Porquê este blogue?

Num tempo muito inquietante, marcado por uma forte ofensiva ideológica, com a qual os média dominantes fazem chegar todos os dias a milhões de pessoas a desinformação organizada com o objectivo de servir e defender os interesses do grande capital, a leitura e divulgação de informação progressista e revolucionária é crucial para todos os que assumem como referência maior os valores e ideais de ABRIL!

A LUTA CONTINUA!

Mostrar mensagens com a etiqueta PCP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta PCP. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

VISITA DO DEPUTADO DO PCP A LAGOS


Visita do deputado do PCP Paulo Sá
 a Lagos
                                                                           
Na segunda feira, dia 20 de janeiro, o deputado do PCP Paulo Sá, eleito pelo Algarve, deslocou-se a Lagos onde, acompanhado pelo vereador da Câmara Municipal de Lagos Luís Reis e por membros da Comissão Concelhia de Lagos do PCP, teve encontros no Centro de Assistência Social Lucinda Anino dos Santos, no Laboratório de Actividades Criativas, na Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lagos, na Electrolagos e na Docapesca.
   No Centro de Assistência Social Lucinda Anino dos Santos (CASLAS) foi-nos comunicada a situação difícil em que se encontra esta IPSS. Na Creche e no Jardim de Infância são cada vez mais os pais que não conseguem cumprir com os seus compromissos, devido à situação criada pela política de austeridade do Governo PSD/CDS. Se não houver reforço da verba da Segurança Social a continuação do número de turmas fica comprometida, levando a despedimentos de pessoal. No Lar de Jovens têm dificuldade em responder correta e atempadamente às necessidades dos menores a seu cargo que se inserem nas tipologias de risco/perigo. Não há em Lagos, e por vezes em Portimão, médicos psiquiatras e pediatras que possam intervir em casos de urgência. A Casa de Santo Amaro tem uma capacidade instalada para 40 pessoas com deficiência motora, mas só tem 30 utentes (apesar de ter lista de espera) porque o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social não assina um novo protocolo que permita o aumento do número de lugares. Infelizmente, este é um exemplo do Estado mínimo que o PSD e o CDS querem impor no nosso país.
O Estado deve ser o responsável pela salvaguarda da qualidade de vida destas pessoas, mas este governo de direita não permite que elas possam viver condignamente numa instituição com lugares para as acolher.
   O Laboratório de Actividades Criativas (LAC) encontra-se neste momento a desenvolver uma série de atividades, nomeadamente: “Artur” - que tem dotado as paredes degradadas de Lagos de pinturas murais, “Kick In The Eye”, “Eletrolegos”, “Pralac” e formação nas várias vertentes artísticas associadas. Estas atividades foram potenciadas após terem ganho um concurso bianual da DGArtes, mas a falta de estratégia cultural, tanto do Governo (para quem à cultura bastam uns tostões e um Secretário de Estado dependente de Passos Coelho) como da Câmara PS, que reprovou a criação de um Fórum da Cultura porque tem medo de não o poder instrumentalizar.
   À tarde a delegação do PCP encontrou-se com responsáveis da Electrolagos, cooperativa em processo de insolvência. Fomos recebidos nas instalações no Chinicato onde pudemos constatar a capacidade tecnológica de inovação e autossuficiência energética do edifício. Este é o exemplo completo do que a política errada do PSD e CDS, iniciada pelo PS, é capaz de fazer à economia do nosso país. Uma empresa que já teve 150 trabalhadores e faturava mais de 20 milhões de euros por ano, com saber, capacidade de realização e alvarás para grandes obras, teve de recorrer à insolvência e ficou reduzida a 20 pessoas. Obras do Parque Escolar e EN125 paradas, clientes particulares que não pagam e uma economia paralisada pelo desinvestimento. O Estado, controlado pelo arco da desgovernação, resolveu gastar milhares de milhões com bancos falidos e apoios às grandes empresas empregadoras dos seus militantes, em vez de apostar no desenvolvimento da produção nacional e no apoio às pequenas e médias empresas, verdadeiro motor da economia nacional.
   Na visita à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lagos, constatámos que os Bombeiros têm que atuar sem os meios apropriados: viaturas com idades incríveis, meios de proteção individual gastos e condições de aquartelamento insuficientes. Os pagamentos do INEM, que só fornece uma viatura, não cobrem a totalidade das despesas e para atender às mais de 3 mil ocorrências do ano passado os Bombeiros tiveram que usar as duas ambulâncias próprias. O Ministério da Administração Interna do governo PSD/CDS faz transferências de dinheiro para o combate aos fogos por escalão das corporações de Bombeiros e, mesmo depois das lamentáveis mortes do ano passado, não substitui um carro de fogo com 30 anos e não fornece equipamento de proteção individual adequado. O dinheiro em falta vem de meios próprios (transporte de doentes e empresa de extintores), do orçamento da Câmara Municipal de Lagos e das iniciativas dos Bombeiros. Aqueles que nos socorrem em momentos desesperados devem ter o melhor apoio para não correrem mais riscos dos que os inerentes à sua atividade.
   No encontro com a Diretora da Delegação de Sul da Docapesca colocamos questões relativas às faltas de condições de descarga do pescado, à falta de higiene da área envolvente à lota e a informações sobre um possível encerramento da Lota de Lagos. Foi-nos respondido que houve melhoramentos e que existe um projeto para melhorar a lota se não for construída uma nova. A ideia da eventual construção de uma nova lota faz temer o avanço da Marina para o espaço agora utilizado pelos barcos de pesca. Não temos nada contra a existência de marinas, mas a pesca, uma mais-valia local e nacional, deve ser protegida e desenvolvida porque cria emprego e riqueza distribuída por muitos, bem como é uma atividade económica que diminui a importação de peixe. A Câmara PS não deve apostar todo o desenvolvimento económico no turismo e o Governo PSD/CDS não pode aniquilar a produção nacional, como tem sido e é a sua atuação.

Lagos, 27 de janeiro de 2014
A Comissão Concelhia de Lagos do PCP

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

COMÍCIO EM FARO

Comício em Faro 
com a presença de Jerónimo de Sousa 
Secretário Geral do PCP

                                             
Há autocarro de Lagos
Contacto 966515203

domingo, 29 de dezembro de 2013

MENSAGEM DE ANO NOVO DE JERÓNIMO DE SOUSA



Mensagem de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral        

Mensagem de Ano Novo de Jerónimo de Sousa

                                  

Num momento em que o governo executa uma política destrutiva, de confisco de salários, reformas e pensões, de ataques a direitos fundamentais, Jerónimo de Sousa deixa na sua mensagem de Ano Novo, «uma palavra de confiança, de esperança, dessa esperança que não fica à espera, que ganha nova dimensão com a luta dos trabalhadores e do povo».

O Secretário-Geral do PCP destaca que em 2014 se assinala «o ano 40 da Revolução de Abril, desse Abril que se transformou no acto e no processo mais avançado da nossa história contemporânea», e reafirma o compromisso de que «o PCP, nas horas boas e nas horas más, estará do lado certo, do lado dos trabalhadores e do povo português».

sábado, 14 de dezembro de 2013

JORNADAS PARLAMENTARES DO PCP NO ALGARVE




CONCLUSÕES DAS VISITAS E REUNIÕES EFECTUADAS NO AMBITO DAS JORNADAS PARLAMENTARES DO PCP
                                
FARO, 2 e 3 DE DEZEMBRO

O direto com a realidade, com as instituições e as populações são uma das características do trabalho do Grupo Parlamentar do PCP e estiveram bem presentes nas Jornadas Parlamentares realizadas aqui, no Algarve. A atividade económica mereceu a nossa especial atenção, procurando ter uma visão abrangente, incorporando a atividade agrícola, piscatória, turismo, indústria naval e transportes.

