militantes do Partido, existem possibilidades de reforçar a organização também nesta vertente fundamental.

O debate foi encerrado pelo Secretário-geral do PCP, que valorizou o conjunto das intervenções produzidas e que se integram num amplo processo de construção colectiva do XIX Congresso, e apontou, com confiança, a necessidade do Partido continuar a assumir o seu papel na luta contra o Pacto de Agressão, por uma política patriótica e de esquerda, pela democracia avançada e pelo socialismo.


 
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