Porquê este blogue?

Num tempo muito inquietante, marcado por uma forte ofensiva ideológica, com a qual os média dominantes fazem chegar todos os dias a milhões de pessoas a desinformação organizada com o objectivo de servir e defender os interesses do grande capital, a leitura e divulgação de informação progressista e revolucionária é crucial para todos os que assumem como referência maior os valores e ideais de ABRIL!

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

COMUNICADO DA COMISSÃO CONCELHIA

Comunicado
                                           
Acontecimentos dos ultimos dias, em que por falta de médicos, houve doentes no Hospital de Lagos que tiveram esperas de atendimento nas urgências que chegaram a 13 horas, revelam o crescente agravamento das condições nos serviços de saúde deste Hospital que serve as populações não só de Lagos como também dos Concelhos vizinhos de Vila do Bispo e Aljezur.

Os problemas destas populações, e dos trabalhadores do Hospital, são o resultado da politica deste governo PSD/CDS, cujo indiscutível objectivo é a destruição do Serviço Nacional de Saude, como tem sido denunciado publicamente pelo PCP.
A realidade é que os doentes daqueles Concelhos encontram situações de atendimento e tratamento cada vez piores, sendo enviados para Faro para valências e especialidades que, sem razão e em prejuízo do publico, foram retiradas de Lagos e de Portimão.

Além das dificuldades e problemas relacionados com a falta de profissionais e de retirada de serviços nos Hospitais, acresce ainda  ser cada vez pior a situação de carências de material médico e cirúrgico e de medicamentos, nomeadamente para doentes crónicos e oncológicos, havendo até envio de doentes para exames de diagnóstico em Sevilha.

O PCP chama a atenção e apela a que as populações e as autarquias locais protestem contra esta situação e exijam que seja reposto o Serviço Nacional de Saude a funcionar com eficácia, com as devidas condições de trabalho para todos os profissionais de saúde, com o cumprimento da Constituição da Republica e, como objectivo principal, com o devido respeito pela saúde das populações.

A Comissão Concelhia de Lagos do PCP


Lagos, 13.Janeiro.2014

sexta-feira, 24 de maio de 2013

SOBRE A FUSÃO DOS HOSPITAIS ALGARVIOS


PCP exige revogação imediata da decisão 
do Governo de fundir os hospitais do Algarve
                          

Inserida numa política de agressão aos direitos dos trabalhadores e do povo português, onde
se inclui a tentativa de desmantelamento do Serviço Nacional de Saúde, o governo
PSD/CDS decidiu fundir os hospitais de Faro, Portimão e Lagos numa única estrutura – o
Centro Hospitalar do Algarve. Uma decisão que merece as seguintes apreciações e
iniciativas do PCP:

1- A vida tem provado que a centralização de serviços de saúde levada a cabo por
sucessivos governos tem tido consequências muito negativas para as populações,
especialmente das regiões menos povoadas, pondo em causa o direito à protecção da
saúde, consagrado na Constituição da República Portuguesa. As consequências desta
política são evidentes: mais dificuldades no acesso aos cuidados de saúde; degradação da
qualidade dos serviços prestados; custos mais elevados para os utentes e para o Estado;
desvalorização da função social e profissional dos trabalhadores da saúde.

2- Quando se exigia que se colmatassem valências que estão em falta nos hospitais
algarvios, que se reforçasse e rejuvenescesse o corpo clínico ou ainda que se concretizasse
a velha e justa aspiração da construção do Hospital Central do Algarve e do novo Hospital de
Lagos, o Governo PSD/CDS, avança com esta decisão com o único e cristalino objectivo de
cortar despesa – não confundir com os milhões que continuam a ser entregues aos grupos
económicos com interesses no sector da saúde – nem que seja à custa de vidas humanas.
Apesar de toda a demagogia e propaganda difundida nas últimas semanas que, sem
sucesso, procurou justificar esta decisão, a verdade é que caso a fusão vá por diante – com
aberrações como a do funcionamento alternado dos serviços de urgência – o acesso à saúde
de milhares de Algarvios, bem como daqueles que visitam a região ao longo do ano, ficará
ainda mais comprometido.