A recente iniciativa do Governo de promover a desclassificação de zonas de produção de moluscos bivalves, na Ria Formosa e em diversas outras zonas estuarino-lagunares e litorais do país, criou uma situação dramática para muitos milhares de mariscadores e viveiristas que, de um dia para o outro, veem a sua atividade seriamente comprometida. A classificação de extensas áreas da Ria Formosa como zonas de produção de bivalves de nível B ou C implicará um imediato aumento dos custos de produção, insustentável para muitos mariscadores e viveiristas, que, desse modo, se verão forçados a abandonar a sua atividade. Tal situação, além dos óbvios prejuízos para a economia regional, privará milhares de mariscadores e viveiristas e respetivas famílias do seu ganha-pão. Esta é uma situação inaceitável, quer do ponto de vista social, quer do ponto de vista económico, resultante da inação de sucessivos governos do PS ou do PSD/CDS que foram adiando os investimentos necessários à promoção do imenso potencial económico da Ria Formosa.

Em reunião com citricultores em S. Bartolomeu de Messines, foram colocados um conjunto importante de problemas que afetam o setor. Problemas que envolvem os custos de produção, em que o aumento da eletricidade e do IVA da mesma oneram grandemente as explorações, custos que nalguns casos duplicaram em relação a 2009. Aos custos da eletricidade acresce a cobrança da contribuição audiovisual associada a cada contrato (há agricultores com mais de dez contratos), em que as isenções legalmente previstas e concedidas não são reconhecidas pela EDP.

O escoamento da produção de citrinos faz-se essencialmente para a grande distribuição que continua a asfixiar os produtores nos preços e nos prazos de pagamento, problemas velhos que não se resolveram com a Plataforma de Acompanhamento das Relações da Cadeia Agroalimentar (PARCA). A transformação também não se revela uma solução viável. A entrega de citrinos para a produção de concentrados é paga a 7 cêntimos a laranja e a 1 cêntimo a clementina, muito inferiores aos custos do aterro. Assim, a transformação joga com os valores pagos pelos produtores para entrega dos citrinos em aterro, o que faz com que lhe compense vender a muito baixo custo.

Há preocupações sobre o acesso à terra, existindo interesse em investir em terras abandonadas cujos proprietários não querem vender ou arrendar. Esta situação não tem qualquer solução através da Bolsa de Terras, uma vez que não existem incentivos/imposições à disponibilização em bolsa de terra abandonadas.

Foi ainda transmitida a preocupação com a Lei que estabelece a titularidade dos recursos hídricos, que pode retirar aos pequenos agricultores da Serra, a estreita faixa de margem dos cursos de água que utilizam para fazer agricultura.

O encontro com a Entidade Regional de Turismo do Algarve veio confirmar os alertas e preocupações do PCP quanto às políticas que têm sido seguidas nesta área. A ausência de uma verdadeira estratégia de desenvolvimento integrado, de articulação entre os agentes do sector para a qualificação da oferta e sua promoção, só vem agravar os problemas do caráter sazonal da atividade. A quebra da procura interna, resultante da perda do poder de compra na população portuguesa e da degradação dos seus direitos e condições de vida, retira ao sector do turismo uma importantíssima base do seu potencial de desenvolvimento. Por outro lado, o abandono a que a TAP tem votado este destino, reduzindo-o apenas à ligação a Lisboa, acentua a dependência do Algarve face às companhias “low cost”, que exigem apoios públicos cada vez maiores. Ao manter a 23% o IVA na restauração e bebidas, ao manter as portagens na Via do Infante e o estado de degradação da EN-125, ao acentuar a asfixia financeira às autarquias (com destaque para os territórios que são confrontados com as maiores exigências e pressões populacionais na época alta), ao prosseguir com uma política ruinosa e penalizadora para a Região e o País, o Governo agrava as perspetivas de um Algarve mais dependente, mais vulnerável, mais marcado pela precariedade e o desemprego.

Em visita aos Estaleiros da Empresa Nautiber confirmaram-se os efeitos negativos da dependência extrema que a economia regional tem da monoatividade turística desligada de atividades produtivas a montante, nomeadamente a pesca. O fim dos apoios à renovação da frota pesqueira, concentrando-os na modernização de motorizações e equipamentos eletrónicos conduz a que, na prática, os fundos comunitários dirigidos ao sector das pescas em Portugal seja transferido para os grandes grupos económicos dos principais países do centro e norte da Europa. Apesar de a empresa continuar a laboral, apostando na diferenciação da produção, a crise económica e a destruição do sector produtivo nacional tem intensificado a degradação da construção e reparação naval. A realidade vivida por esta pequena e média empresa da construção naval demonstra a necessidade de uma política de desenvolvimento dos sectores produtivos, não discriminando as pequenas e médias empresas nacionais através do investimento público, nomeadamente na aquisição de meios navais encomendados à indústria naval nacional.

Na visita ao Porto Comercial de Portimão verificou-se uma grande identificação com a proposta do PCP, nomeadamente sobre a administração dos portos do Algarve e o investimento nos portos, designadamente de Portimão e Faro. Foram evidenciadas reservas quanto ao modelo de administração defendido por este Governo e preocupações quanto ao papel dos portos comerciais de Portimão, Faro e Vila Real de Santo António neste contexto. Numa situação de falta de financiamento que se tem vindo a agravar ao longo de 2013 os trabalhadores portuários estão preocupados, receando que a separação das atividades portuárias comerciais, das de recreio e das pescas, torne difícil o seu enquadramento profissional e até a salvaguarda dos seus postos de trabalho, prejudicando os seus direitos e o eficaz funcionamento da operação portuária. Face ao anúncio pelo Governo de um investimento de 10 milhões de euros no porto de Portimão e 4 milhões no porto de Faro, no seguimento das propostas apresentadas pelo PCP, torna-se indispensável que seja calendarizado o compromisso de efetivação desses investimentos.

Na reunião com a Refer, foi apurado, que na falta de uma política de desenvolvimento da linha ferroviária do Algarve, a Refer, nos últimos 4 anos optou por uma ação de substituição de equipamentos e melhoramento de sistemas de apoio, ramal a ramal. Foi afirmada pelo PCP a opção estratégica da valorização da ferrovia e a importância da eletrificação da linha ferroviária do Algarve, em toda a sua extensão, com possibilidade técnica dessa operação ser efetuada por fases. Reafirmada a perspetiva da duplicação da via face às necessidades futuras, que em alguns troços como por exemplo Tavira ou Olhão/Faro pode ser mais urgente, ficou claro que a atual linha ferroviária tem condições e disponibilidade suficiente, no imediato, para aumentar a frequência da circulação, garantir a ligação direta entre Lagos e Vila Real de Santo António e melhorar de forma mais geral o serviço de transporte ferroviário.

A sessão pública realizada na sede da Junta de Freguesia de São Bartolomeu de Messines sobre os serviços públicos permitiu auscultar vários testemunhos que manifestaram preocupação com a desertificação do território, que a escassos quilómetros da costa sofre de todos os problemas da interioridade. Foram referidos exemplos de uma estação dos CTT entregue a um florista e da falta de transportes ferroviários e rodoviários, que coloca as populações numa grave situação de isolamento.