3- Neste sentido, o PCP, ao mesmo tempo que apela à luta dos utentes, das populações e
dos profissionais de saúde para a defesa do Serviço Nacional de Saúde e contra esta
medida em particular, apresentará no início do mês de Junho na Assembleia da República
um Projecto de Resolução propondo a imediata revogação desta decisão, proposta esta que
será precedida de contactos e visitas (na área da saúde), designadamente ao Hospital de
Portimão no próximo dia 3 de Junho.

4- O PCP denuncia ainda aqueles que, estando há muito comprometidos com a política de
direita e com o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas, procuram na região distanciar-se
de tais medidas, ou não estivéssemos em vésperas de eleições autárquicas. Uma
reconhecida hipocrisia e tentativa de enganar o povo – como se tem visto também no “filme”
das portagens da Via do Infante – que só torna mais necessária e urgente a luta pela
demissão do Governo, por uma ruptura com a política de direita que está a conduzir o país
para o desasastre.

O Secretariado da Direcção da Organização Regional do Algarve do PCP

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

PERGUNTA AO GOVERNO POR PAULO SÁ

Pergunta ao Governo por Paulo Sá                                      

Fusão dos hospitais de Faro, Portimão e Lagos

                                                            


A centralização de serviços de saúde levada a cabo pelo Governo tem tido consequências muito negativas para as populações, especialmente das regiões menos povoadas, pondo em causa o direito à proteção da saúde, consagrado na Constituição da República Portuguesa.                            
As consequências desta política são evidentes: mais dificuldades no acesso aos cuidados de saúde; degradação da qualidade dos serviços prestados; custos mais elevados para os utentes e para o Estado; desvalorização da função social e profissional dos trabalhadores da saúde.
De acordo com informações veiculadas pela comunicação social, o Ministério da Saúde e a Administração Regional de Saúde do Algarve estariam a preparar a fusão dos hospitais de Faro, Portimão e Lagos, intenção, que a confirmar-se, suscita legítimas preocupações com a perda de valências do Hospital de Portimão, com a concentração de utentes em Faro e com o despedimento de profissionais de saúde, entre outras.

Pelo exposto e com base nos termos regimentais aplicáveis, vimos por este meio perguntar ao Governo, através do Ministério da Saúde, o seguinte:

1. Há alguma intenção de proceder à fusão dos hospitais de Lagos, Portimão e Faro?

2.Há algum estudo que fundamente esta intenção? Em caso afirmativo, qual o seu conteúdo e as suas conclusões?

3. Há alguma razão económica que apoie uma eventual fusão?

4.Pode o Governo garantir que não haverá despedimentos resultantes de uma eventual fusão dos hospitais de Lagos, Portimão e Faro?

5.A ser verdade a intenção de fusão, há garantia de que o Hospital de Portimão não perderá valências?

6.Pode o Governo garantir que o Hospital de Faro tem estruturas preparadas para a centralização de algumas valências, com o resultante aumento na concentração de utentes em cuidados de rotina hospitalar?

7.Pode o Governo assegurar o colmatar da ausência de oferta de valências num hospital que até agora delas dispunha?

8.Pode o Governo assegurar que a população da costa vicentina não será mais uma vez penalizada, ao terem de se deslocar a Faro, para terem acesso a cuidados de saúde?
9.Ponderou o Governo o desequilíbrio que uma fusão deste tipo pode gerar na gestão de uma lista de espera, por exemplo, cirúrgica?

10.Pode o Governo assegurar que a população do sotavento algarvio não será penalizada pelo excesso de procura no Hospital de Faro, obrigado então a uma diminuição relativa mas real, na oferta de cuidados de saúde de rotina hospitalar?

11.Em termos de cuidados de urgência, não considera o Governo óbvio o perigo conjugado de um excesso de procura num hospital e a ausência de oferta noutro hospital?

12.Considerou o Governo, os efeitos do envelhecimento de grande número de profissionais médicos, e a sua previsível recusa em efetuar serviços de urgência a mais de 60 km da sua residência?

13.Assume o Governo a responsabilidade pela negligência assistencial numa região como o Algarve, quando deixa erodir os recursos humanos até níveis inimagináveis nos hospitais que integram a estrutura do Serviço Nacional de Saúde no Algarve?

14.Não admite o Governo ser incapaz de gizar uma política de Saúde que assegure a colocação suficiente de profissionais na região?

Ver aqui:http://www.pcp.pt/fus%C3%A3o-dos-hospitais-de-faro-portim%C3%A3o-e-lagos

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Algarve: destruição do Serviço Nacional de Saúde exige denúncia e combate


PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS
        
O Grupo de Trabalho da DORAL do PCP para as questões da Saúde
                       
Algarve: destruição do Serviço Nacional de Saúde
exige denúncia e combate
                                                                                    
1- O PCP vê com crescente preocupação as medidas de destruição do Serviço Nacional de Saúde - SNS levadas a cabo por este governo PSD/CDS, na continuidade de governos anteriores, com particular impacto na região do Algarve que todos os dias vão destruindo o acesso geral, universal e tendencialmente gratuito ao SNS tal como está consagrado na Constituição da Republica.              
O subfinanciamento crónico e progressivo do SNS, a par do aumento dos custos suportados pelos utentes, são o eixo estruturante de uma política de subordinação do sector aos interesses do grande capital .
2- Também o Algarve tem, particularmente nos últimos meses, sido alvo de políticas de cortes financeiros e racionamento que colocam em causa a saúde e a vida dos algarvios. Situação que prevemos que se venha a agravar com a intenção do governo de entregar a gestão das SUB (Serviços de Urgência Básica) a instituições privadas, a que não é alheia a crescente promoção, por parte do Governo e do Presidente da República, das clínicas e hospitais privados que vão proliferando por toda a região.

Ver mais:
Algarve: destruição do Serviço Nacional de Saúde exige denúncia e combate

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

ENCERRAMENTO DOS SUB DE LOULÉ E LAGOS



Encerramento dos Serviços de Urgência Básica de Loulé e Lagos
                          
Uma delegação da Direção Regional do Algarve do Partido Comunista Português, integrando o deputado do PCP eleito pelo Algarve, Paulo Sá, visitou, na passada segunda-feira, dia 30 de julho, o Hospital de Lagos e o Centro de Saúde de Loulé.

                                   


Esta visita, realizada na sequência da divulgação do relatório “Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência” encomendado pelo Governo à Comissão de Reavaliação da Rede Nacional de Emergência/Urgência, permitiu analisar in loco as condições existentes no Hospital de Lagos e no Centro de Saúde de Loulé e, em particular, nos serviços de urgência básica destas unidades de saúde, cujo encerramento é defendido no referido relatório.

Os serviços de urgência básica de Loulé e Lagos constituem o primeiro nível de acolhimento a situações de urgências nos concelhos de Loulé, Lagos, Vila do Bispo e Aljezur, registando um elevado número de atendimentos diários (100 em Loulé e 60 em Lagos). O eventual encerramento dos serviços de urgência lesaria profundamente as populações destes concelhos, além de muitos milhares de turistas que visitam a região algarvia.

Não se descortina para o encerramento dos serviços de urgência básica de Loulé e Lagos qualquer fundamento, além do economicista. O Governo PSD/CDS não vê a saúde como um investimento, não só na vida das pessoas, como também na economia e nas condições de vida e de trabalho. Pelo contrário, vê nos serviços de saúde uma despesa do Estado que é preciso reduzir de forma cega. Tais reduções de despesas traduzem-se numa efetiva redução do direito à saúde, consagrado na Constituição da República, além de favorecerem os interesses privados que atuam neste setor.