No encontro com a Comissão de Trabalhadores da ANA Aeroportos ficaram patentes as preocupações quanto ao futuro dos trabalhadores da empresa e do Aeroporto de Faro. Depois do desmantelamento da Escala de Faro na TAP, depois da privatização da gestora aeroportuária, subsistem as incertezas e ameaças de uma reestruturação não assumida, do aprofundamento das estratégias de “externalização” e abandono de serviços e áreas de intervenção, cortando postos de trabalho, numa linha de favorecimento de interesses privados à custa dos trabalhadores e do interesse nacional.

Destacamos ainda as questões que se colocam no âmbito dos direitos dos trabalhadores, da saúde e da educação.

Aos problemas económicos próprios da região (afunilamento da economia no sector do turismo) acrescem todos os problemas nacionais. Degradação económica e social, elevado desemprego, desregulação dos horários de trabalho, salários em atraso, salários abaixo da média nacional e a baixar, encerramento de empresas, precariedade e encerramento de serviços públicos marcam a região.

É visível na região do Algarve o processo de concentração da riqueza que tira cada vez mais riqueza a quem a produz para a entregar a meia dúzia de grupos económicos. A título de exemplo no sector do turismo, as dormidas e os lucros aumentam mas a exploração agrava-se por via da precariedade, do desemprego e pela desregulação e aumento da jornada de trabalho.

Na reunião com o Executivo Municipal de Silves, onde estiveram representados, para além da Presidente da Câmara (CDU), vereadores da CDU, do PS e do PSD, foi manifestado o apreço pela realização das Jornadas Parlamentares do PCP no Algarve e foi dado conta da preocupação dos autarcas de Silves com a degradação das condições de prestação de cuidados de saúde que se tem verificado no Hospital do Barlavento Algarvio.

Do encontro com o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve sublinham-se os problemas relacionados com o subfinanciamento crónico, que impede a realização de alguns investimentos, nomeadamente na aquisição de equipamentos para a realização de meios complementares de diagnóstico e terapêutica; a carência de profissionais de saúde, nomeadamente de médicos (mais grave nas especialidades de obstetrícia, pediatria, anestesiologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia), enfermeiros e assistentes operacionais (faltam 80 enfermeiros e 60 assistentes operacionais); o recurso à subcontratação de profissionais através de empresas de trabalho temporário, designadamente para assegurar serviços de urgências; e os impactos da criação do Centro Hospital do Algarve na acessibilidade dos utentes à saúde, avolumando-se as preocupações quanto à manutenção das valências e serviços do Hospital de Portimão, tendo em conta as deslocações de médicos entre unidades hospitalares.

Não se conhece nenhum plano concreto sobre a reorganização de serviços decorrente da criação do Centro Hospitalar do Algarve, o que está a gerar uma grande instabilidade junto dos profissionais de saúde e dos utentes. A construção do Hospital Central do Algarve assume neste contexto uma grande importância no reforço da prestação dos cuidados de saúde às populações, de qualidade e no tempo adequado. Apesar de ter sido considerado um investimento prioritário pelo Governo, não existe um programa de execução.

A realidade do Centro de Saúde de Vila Real de Santo António, pese embora as especificidades e particularidades, não é alheia à realidade que é vivida pelos cuidados de saúde primários, nomeadamente a falta de profissionais de saúde, nomeadamente, assistentes técnicos e operacionais e técnicos de saúde, como fisioterapeutas - existe apenas um na unidade de cuidados na comunidade – e a insuficiência das instalações decorrentes de problemas existentes há vários anos e nunca solucionados, sendo por isso necessário obras de remodelação/ requalificação do edifício. Constatámos também a dificuldade de articulação entre os cuidados de saúde de primários e os cuidados hospitalares, evidenciado no número de utentes em lista de espera para a primeira consulta.

No tocante ao Serviço de Urgência Básica (SUB) de Vila Real de Santo António há notícias que dão conta do possível encerramento deste serviço, embora não haja conhecimento oficial dessa intenção. No passado, foi a luta dos profissionais de saúde e das populações que impediram o encerramento do SUB como estava previsto. Nem a Administração Regional de Saúde do Algarve, nem o Centro Hospitalar do Algarve assumem a tutela da SUB, procurando empurrar responsabilidades entre si, em prejuízo das populações.

O PCP continuará a exigir o financiamento necessário para que o Serviço Nacional de Saúde seja dotado de recursos materiais e humanos que permitam a prestação de cuidados de saúde com qualidade.

O subfinanciamento crónico agravado pelos cortes recentes nas transferências do Orçamento do Estado para a Universidade do Algarve, constituem a maior constrangimento ao seu desenvolvimento, colocando em causa o normal funcionamento da instituição e comprometendo o seu futuro. A asfixia financeira da Universidade do Algarve tem efeitos na degradação da qualidade pedagógica, na gestão corrente, nas condições de trabalho e vínculos laborais dos seus funcionários docentes e não docentes, assim como nos apoios sociais indiretos aos estudantes, agravando as taxas de abandono escolar. O PCP continuará a exigir do Governo o financiamento que responda às necessidades específicas de funcionamento, investimento e desenvolvimento da Universidade do Algarve.

Na visita à Escola Secundária João de Deus em Faro comprovámos, uma vez mais, o efeito das políticas de destruição da escola pública levadas a cabo pelo Governo. Dum enorme conjunto de preocupações assinaladas pela Direção da Escola, salientam-se a constituição de mega agrupamentos e as consequências para o funcionamento das escolas, falta de pessoal não docente e o recurso aos contratos emprego inserção para responder a necessidades permanentes, agravando a precarização das relações laborais.

Esta escola representa um exemplo das críticas que o PCP tem apontado ao processo de requalificação efetuado pela Empresa Parque Escolar, quer na fase inicial de conceção do projeto, quer agora nesta fase, devido ao atraso nas obras. Com um prazo inicialmente previsto de 18 meses, passados 4 anos não existe neste momento a certeza do prazo de conclusão das obras. As aulas decorrem em contentores onde chove; a cantina não tem capacidade de resposta; não há sala de convívio e há problemas de climatização, enfim, é uma escola que pode equiparar-se a um estaleiro de obras. O PCP exige que o Governo PSD/CDS tome as medidas necessárias para a conclusão imediata das obras.

Na reunião com o Agrupamento de Escolas Paula Nogueira (Olhão), onde existem duas unidades de multideficiência e surdo cegueira, confirmámos os impactos gravíssimos da redução dos apoios humanos e materiais no apoio a todos os alunos, e em particular aos alunos com necessidades educativas especiais. Este Agrupamento integra 170 alunos com necessidades educativas especiais. A redução do número de professores de educação especial impediu o funcionamento a tempo inteiro da unidade, e até 30 de novembro muitas crianças foram mesmo obrigadas a ficar em casa. Ao não assegurar o número necessário de professores de educação especial, funcionários, psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas da fala o Governo PSD/CDS nega condições de inclusão e aprendizagem. O recurso ilegal à precariedade para necessidades permanentes das escolas é inaceitável e coloca em causa a Escola Pública Inclusiva para todos.

No Conservatório Regional de Vila Real de Santo António, verificámos uma situação de extrema dificuldade por parte da escola para cumprir a sua missão no âmbito do Ensino Especializado da Música. A escola tem sofrido o atraso das transferências correspondentes ao Contrato de Patrocínio com o Ministério da Educação e Ciência, que se vem sentindo anualmente desde 2009, bem como a não transferência das verbas correspondentes a contratos programas com a autarquia de anos passados.