O PCP rejeita veementemente o encerramento dos serviços de urgência básica de Loulé e Lagos, defendendo, pelo contrário, mais investimento no setor da saúde na região algarvia, em particular, na construção do Hospital Central do Algarve e do novo Hospital de Lagos.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

ASSEMBLEIA MUNICIPAL - PROPOSTA DA CDU




NÃO AO ENCERRAMENTO DO SERVIÇO DE
URGÊNCIA BÁSICA DO HOSPITAL DE LAGOS E À RETIRADA DA AMBULÂNCIA DE EMERGÊNCIA SIV ESTACIONADA EM LAGOS
                                      
         No passado dia 17 de Julho o Ministro da Saúde apresentou um estudo, encomendado pelo Ministério da Saúde, sobre a Reavaliação da Rede Nacional de Emergência e Urgência no qual prevê o encerramento do Serviço de Urgência Básica do Hospital de Lagos e retirar a ambulância de emergência SIV estacionada em Lagos que serve os concelhos de Lagos, Aljezur e Vila do Bispo.
         O encerramento progressivo dos diferentes serviços do Hospital de Lagos é mais um passo para a desertificação humana e perda de qualidade de vida das populações dos Municípios das Terras do Infante. Com efeito ao longo do tempo já foram encerrados diversos serviços – maternidade, bloco operatório e foram igualmente transferidos para Portimão outras valências que muito falta fazem. Desde  as consultas externas, que neste momento são residuais, à realização de exames complementares de diagnóstico (endoscopias, ecocardiogramas, ecografias) tudo se deixou de puder fazer no Hospital de Lagos.
         Porque aqui onde as distâncias a percorrer são grandes e não há transportes públicos adequados, onde a população é idosa e as pensões baixas, onde o desemprego grassa, a existência de um equipamento com as valências que o Hospital de Lagos tinha, faz toda a diferença. E não só para o concelho de Lagos, mas para os concelhos de Aljezur e Vila do Bispo.       
         Com maus transportes públicos, com grandes distâncias, com estradas difíceis, as populações dos concelhos de Lagos, Aljezur e Vila do Bispo, com o encerramento da Urgência Básica de Lagos, passariam a ter uma assistência de saúde ainda muito pior do que já está.
         Também a Urgência do Hospital de Portimão sofreria com esta decisão. Se neste momento já se espera e desespera tantas vezes 8 e, às vezes, mais horas pelo atendimento com doentes e acidentados em macas nos corredores, esta sobrecarga significaria ainda mais dificuldades no acesso às urgências para todos as populações dos concelhos abrangidos por este Hospital
         O Ministro e o Governo que saibam que, embora ninguém queira, e esperamos que não aconteça, a verdade é que passa a haver o perigo de pessoas morrerem por não poderem aceder aos cuidados de saúde a tempo de ser tratadas.
         Na certeza de que vamos lutar com determinação contra as medidas e decisões lesivas da nossa qualidade de vida, porque estamos empenhados na defesa deste território, porque defendemos o interesse público e os direitos dos cidadãos, queremos que o Governo tenha em conta que existe um país com pessoas, com necessidades e com direitos.

         Face ao exposto o eleito da CDU na Assembleia Municipal de Lagos propõe que:
         A Assembleia Municipal de Lagos reunida no dia 30 de Julho de 2012 delibere:
1.     Manifestar ao Ministro da Saúde o seu mais vivo repúdio e protesto pela proposta de encerramento do Serviço de Urgência Básica do Hospital de Lagos e da retirada da ambulância de emergência SIV estacionada em Lagos.
2.     Apelar a todos  os órgãos Autárquicos, instituições e diversas entidades dos concelhos de Lagos, Aljezur e Vila do Bispo para que manifestem o seu protesto contra mais esta agressão ao Serviço Nacional de Saúde.
3.     Promover em colaboração com os órgãos Autárquicos dos Municípios das Terras do Infante uma petição a entregar na Assembleia da República, contra o encerramento do Serviço de Urgência Básica do Hospital de Lagos e a retirada da ambulância de emergência SIV estacionada em Lagos.
4.     Dar conhecimento desta proposta ao Governo ao Presidente da República, à Assembleia da República a todos os órgãos Autárquicos, instituições e diversas entidades dos concelhos das Terras do Infante e à comunicação social.

         Lagos, 30 de Julho de 2012
                                                                                    O Eleito da CDU

                                                                 José Manuel da Glória Freire de Oliveira


Esta proposta foi aprovada por unanimidade

quinta-feira, 19 de julho de 2012

HOSPITAL DE LAGOS




Comissão Concelhia de Lagos do 
    Partido Comunista Português
                      
                          

NOTA DE IMPRENSA
                                           
O GOVERNO QUER ACABAR

COM O HOSPITAL DE LAGOS
                         
         O Ministro da Saúde do Governo Passos Coelho / PSD / CDS, apresentou no passado dia 17 o estudo para o encerramento das Urgências no Hospital de Lagos.
         Quer dizer, primeiro acabou a MATERNIDADE, depois acabou o BLOCO OPERATÓRIO, agora acabam as URGÊNCIAS depois acaba o HOSPITAL.
         Com maus transportes públicos, com grandes distâncias, com estradas difíceis, as populações dos concelhos de Lagos, Aljezur e Vila do Bispo vão ter uma assistência de saúde ainda pior do que já está.
         As Urgências do Hospital de Portimão já estão sobrecarregadas com doentes e acidentados, esperando horas em macas nos corredores.
         O Ministro e o Governo Passos Coelho / PSD / CDS que saibam que, embora ninguém queira, e esperamos que não aconteça, a verdade é que passa a haver o perigo de pessoas morrerem por não poderem aceder às urgências a tempo de ser tratadas.
         A CDU solicitou ao Presidente da Assembleia Municipal de Lagos  a convocação de uma Sessão Extraordinária para tomar posição acerca deste estudo de encerramento da Urgência do Hospital de Lagos.
         O PCP apela à mobilização dos órgãos autárquicos e das populações dos concelhos de Lagos, Aljezur e Vila do Bispo para que manifestem o seu protesto contra mais esta agressão do Governo Passos Coelho / PSD / CDS contra o Serviço Nacional de Saúde.

Lagos, 18 de Julho de 2012



                                              

quarta-feira, 18 de julho de 2012

ASSEMBLEIA MUNICIPAL - PROPOSTA DA CDU




A SAÚDE É UM DIREITO! SEM ELA NADA FEITO!

                                
Por indicação da Circular Normativa 1/2012 de 17 de Abril, sobre a reorganização da urgência do Hospital de Portimão, foi determinado  que a partir de 1 de Maio os médicos de Medicina Interna do Hospital de Lagos passariam a  reforçar a Urgência de Portimão, passando Lagos somente a ter  médico no serviço de Medicina 3 das 8h às 16h. Em caso de necessidade seria  chamada a VMER.
                                           
Consultas externas em Lagos só há Pediatria, Medicina Interna e Diabetes.

Já há bastante tempo que só há RX e Análises das 8h às 24h e deixaram de se fazer endoscopias e colonoscopias.

No passado dia 15 na Assembleia de Freguesia de Barão S. João, foi informado pelo Presidente da Junta de Freguesia que havia dois meses que o médico não se deslocava à Extensão de Saúde da Freguesia. E que na semana passada quando lá foi, a população ficou sem saber quando voltaria a ter médico.

A população fica assim mais longe dos cuidados de saúde, enfrentando custos e outras dificuldades acrescidas, por exemplo de transportes.

Os sucessivos discursos governamentais de valorização da importância dos cuidados primários de saúde, não têm qualquer correspondência com a realidade em concreto, muito pelo contrário.

O encerramento de unidades de saúde, aprofunda o abandono das populações e do território e promove a desertificação.

Não pode a Assembleia Municipal de Lagos ficar alheia a esta progressiva perda de serviços de saúde no nosso Município.

Assim o eleito da CDU na Assembleia Municipal de Lagos propõe que:

A Assembleia Municipal de Lagos reunida em 25 de Junho de 2012 delibere manifestar ao Conselho de Administração do CHBA e ao ACES do Barlavento a sua apreensão e protesto pelas situações supra identificadas.