Em geral por todo o país e também no Algarve, a política de conservação e valorização de património é o reflexo dos efeitos de uma política de desfiguração do Estado que se traduz no abandono do património e na gradual incapacitação das estruturas, nomeadamente dos museus, para o cumprimento da sua missão fundamental.

É necessária uma política de valorização e investimento no Ensino Especializado da Música e da Dança, em articulação com os conservatórios regionais, verdadeiros promotores da democratização do acesso à criação e fruição artística. Da mesma forma, é urgente o reforço do papel do Estado, diretamente ou através das autarquias, na conservação e valorização do património cultural do país.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

PAULO SÁ VISITA LAGOS



PAULO SÁ, DEPUTADO DO PCP PELO ALGARVE,
                                  VISITOU LAGOS

                           NO APOIO A UMA  JUSTA TRIBUTAÇÃO DOS
                        MICRO E PEQUENOS PRODUTORES AGRÍCOLAS  

  No sábado, dia 30 de Novembro, o deputado do PCP pelo Algarve Paulo Sá, acompanhado por militantes e simpatizantes do PCP, visitou o mercado semanal de levante de pequenos produtores agrícolas em Lagos, informando-se diretamente junto dos vendedores acerca dos problemas criados pelo governo.

  A obrigatoriedade de registo nas Finanças e a emissão de faturas para todas as vendas dos produtores agrícolas, cujo rendimento anual bruto não seja superior a 10 mil euros, estão a provocar protestos e uma enorme indignação destes agricultores e a exigência que sejam imediatamente suspensas.

  A aplicação desta legislação irá inviabilizar a continuidade deste mercado, que, além da importância no abastecimento local de produtos frescos de qualidade, é fundamental para os recursos económicos destes agricultores, e um importante fator socio/cultural, de desenvolvimento da agricultura familiar tradicional e ecológica, e da promoção turística do Município.

  Paulo Sá tomou conhecimento das iniciativas destes agricultores junto da Assembleia e Câmara Municipal, e do abaixo-assinado, que se encontra em divulgação, de exigência de revogação desta legislação, e que pretendem alargar a outras situações semelhantes do Algarve.

  Paulo Sá informou das iniciativas já tomadas neste mesmo sentido ao nível da Assembleia da Republica pelo grupo parlamentar do PCP, incluindo nova Proposta de Resolução, que aguarda debate e votação pelos deputados.

  Igualmente fez apelo à participação dos cidadãos no apoio e solidariedade para com estas justas reivindicações dos pequenos agricultores, e para  assinatura da petição, para faze-la chegar à Assembleia da Republica.

Lagos, 2.dez.2013
A Comissão Concelhia de Lagos do PCP

terça-feira, 15 de outubro de 2013

MANIFESTAÇÃO EM LISBOA

Todos a Lisboa 
                    
Todos Por Abril
                      
                                                           
Autocarro de Lagos ás 8:00 
na rotunda das cadeiras
Contacto 963843846

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

DORAL - RESULTADOS ELEITORAIS

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
                               
Direcção da Organização Regional do Algarve
                                                                     
Resultado eleitoral expressa exigência de mudança e confiança no projecto autárquico da CDU

No passado dia 29 de Setembro, milhares de eleitores – no Algarve e no país - foram chamados a pronunciarem-se sobre as escolhas a realizar para as autarquias locais. Face aos resultados alcançados pela CDU e pelas restantes forças políticas a DORAL do PCP considera o seguinte:

1- O resultado alcançado pela CDU no Algarve – mas também no país – traduz uma assinalável progressão eleitoral face a 2009, expressa numa subida de 71% no número de votos obtidos para as Câmaras Municipais (passando de 1 para 8 vereadores em 6 concelhos da região), em cerca de 22 mil votos obtidos para as Assembleias Municipais passando de 18 para 34 mandatos e na obtenção de 66 mandatos para as Assembleias de Freguesia face aos 41 obtidos há 4 anos atrás.

A CDU para além de ser a única força política que subiu a sua votação quer em percentagem, quer em votos, quer também em número de mandatos (de 60 para 108), manteve ainda a presidência das juntas de Freguesia de Santa Bárabara de Néxe, de São Bartolomeu de Messines e de Silves, recuperou vereadores nas câmaras municipais de Vila Real de Santo António, de Olhão, de Faro, de Portimão e Lagos e reconquistou, 16 anos depois, a Presidência da Câmara Municipal de Silves.

Esta votação da CDU traduz de forma expressiva não só uma exigência de mudança na política autárquica regional e uma clara condenação à política de direita deste e de outros governos, mas também, um reconhecimento da combativa e persistente intervenção política do PCP na região, e do projecto autárquico da CDU, baseado no trabalho, na honestidade e competência que o caracterizam.

2- A contundente derrota obtida pelos partidos que suportam o governo – PSD e CDS - nestas eleições, com a perda de várias maiorias em Câmaras Municipais, assim como, a perda de mais de 20 mil votos da parte do PS (apesar de face aos resultados do PSD ter aumentado o número de câmaras municipais) traduz, para além de uma expressiva condenação por parte da população à política do Governo de Passos Coelho e Paulo Portas uma clara redução da base social de apoio aos partidos da política de direita (incluíndo o PS) que nos últimos dois anos entregaram o país aos braços da troika.

3- Face a estes resultados que envolvem uma ainda maior responsabilidade do PCP e dos eleitos da CDU perante as populações, a DORAL do PCP saúda todos os militantes do PCP, assim como as centenas de candidatos da CDU (muitos deles independentes) pela intensa intervenção desenvolvida ao longo dos últimos meses, em múltiplas tarefas, incluíndo a campanha eleitoral.

Conscientes que estes resultados deram mais força à justa aspiração de uma ruptura com o rumo de desastre nacional que está em curso, o PCP reafirma uma vez mais o seu compromisso para com os trabalhadores e as populações do Algarve em defesa da melhoria das suas condições de vida, do poder local democrático, do emprego com direitos, dos salários e das pensões, do aparelho produtivo, dos direitos dos trabalhadores, dos serviços públicos, da justiça social, do desenvolvimento da região, dos ideais de Abril.

Uma intervenção que irá prosseguir e intensificar-se nos próximos tempos, designadamente por via do desenvolvimento da luta pela derrota deste governo e desta política e que terá no próximo dia 19 de Outubro, na “Marcha por Abril, contra a exploração e o empobrecimento” que a CGTP-IN marcou para a ponte 25 de Abril, um momento de grande vigor, na qual os comunistas se empenharam para uma grande mobilização a partir do Algarve.

O Secretariado da DORAL do PCP

terça-feira, 3 de setembro de 2013

FESTA DO AVANTE! 2013

Festa do Avante!
                    
Não há festa como esta
                          
Compra já a tua EP !
tel 966515203



sábado, 10 de agosto de 2013

JERÓNIMO DE SOUSA NO ALGARVE


Jerónimo de Sousa em iniciativas 
no Algarve a 11 de Agosto

                                        
Inserido na intervenção geral do PCP e na preparação das eleições autárquicas do próximo dia 29 de Setembro, Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP, participará em duas iniciativas da CDU que se realizarão no próximo dia 11 de Agosto.
                     
No parque de merendas de Monte Gordo, concelho de Vila Real de Santo António, Jerónimo de Sousa participará pelas 13 horas num almoço/convívio da CDU e à noite, na Escola EB1 de Silves, pelas 20:30, participará num jantar da CDU neste concelho.