Lagos, 25 de Junho de 2012
                                                                                       O Eleito da CDU
 Esta proposta foi reprovada

segunda-feira, 2 de julho de 2012

ASSEMBLEIA MUNICIPAL - PROPOSTA DA CDU




Revogação das Taxas Moderadoras e  
Atribuição do Transporte de Doentes não Urgentes
                                           
O regime das taxas moderadoras imposto pelo Governo PSD/CDS-PP aumentou brutalmente o seu montante. A esmagadora maioria das taxas mais que duplicaram e algumas triplicaram. A taxa moderadora de uma consulta nos cuidados de saúde primários passou de 2,25€ para 5€ ou nas urgências polivalentes passou de 9,60€ para 20€. 
                                                                                     
Criaram ainda novas taxas moderadoras, por exemplo, para as consultas de enfermagem no valor de 4€ nos cuidados de saúde primários e de 5€ ao nível hospitalar e até para as consultas sem a presença de utente – algo inédito! – no valor de 3€. 

Desde a sua criação, as taxas moderadoras nunca serviram para moderar o dito “consumo de cuidados de saúde” pelos utentes, contrariamente ao apregoado pelos sucessivos Governos. Elas na prática constituem, cada vez mais, um obstáculo no acesso dos utentes aos cuidados de saúde que necessitam. 

Os portugueses estão mesmo a deixar de ir a consultas ou tratamentos, porque não têm possibilidade de assumir encargos tão elevados, face aos seus baixos rendimentos. Segundo informação disponibilizada pela Administração Central do Sistema de saúde (ACSS), em Janeiro e Fevereiro de 2012 verificou-se uma redução de 7,6% nas urgências hospitalares, correspondendo a menos 82.279 episódios. 

Tal não se deve à dita “moderação”. Também não se deve ao facto dos utentes recorrerem aos cuidados de saúde primários, dado o encerramento ou redução de horários de funcionamento de valências nos centros de saúde. Esta redução é reflexo do aumento das taxas moderadoras. É do conhecimento geral, que muito utentes, sobretudo idosos, com baixas reformas, não conseguem comprar os medicamentos e adiam as consultas. E, muitas vezes estes utentes quando chegam às urgências hospitalares, já estão numa situação de saúde muito frágil, necessitando de internamento.
Está demonstrado que a cegueira do Governo em cortar na saúde e em transferir os custos da saúde para os utentes, sem promover a saúde, só piora as condições de saúde dos utentes e saí mais cara para o Estado. 

No que respeita às isenções estão ainda por confirmar as estimativas avançadas pelo Governo. O Governo continua a adiar sucessivamente os prazos do período transitório, mas os números que vão sendo conhecidos estão ainda muito aquém dos cerca de 7 milhões de utentes isentos. Acrescem a isto, as injustiças introduzidas nos critérios de isenção. Os doentes crónicos perderam a isenção, passando a estar isentos apenas alguns atos referentes à doença crónica, porque muitos não foram contemplados, como por exemplo os atos para os doentes com hemoglobinopatias ou com fibrose quística. 

Quanto à insuficiência económica são já inúmeros os relatos de famílias com baixos rendimentos, indignadas com o indeferimento do seu pedido de isenção. Por exemplo, um idoso com uma reforma de 571,24€, que inclui a pensão de viuvez no valor de 160€, não teve isenção nas taxas moderadoras, porque o atual modelo considera como rendimento todas as prestações sociais, quando no passado estava isento, porque só era considerado o valor da sua reforma. Ou o exemplo de uma família composta por um adulto e um filho, com rendimento mensal de 703,88€, também viu indeferido o pedido de isenção das taxas moderadoras, porque os filhos não são considerados. 

Estes exemplos, entre muitos outros, põem a nu as injustiças das taxas moderadoras e do modelo de isenção por insuficiência económica, que considera os rendimentos brutos, divide o rendimento total por 12 e não por 14, integra todas as prestações sociais como rendimentos, não tem em conta a dimensão do agregado familiar, nomeadamente no que diz respeito ao número de filhos e até inclui o património. 

Bem pode o Governo afirmar o oposto, mas as taxas moderadoras constituem um copagamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), subvertendo claramente os princípios constitucionais e o espírito inovador do SNS. Mas não é só nas taxas moderadoras que o Governo transfere os custos da saúde para os utentes; o mesmo se verifica ao nível dos transportes de doentes não urgentes.
 A consagração do direito à saúde, universal, geral, independentemente 
das condições socioeconómicas e de qualidade na Constituição da República Portuguesa, e a consequente criação do Serviço Nacional de Saúde proporcionou avanços sem precedentes na saúde dos portugueses. Foi a garantia do acesso aos cuidados de saúde que permitiu a Portugal em poucos anos, colocar-se entre os melhores ao nível da saúde. 

Sendo a saúde um direito que assiste a todos os portugueses, não é compatível com a existência de taxas moderadoras, nem com limitações no acesso aos cuidados de saúde, segundo as condições económicas. Isto é, quem pode pagar tem acesso a todos os cuidados de saúde, enquanto a quem menos tem, só lhe é garantido um pacote mínimo de cuidados.
Em cumprimento dos valores de Abril e dos princípios constitucionais defendemos a revogação das taxas moderadoras.

Face ao exposto o eleito da CDU na Assembleia Municipal de Lagos propõe que:

A Assembleia Municipal de Lagos reunida a 25 de Junho de 2012 delibere manifestar ao Governo a sua reprovação pelo ataque ao Serviço Nacional de Saúde e exigir a revogação das taxas moderadoras.
Dar conhecimento desta proposta ao Governo, Assembleia da república e Presidência da república.

Lagos, 25 de Junho de 2012                                            O Eleito da CDU

Esta Proposta foi reprovada com os votos contra do PS e a abstenção do PSD

domingo, 15 de abril de 2012

EM DEFESA DO SNS



Jornada nacional de luta

 em defesa do SNS
    

                                         

 PCP apresenta medidas para proteger a saúde e a vida dos portugueses
                                            

PCP defende Programa de Emergência

                                        

● Reforço da dotação financeira para o SNS, para que este possa atender aos seus compromissos com os doentes na fase crítica em que nos encontramos;


● Eliminação total, geral e universal das taxas moderadoras, designadamente para todas as consultas, exames complementares de iagnóstico e terapêutica praticados no SNS ou em entidades com ele convencionados;


● Redução do valor médio da comparticipação dos doentes nos custos da medicação em ambulatório para um máximo de 30 por cento (em 2011 foi de 36,9 por cento), representando um encargo anual de 145 milhões de euros com referência a 2011;


● Revogação do novo regulamento de transporte de doentes não urgentes, medida que representará um acréscimo de encargos para o Estado de cerca de nove milhões de euros por ano;


● Reforçar e capacitar a rede de assistência pré-hospitalar e promover o serviço telefónico de atendimento e encaminhamento de doentes;


● Criar condições para um efectivo acompanhamento e tratamento ambulatório em saúde mental;

● Renegociação ou denúncia das parcerias público privadas e a integração de toda a rede hospitalar no quadro do sector público administrativo;


● Estabelecer para um horizonte temporal até 2020, convenções com entidades do sector social e privados para assegurar o acesso a consultas, a meios complementares de diagnóstico e terapêutica e a cuidados continuados no domicílio ou internamento, nas situações em que esta seja a solução para resolver problemas de proximidade ou de incapacidade de resposta do SNS em tempo clinicamente aceitável;


● Priorizar a resolução dos problemas que se verificam nos cuidados primários, onde residem as principais dificuldades no acesso aos cuidados de saúde, restabelecendo os concelhos como base de organização administrativa dos cuidados primários e dotá-los dos meios financeiros, técnicos e humanos necessários ao cumprimento das suas missões, tendo presente que é aqui, nos cuidados primários, que reside o maior problema do SNS. É preciso inverter uma política de centralização hospitalar, retomando o percurso iniciado a seguir à Revolução de Abril que tantos ganhos em saúde trouxe ao país e aos portugueses;


● Valorização social e profissional dos profissionais de saúde, assegurando-lhes as condições de trabalho, de formação, de veículo, de carreira e remuneração que assegurem a sua máxima disponibilidade e qualificação e a estabilidade do serviço de saúde onde se encontram, no quadro do respeito pelas normas deontológicas que presidem à sua intervenção.