Ambas as iniciativas decorrem num momento em que se avoluma o descrédito e a insustentabilidade de um governo que, servindo os mais ricos e poderosos, age contra os interesses da região, do país e do povo português e onde, as próximas eleições autárquicas constituem uma dupla oportunidade para eleger no plano local homens e mulheres da CDU – que concorrrem a todos os concelhos e a todas as freguesias do Algarve - comprometidos com os interesses das populações e para afirmar no plano mais geral uma inequívoca vontade de mudança no país.


O Secretariado da Direcção da Organização Regional do Algarve

sábado, 27 de julho de 2013

FESTA DO AVANTE 2013


Apresentação da edição de 2013

 da Festa do «Avante!»

                                        

Conferência de Imprensa, Alexandre Araújo, membro do Secretariado do Comité Central do PCP, Lisboa

                   
A Festa do «Avante!» realiza este ano a sua 37ª edição que terá lugar nos dias 6, 7 e 8 de Setembro de 2013, na Quinta da Atalaia, Amora, Seixal.
Momento alto da actividade e intervenção do PCP, a Festa do «Avante!» é um acontecimento incontornável pela sua dimensão e impacto na vida política e cultural do País.

A Festa do «Avante!», grande realização popular e de massas, é expressão dos valores de Abril, festa que valoriza a cultura e as diversas expressões de arte, onde tem espaço e expressão o que de melhor se faz no nosso país, onde se vivem e projectam os valores da liberdade, da solidariedade e da paz, que valoriza e dá força à luta dos trabalhadores e do povo português por uma sociedade mais justa.

A Festa do «Avante!» é resultado de uma intensa e empenhada intervenção das organizações e militantes do PCP e da JCP que, ao mesmo tempo que asseguram a actividade e intervenção do PCP na vida política nacional, que preparam as eleições autárquicas, estão a construir a Festa do «Avante!», na Quinta da Atalaia e por todo o país, garantido a multiplicidade de aspectos indispensáveis para assegurar o seu êxito.

A Festa do «Avante!» terá este ano, no plano político, como elementos centrais a luta contra a política de direita e o Pacto de Agressão, por uma política e um Governo patrióticos e de esquerda, as eleições autárquicas e o centenário de Álvaro Cunhal.
As comemorações do centenário de Álvaro Cunhal, terão múltiplas e diversificadas expressões em toda a Festa.

No Pavilhão Central uma grande Exposição – Álvaro Cunhal, Vida pensamento e luta: exemplo que se projecta na actualidade e no futuro – tendo por base a que esteve patente no Pátio da Galé em Lisboa, onde foi visitada por mais de 20 mil pessoas, permitirá aos visitantes da Festa do «Avante!» conhecerem melhor a vida, o pensamento e a luta daquela que é a personalidade que, no século XX e início do século XXI, mais se destacou, em Portugal, na luta pela emanciação social, pela liberdade, a democracia e o Socialismo.
Integra também as comemorações do centenário o concerto sinfónico que abre na 6ªfeira o Palco 25 Abril. No Espaço das Artes plásticas uma importante mostra de obras de pintura e desenho de Álvaro Cunhal, algumas das quais inéditas e mostradas ao publico pela 1ª vez. Ainda no Avanteatro a presença da peça “Um dia os réus serão vocês: o julgamento de Álvaro Cunhal” pela Companhia de Teatro de Almada e a adaptação do conto infantil “Os Barrigas e os Magriços” pelo Teatro Forúm de Moura e no CineAvante a presença do filme “5 dias, 5 noites” de José Fonseca e Costa, baseado na obra de Manuel Tiago.

Na Festa do Livro o destaque para a presença da Fotobiografia de Álvaro Cunhal, que será lançada a 22 de Agosto e que, ao longo das suas quase 300 páginas e 860 fotografias e imagens, percorre os grandes momentos da vida e intervenção de Álvaro Cunhal da história do PCP, de Portugal e do mundo entre 1913 e 2005.
A Festa do «Avante!» constituirá um importante momento de arranque para a fase final da preparação das eleições autárquicas de 29 Setembro.

Na Festa do «Avante!» terão visibilidade as lutas das populações em defesa dos serviços públicos, da água pública, a luta contra a extinção de milhares de freguesias, lutas que tiveram na intervenção do PCP e da CDU um elemento essencial da sua dinamização.
A Festa do «Avante!» constituirá um espaço privilegiado para o contacto directo com o trabalho da CDU. Pelo seu percurso de trabalho, honestidade e competência, o reforço da CDU constitui um factor essencial não só para garantir mais capacidade na resolução dos problemas, mas também para dar voz à defesa do povo e dos seus direitos, mais força na luta por uma vida melhor num Portugal com futuro.

A Festa dará também expressão à exigência da dissolução da Assembleia da República e da demissão do Governo PSD/CDS, à luta pela rejeição do Pacto de Agressão e pela derrota da política de direita e pela afirmação de uma política e um Governo patrióticos e de esquerda. Intervenção na qual o PCP continua empenhado e para a qual a Festa do «Avante!» contribuirá com a força da sua realização.
Uma Festa que ganha dimensão pela intensa actividade e intervenção política nas dezenas de debates, nas exposições, na presença solidária de dezenas de delegações de partidos comunistas e outras forças progressistas de todo o mundo, na abertura e no grande comício de domingo.

Que ganha dimensão também pela sua diversidade, pela multiplicidade de expressões culturais e artísticas, do cinema ao teatro, das artes plásticas à ciência, ao desporto, do livro e ao disco, à presença de produtos regionais e da gastronomia nacional e onde podemos ainda destacar:
A exposição do espaço Ciência- “Fazer Contas à vida – pensar e agir!” este ano dedicada à matemática.
A realização da XVIII Bienal de Artes Plásticas, aberta a todas as obras e disciplinas artísticas consideradas património do desenvolvimento das artes plásticas com mais de 100 participantes e 200 obras.
A presença no CineAvante do cinema português com “Tabu” de Miguel Gomes e “É na terra não é na lua” de Gonçalo Tocha.

O maior encontro desportivo de carácter informal e festivo com milhares de participantes em dezenas de modalidades como o atletismo na corrida da Festa, futsal, voleibol, andebol, hóquei em patins, aeromodelismo, aeróbica, ginástica, desporto adaptado, yoga, boccia, xadrez, matraquilhos, malha tradicional, malha corrida, chinquilho e outros jogos tradicionais, boxe, kickboxing e capoeira, patinagem artística, danças de salão e hip-hop, slide e parede de escalada.
De entre os mais de 10 palcos e outros espaços de animação, uma referência ao Palco Novos Valores, por onde passarão as bandas vencedoras dos concursos promovidos pela JCP em todo o País e que envolveram dezenas de bandas, com centenas de músicos e a participação de milhares de jovens.

A Festa do «Avante!», obra dos comunistas portugueses, de que nos orgulhamos, que mostra o que de melhor há na política, é a Festa de Abril, é uma Festa aberta a todos. É a Festa da juventude, dos trabalhadores e do Povo português.

Uma Festa que, constituindo já uma tradição, constantemente se renova, permitindo que de ano para ano se reencontrem todas aquelas características que lhe conferem uma identidade especial e única, e ao mesmo tempo novidades que justificam uma nova presença.

PS, PSD E CDS CHUMBAM PROPOSTAS DO PCP NA AR



PS, PSD e CDS votam contra a 
proposta do PCP de abolição 
de portagens na Via do Infante
                                                                          
Ontem, em sessão plenária da Assembleia da República, foram votados os Projetos de Resolução do PCP  sobre a abolição das portagens na Via do Infante e sobre a conclusão urgente das obras de requalificação da EN 125. Votaram contra a abolição das portagens o PSD e o CDS (incluindo os deputados destes partidos eleitos pelo Algarve) e ainda o PS. Contra o segundo projeto de resolução votaram o PSD e o CDS (incluindo os deputados destes partidos eleitos pelo Algarve).