Ver aqui:http://www.avante.pt/pt/2002/emfoco/119557/

EM DEFESA DO SNS

JORNADA DE LUTA EM DEFESA 
DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE
                         



           

Os portugueses vão defender

 o Serviço Nacional de Saúde


                                                      
Ontem, em mais de uma dezena de cidades, foi dia de luta em defesa do SNS e do direito dos portugueses ao acesso aos cuidados de saúde. Jerónimo de Sousa, presente na manifestação em Lisboa, acusou o Governo de não respeitar a Constituição da República ao combater a universalidade do direito à saúde e tornar o seu acesso tendencialmente mais caro.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ASSEMBLEIA MUNICIPAL 28 DEZEMBRO - MOÇÃO


MOÇÃO
                            
SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE
                              
 Esta proposta foi aprovada por maioria com os votos contra do PSD e do CDS
                                         

            Aprovado o Orçamento de Estado, o governo veio a público anunciar o aumento das taxas moderadoras nos centros de saúde e nos hospitais e isto sem contar com os custos de outros actos de diagnóstico que tenham de ser efectuados.
                                                                       
            O Governo diz que é preciso reduzir o recurso às urgências hospitalares, mas não garante as respostas adequadas ao nível dos cuidados de saúde primários, encerrando extensões de saúde e reduzindo o horário das valências nos centros de saúde, restando como única alternativa as urgências hospitalares.
            Não satisfeito, o governo degrada ainda mais as condições de vida dos portugueses com estes aumentos brutais – algumas mais que duplicam, por exemplo nas consultas nos centros de saúde ou nas urgências hospitalares, e quase que triplicam como no caso das consultas nos SAP.
            Introduz novas taxas para os cuidados de enfermagem e até cobram taxas de consultas em que os utentes estão ausentes. Existem meios complementares de diagnóstico e terapêutica que não estavam sujeitos a taxa moderadora e que agora passarão a estar.
            Tais medidas são parte de um plano mais vasto de destruição do Serviço Nacional de Saúde e nesse está incluído o objectivo de afastar as pessoas dos cuidados de saúde, comercializando a doença e dificultando as classes mais desfavorecidas no acesso à saúde pública, gratuita e de qualidade.
            Agravando o custo dos bens e serviços essenciais, cortando no rendimento, nos salários e pensões de trabalhadores e reformados, empurrando milhares de pessoas para o desemprego, liquidando e encerrando mais serviços de saúde, aumentando as taxas moderadoras, esta política da saúde de uns e da doença da maioria não pode colher quaisquer posições de apoio e consideração.
            Na sequência destas políticas puramente economicistas e injustas, muitos são já os centros de saúde e hospitais do nosso país a funcionar com um número insuficiente de trabalhadores, médicos e prestadores de cuidados. É bom lembrar-se que, só na nossa região, mais de 100 mil algarvios não têm médico de família.
            Neste sentido a Assembleia Municipal de Lagos, reunida a 28 de Dezembro de 2011, delibera:

1.    Rejeitar, por inaceitáveis, os aumentos previstos das taxas moderadoras.
2.    Protestar junto do Ministério da Saúde contra esta medida.
3.    Solidarizar-se com a população atingida.
4.     Mais delibera enviar esta moção  às seguintes entidades:


Assembleia da República
Grupos Parlamentares da Assembleia da República
1º Ministro
Membros do Governo com Tutela
Direcção Regional de Saúde
Órgãos de Comunicação Social.




Lagos, 28 de Dezembro de 2011


                                    O Eleito da CDU











terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A SAÚDE É UM DIRIETO

Documento Regional distribuído em Lagos,
no Centro de Saúde e  no Hospital.



 
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