O Projeto de Resolução n.º 777/XII/2.ª recomenda ao Governo a imediata abolição da cobrança de taxas de portagem em toda a extensão da Via Infante de Sagres - A22, desde a Ponte Internacional do Guadiana até Lagos/Bensafrim.

O Projeto de Resolução n.º 778/XII/2.ª recomenda ao Governo que:
· Adote as medidas necessárias para que, no âmbito da subconcessão do Algarve Litoral, sejam retomadas rapidamente as obras de requalificação da EN 125;
· Incumba a empresa Estradas de Portugal de proceder à construção dos lanços retirados da subconcessão Algarve Litoral em outubro de 2012, nomeadamente, variante de Odiáxere, variante de Olhão, variante de Luz de Tavira e variante à EN 2 entre Faro e S. Brás de Alportel;
· Proceda à renegociação do contrato da subconcessão do Algarve Litoral, de modo a reduzir a taxa interna de rendibilidade da subconcessionária, garantindo, por essa via, uma diminuição dos encargos do Estado ao longo da vida da subconcessão.

O PS, o PSD e o CDS, preocupados apenas em defender os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros que exploram as concessões rodoviárias, não hesitaram, uma vez mais – recorde-se que foi a 5ª vez que o PCP apresentou esta proposta –, em castigar o Algarve e os algarvios.

No Algarve, estes três partidos da troica interna manifestam a sua preocupação pelos efeitos profundamente negativos que a introdução de portagens na Via do Infante, assim como o atraso nas obras de requalificação da EN 125, têm na economia regional e na qualidade de vida dos cidadãos, mas em Lisboa, na Assembleia da República, votam sistematicamente contra todas as propostas que visam resolver estes problemas.

O PCP não pode deixar de denunciar veementemente a hipocrisia política de quem no Algarve diz uma coisa, mas na Assembleia da República faz o seu oposto.

O PCP reafirma a sua determinação na luta pela abolição das portagens na Via do Infante e pela conclusão das obras de requalificação da EN 125, confiante que a luta dos trabalhadores e das populações derrotará – mais cedo do que tarde – uma política de direita que não serve os interesses do Algarve e dos algarvios.


Faro, 25 de julho de 2013


segunda-feira, 8 de julho de 2013

ENCONTRO DO PCP COM O PRESIDENTE DA REPÚBLICA



Sobre o encontro do PCP

 com o Presidente da República

                        



A pedido do Presidente da República, realizou-se hoje um encontro com uma delegação do PCP, composta pelo seu Secretário-geral, Jorge Cordeiro e Fernanda Mateus (membros da Comissão Política do CC).

No final do encontro, em declarações à comunicação social, Jerónimo de Sousa afirmou que foi transmitida a posição de fundo do PCP, perante a crise social, económica e política, perante um governo inevitavelmente enfraquecido e derrotado, de exigência e necessidade de demitir o Governo, convocar eleições e dissolver a Assembleia da República.

O Secretário-geral do PCP sublinhou que “Esta proposta parte da realidade nacional, dos problemas que estão colocados ao nosso país, ao nosso povo”, relembrando o Presidente da República que, há sete meses atrás, o PCP afirmou, no encontro de então, que “estaríamos a caminhar para o desastre, a continuar esta política, este Pacto de Agressão, e passados sete meses, a vida deu razão ao PCP. Vivemos uma situação insustentável, no plano económico e social, agravada agora com estes últimos acontecimentos”. 

O Secretário-geral do PCP referiu que não se trata da mera demissão de Vítor Gaspar ou de Paulo Portas, mas “da afirmação do falhanço desta política”, salientando a cumplicidade do Presidente da República, caso permita o prosseguimento desta política e das suas consequências, lembrando que é no povo que reside a soberania. Jerónimo de Sousa terminou com a afirmação de que é urgente uma nova política, patriótica e de esquerda.

terça-feira, 2 de julho de 2013

PCP- INICIATIVAS LEGISLATIVAS



PCP apresenta iniciativas legislativas sobre a abolição de portagens na Via do Infante e a conclusão das obras de requalificação da EN 125
                                            

O Grupo Parlamentar do PCP apresentou na Assembleia da República, no passado dia 26 de junho, dois projetos de resolução: um sobre as portagens na Via do Infante e outro sobre as obras de requalificação da EN 125 (em anexo).
                                      
O Projeto de Resolução n.º 777/XII/2.ª recomenda ao Governo a imediata abolição da cobrança de taxas de portagem em toda a extensão da Via Infante de Sagres - A22, desde a Ponte Internacional do Guadiana até Lagos/Bensafrim.

O Projeto de Resolução n.º 778/XII/2.ª recomenda ao Governo que adote as medidas necessárias para que, no âmbito da subconcessão do Algarve Litoral, sejam retomadas rapidamente as obras de requalificação da EN 125, que incumba a empresa Estradas de Portugal de proceder à construção dos lanços retirados da subconcessão Algarve Litoral em outubro de 2012, e que proceda à renegociação do contrato da subconcessão do Algarve Litoral, de modo a reduzir a taxa interna de rendibilidade da subconcessionária, garantindo, por essa via, uma diminuição dos encargos do Estado ao longo da vida da subconcessão.

O PCP já havia apresentado, ao longo da presente legislaturas, várias propostas no sentido da abolição de portagens na Via do Infante, nomeadamente em junho e dezembro de 2011 e em maio e junho de 2012, tendo todas estas iniciativas legislativas sido rejeitadas com os votos conjugados do PSD, PS e CDS. Não se resignando com uma medida com consequências tão negativas para a economia regional e para os algarvios, o Grupo Parlamentar do PCP torna a levar este assunto ao Parlamento, convicto que a introdução de portagens na Via do Infante foi um clamoroso erro, que urge corrigir.



A cobrança de portagens na Via do Infante tem suscitado um generalizado repúdio por parte das populações, das autarquias e das associações empresariais do Algarve. Perante esta realidade, alguns setores da sociedade algarvia têm avançado, esporadicamente, com propostas de alteração do modelo de cobrança, de redução dos valores portagens ou de suspensão da cobrança de portagens nos períodos de maior movimento turístico. Para o PCP, a única solução que defende os interesses do Algarve e dos algarvios é a abolição de portagens na Via do Infante.


As obras de requalificação da EN 125, atribuídas em abril de 2009 à empresa Rotas do Algarve Litoral, deveriam ter sido concluídas em 2011/2012. Contudo, estas obras sofreram grandes atrasos, tendo sido suspensas em março de 2012. Esta circunstância, aliada ao facto de a introdução de portagens na Via do Infante ter provocado um aumento muito significativo do tráfego na EN 125, degradou a qualidade de vida das populações cujas povoações são atravessadas por esta estrada, prejudicou gravemente a economia regional e, em particular, o setor da construção civil e o turismo, contribuindo para agravar ainda mais a profunda crise que assola o Algarve.

Em outubro de 2012, a Estradas de Portugal renegociou com a empresa Rotas do Algarve Litoral o contrato da subconcessão Algarve Litoral. Desta renegociação não resultou qualquer alteração da taxa interna de rendibilidade da subconcessionária Rotas do Algarve Litoral, limitando-se o Governo a reduzir os encargos com a subconcessão à custa da eliminação de obras inicialmente previstas e da transferência de futuros trabalhos de manutenção e reparação para a empresa Estradas de Portugal. Esta renegociação não serviu o interesse público! O que se impunha era uma renegociação que, mantendo as todas obras inicialmente previstas, reduzisse a taxa de rendibilidade do subconcessionária, poupando, desta forma, muitas centenas de milhões de euros ao longo da vida da subconcessão.

Em maio de 2012, o Grupo Parlamentar do PCP questionou o Governo sobre a suspensão das obras de requalificação da EN 125 (pergunta n.º 2896/XII/1ª), tendo o Governo, na sua resposta, informado que "a conclusão das obras de requalificação da EN 125 e da ligação S. Brás de Alportel está prevista para Abril de 2013". Abril de 2013 chegou e passou e as obras de requalificação da EN 125 continuam suspensas, mantendo o Governo um silêncio de chumbo sobre o assunto. Assim, o Grupo Parlamentar decidiu levar este assunto a discussão na Assembleia da República, exigindo ao Governo que concretize todas as obras inicialmente previstas na EN 125 e nas respetivas estradas de acesso/ligação, assim como diligencie para a rápida conclusão das obras neste importante eixo rodoviário.





sábado, 29 de junho de 2013

GREVE GERAL NO ALGARVE

Dados sobre a Greve Geral no Algarve
                                     
Trabalhadores e população do Algarve 
dizem não a esta política e este governo
                          


DECLARAÇÃO DE JERÓNIMO DE SOUSA



Greve Geral de 27 de Junho de 2013:  

 abalo irreparável no Governo PSD/CDS-PP

                                                                               
1. A grande Greve Geral de hoje, com uma extraordinária adesão dos trabalhadores e uma convergência e apoio generalizado, expressos na opinião e nas ruas, constitui uma indiscutível manifestação da vontade de mudança e uma enorme demonstração de força dos trabalhadores e do povo português.

2. A Greve Geral de hoje evidencia quatro aspectos fundamentais:

Primeiro. A Greve Geral constitui um abalo irreparável no Governo PSD/CDS-PP e na sua política, um governo e uma política fora da lei, à margem e contra a Constituição da República, sem legitimidade e desacreditados. A partir de hoje a questão não é se o Governo vai ser derrotado. É a de prosseguir e intensificar a luta para acelerar o momento da sua derrota, libertando o País da sua política desastrosa.

Segundo. A Greve Geral constitui uma indesmentível exigência da rejeição da política de direita, dos PEC, do Pacto de Agressão subscrito pelo PS, PSD e CDS-PP com a União Europeia, o BCE e o FMI, do rumo de desastre nacional, de agravamento da exploração, empobrecimento, recessão, desemprego, ataque às funções sociais do Estado, aos serviços públicos, à democracia e à soberania nacional.

Terceiro. A Greve Geral constitui uma demonstração inequívoca de rejeição e de determinação, para enfrentar e derrotar o programa de medidas que visa uma nova diminuição dos salários e de outras remunerações, o aumento da precariedade, a facilitação dos despedimentos, incluindo a tentativa de dezenas de milhares de despedimentos na Administração Pública, o aumento do horário de trabalho, o aumento da idade da reforma, novas penalizações na protecção social, com menos apoio na doença e no desemprego, uma redução ainda maior do valor das reformas e pensões.

Quarto. A Greve Geral constitui uma inquestionável afirmação de participação, elevação de consciência social e de classe, força, dignidade e vontade de mudança, de quem não se resigna, nem se cala, perante a destruição das suas vidas e do país, de exigência de um futuro digno para as gerações actuais e para as gerações futuras, pelo emprego, os salários, os direitos, a contratação colectiva, a segurança social e os serviços públicos, pela demissão do Governo, a realização de eleições antecipadas, por uma política alternativa, por um Portugal com futuro.

3. A Greve Geral de hoje, uma das maiores de sempre, teve uma grande adesão e uma profunda repercussão na vida nacional, em todo o País e nos diversos sectores de actividade, na indústria, nos serviços, no sector privado e no sector público.

Na indústria com a paralisação de muitas empresas, total ou quase total, como o Arsenal do Alfeite, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Lisnave Mitrena, a Browning, a Sakthi, a Autoeuropa e o respectivo parque industrial, a Visteon, a Exide/Ex-Tudor, a Kemet, a Jadoibéria, a Grosbecker, a Mitsubishi, a Petrogal (Sines), a Dyrup, a Inapal, a Renault/Cacia, a Centralcer, a Kraft, a Parmalat, a Renoldi, a Cofinca, a Paulo Oliveira, a S. Gobain, cerâmica da Abrigada, a Valorsul, a INCM, entre tantas outras.

Nas Pescas com a paralisação generalizada das lotas e frotas de pesca.

Nos transportes com a paralisação total ou praticamente total da CP, CP Carga, Refer, EMEF, do Metropolitano de Lisboa, do Metro Sul do Tejo, do Metro do Porto, da Soflusa, da Transtejo, da Atlantic Ferries, dos STCP, dos transportes urbanos, em particular, de Braga, Guimarães, Coimbra e Barreiro, elevadíssimas adesões na Carris, nos TST, Transdev e, em geral, nos transportes privados de passageiros. Verificou-se a paralisação da generalidade dos portos marítimos nacionais. Nos transportes aéreos significativas adesões, designadamente nos sectores de terra (manutenção e handling) e impacto na operação aeroportuária.

Nos Correios, traduzida em particular por uma massiva adesão dos trabalhadores dos CTT e forte incidência em outras empresas.

Na Administração Pública verificou-se uma muito forte participação. Na saúde com expressões na generalidade dos hospitais e centros de saúde. Na educação em geral e no ensino superior. Na segurança social, na justiça, nas finanças e em outros serviços.

Na administração local nas diversas áreas desde a paralisação total ou quase total na recolha dos resíduos sólidos, à muito forte adesão nos serviços municipalizados e conjunto da actividade das autarquias.
Nos serviços são de salientar a dimensão das adesões verificadas na grande distribuição comercial, numa clara progressão de adesões neste sector, como é exemplificado pela cadeia Moviflor, e um significativo número de superfícies comerciais e lojas, na hotelaria e cantinas, no sector financeiro com centenas de balcões encerrados ou fortemente afectados, e na área de equipamentos e estruturas sociais designadamente das IPSS e Misericórdias.

Uma greve com forte expressão em muitas outras áreas como se verifica no sector das artes e do espectáculo, na comunicação social, evidenciado com adesões diversificadas e uma expressiva participação dos trabalhadores da Lusa.

Relevante é o facto de muitos trabalhadores com vínculos precários terem feito greve pela primeira vez.
Destaca-se desta jornada de luta a participação de muitos milhares de pessoas nas mais de 50 manifestações e concentrações realizadas, revelando um grande apoio e participação do povo português.

4. O PCP saúda os trabalhadores portugueses pela sua participação nesta jornada de luta, tanto mais significativa quanto se verifica numa situação marcada pelo desemprego, com um milhão e quinhentos mil trabalhadores desempregados, pela precariedade, pelas dificuldades económicas, por inúmeras ameaças e acções repressivas. Os trabalhadores afrontaram o medo, aderiram massivamente à Greve Geral, numa enorme demonstração de coragem e determinação, na defesa dos seus interesses e direitos, dos anseios do povo português, do futuro de Portugal.

O PCP saúda a CGTP-IN, a grande central sindical dos trabalhadores portugueses, que tomou a iniciativa de convocar a Greve Geral, as mais diversas estruturas e organizações que a ela se associaram, os milhares de dirigentes e activistas que com a sua consciência de classe, a sua dedicação, persistência, combatividade e coragem, no trabalho de esclarecimento e mobilização prévio, em piquetes de greve nas suas empresas e locais de trabalho e junto delas, criaram condições para o êxito desta grande jornada de luta dos trabalhadores e do povo português.

5. Portugal falou. Os trabalhadores, os desempregados, os reformados e pensionistas, as jovens gerações, o povo português, fizeram ouvir a sua voz face ao grande capital nacional e transnacional e aos seus representantes políticos no País e no mundo.

O PCP reafirma a necessidade e a urgência de pôr fim à política de direita que sucessivos governos têm aplicado e ao rumo de desastre nacional para que estão a empurrar o País. O PCP reafirma a sua confiança na necessidade e possibilidade de concretização de uma política patriótica e de esquerda e de um governo que a concretize.

O futuro do País está nas mãos dos trabalhadores e do povo, usando todos os direitos que a Constituição da República Portuguesa consagra, com o prosseguimento e intensificação da luta pelos seus interesses e direitos, pelos valores de Abril no futuro de Portugal.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

GREVE GERAL 27 DE JUNHO 2013

GREVE GERAL
27 de JUNHO
                                     

Acompanhar aqui a evolução da Greve
 no Algarve: 
                            
no País: 
                          
Concentração em Portimão ás 15:30
na Alameda - Praça da República

quarta-feira, 26 de junho de 2013

APELO AOS TRABALHADORES E AO POVO PORTUGUÊS



Comunicado da Comissão Política do Comité Central do PCP

                                          

Apelo aos trabalhadores e ao povo português

                                            


A Comissão Política do Comité Central do PCP apela aos trabalhadores e ao povo português para uma grande participação na Greve Geral da próxima quinta-feira, dia 27 de Junho, convocada pela CGTP-IN e que congrega um apoio crescente e generalizado.
                                              
É hora de dizer Basta!

Basta à política de direita praticada nos últimos 37 anos que empurrou Portugal para o declínio.

Basta à política dos PEC e ao Pacto de Agressão, subscrito por PS, PSD e CDS, que acentua todos os dias a degradação da situação do País, aumenta a exploração dos trabalhadores, o retrocesso social e o declínio nacional, compromete a vida de milhões de portugueses, o futuro do País e das novas gerações.
Basta de desemprego que atinge mais de um milhão e meio de trabalhadores e da recessão económica que se aprofunda.

Basta de diminuição dos salários e de outras remunerações, de aumento da precariedade, de facilitação dos despedimentos, incluindo a tentativa de dezenas de milhares de despedimentos na Administração Pública, de aumento do horário de trabalho, ao aumento da idade da reforma, de novas penalizações na protecção social com menos apoio na doença e no desemprego, de uma redução ainda maior do valor das reformas e pensões.

Basta de medidas dirigidas contra os trabalhadores, os reformados e a população que atingem a vida de centenas de milhar de famílias, arruínam milhares de PME, afundam ainda mais a economia nacional.

Basta de privatizações, desmantelamento das funções sociais do Estado, em particular o Serviço Nacional de Saúde, a Escola Pública e da segurança social.

Basta de exploração, corrupção, compadrio, tráfico de influências, de uso dos dinheiros públicos para enriquecimento pessoal e promiscuidade entre interesses políticos e económicos.

Basta de política de direita, ao Pacto de Agressão, que não visam outra coisa senão favorecer os interesses do grande capital nacional e transnacional.

Tudo o que estão a impor visa acumular os lucros da capital financeiro, saquear os recursos nacionais, ao mesmo tempo que afunda ainda mais o País. O Governo PSD/CDS age à margem e contra a Constituição da República. É um governo e uma política que estão a mais.
Em cada dia que passa é cada vez mais evidente a urgência de interromper este rumo para o desastre económico e social. É necessária e inadiável a demissão do Governo, a realização de eleições antecipadas para a Assembleia da República, a rejeição do Pacto de Agressão e a ruptura com a política de direita. É possível concretizar uma política e um governo patrióticos e de esquerda.

A Greve Geral do próximo dia 27 de Junho é uma oportunidade para dizer Basta.

Uma afirmação de dignidade e vontade de mudança.

Uma expressão de vontade e de determinação de todos quantos exigem um futuro digno para si e para as gerações futuras.
A Comissão Política do Comité Central do PCP apela para que, com a adesão à Greve Geral, cada um faça ouvir a sua voz, e afirme com a sua determinação que há um País que não se resigna, nem se cala perante o roubo dos salários e rendimentos, perante a liquidação de direitos sociais e injustiças.
Apelamos a que cada um faça ouvir a sua voz, com a sua participação nas concentrações e manifestações convocadas pela CGTP-IN em todo o País, a exigência de um futuro melhor.

Pelo emprego, os salários, os direitos, a contratação colectiva, a segurança social e os serviços públicos.
Contra a exploração e o empobrecimento.

Pela demissão do Governo, a realização de eleições antecipadas, pela mudança de política, por um Portugal com futuro.

Ver aqui: http://www.pcp.pt/apelo-aos-trabalhadores-e-ao-povo-portugu%C3%AAs

segunda-feira, 24 de junho de 2013

DESFILE DO PCP EM FARO




Direcção da Organização Regional do Algarve 

                  
 Desfile do PCP exige demissão do Governo 

e apela à Greve Geral
                                        
No dia em que se assinalaram dois anos de Governo PSD/CDS, cerca de duas centenas de comunistas e de outros democratas, desfilaram na baixa de Faro exigindo a demissão do Governo, eleições antecipadas e a concretização de uma política patriótica e de esquerda que responda aos problemas e às aspirações dos trabalhadores e do povo português.

Na capital do desemprego – o Algarve é a região do país com a mais elevada taxa de desemprego – foi exigido o fim das portagens na Via do Infante (medida que uniu e une o PS, o PSD e o CDS), o aumento dos salários e das pensões, a defesa da produção regional e nacional rompendo com uma política que, na região, apenas apostou no turismo e na especulação imobiliária. Foi ainda denunciada a situação de crescente exploração dos trabalhadores Algarvios – particularmente na hotelaria e no comércio -, a perseguição aos mariscadores e viveiristas que ganham o pão na Ria Formosa, a destruição de serviços públicos como nos correios e na saúde, a extinção de várias freguesias, o empobrecimento de milhares de idosos, a ruína de muitos micro e pequenos empresários que são também vítimas da política de direita.

Saudou-se ainda, nas duas intervenções realizadas – por Botelho Agulhas do Comité Central e por Vasco Cardoso da Comissão Política e responsável pela DORAL – as muitas lutas travadas no Algarve ao longo deste ano, apelando-se simultâneamente a uma ampla e combativa participação na Greve Geral do próximo dia 27 de Junho, convocada pela CGTP-IN. Assinalados que foram estes dois desastrosos e penosos anos de Governo PSD/CDS, ficou claro que, com excepção do grande capital que tem enchido os bolsos à conta desta política, é impensável para o povo português suportar mais dois anos com este governo e com esta política.

Nesta iniciativa participaram ainda vários independentes, que estão empenhados na afirmação da CDU como a alternativa à desastrosa gestão autárquica que PS, PSD e CDS têm promovido nas 16 câmaras municipais do Algarve e deu-se força a essa importante batalha política e eleitoral que será determinante para derrotar um governo ilegítimo e cada vez mais isolado.


O Secretariado da Direcção da Organização Regional do 
Algarve do PCP

 
Design por Free WordPress Themes | Adaptado para Blogger por Lasantha - Premium Blogger Themes | Amostras gratuitas por Mail